Prejuízos na Área Espacial

Olá leitor!

Segue abaixo uma matéria publicada dia (09/03) no jornal “Correio Braziliense” destacando os supostos prejuízos causados pela Alcântara Cyclone Space (ACS) ao erário publico brasileiro.

Duda Falcão

Executivo

Prejuízos na Área Espacial

Grupo binacional responsável por gerir o
programa brasileiro registra perdas acumuladas
de R$ 40,4 milhões desde 2008

Tiago Pariz
Correio Brazilienze
09/04/2011

A empresa binacional Alcântara Cyclone Space (ACS), responsável por fazer avançar o programa espacial brasileiro, registrou em 2010 prejuízo acumulado recorde de R$ 40,4 milhões, duas vezes e meia maior do que o saldo negativo fixado em dezembro de 2009. Esse valor representa a situação financeira da empresa desde 2008 e vem acompanhado de um crescimento expressivo de gastos para a manutenção da máquina e não de investimento.

A despesa com pessoal cresceu 20% em 2010 e atingiu R$ 13 milhões, contra R$ 10,8 milhões no período anterior. O mesmo ocorreu com serviços terceirizados. A cifra mais que duplicou no ano passado e atingiu R$ 700,5 mil, contra R$ 340,3 mil. Essas duas cifras foram às principais responsáveis pelo aumento do prejuízo líquido da empresa de R$ 24,2 milhões. A despesa com viagens permaneceu basicamente inalterada, em R$ 1 milhão.

A Alcântara Cyclone Space, que até 25 de março era presidida pelo ex-ministro de Ciência e Tecnologia Roberto Amaral, também investiu na compra de veículos, móveis e utensílios. No fim de 2010, a empresa informou ter R$ 224,2 mil em automóveis, R$ 90 mil a mais que 2009. Com mobília, o ativo está registrado em quase R$ 270 mil, valor que era de R$ 211 mil no ano anterior.

Fontes ligadas à ACS dizem que a empresa não tem receita, já que o capital existente vem do acordo de cooperação Brasil-Ucrânia e, contabilmente, não pode ser tratado como receita. Ou seja, os R$ 40,4 milhões apresentado no balanço contábil representam o total de gastos desde 2008.

No ano passado, a ACS fechou contrato sem licitação de R$ 546 milhões para a construção de um novo centro de lançamentos de foguetes em Alcântara (MA). Esse montante deve ser investido até o ano que vem e busca o sucesso do veículo lançador de satélites Cyclone 4, de origem ucraniana. Até agora sem sucesso, a empresa binacional espera ter o veículo no espaço até o fim do próximo ano.

Em 2003, o Brasil teve um baque em seu programa espacial com a explosão do Veículo Lançador de Satélites em Alcântara. O foguete iria colocar em órbita um satélite meteorológico. A explosão, que matou 21 pessoas, teria sido causada por energia estática acumulada no local. O VLS, diferentemente do produto de cooperação entre Brasil e Ucrânia, é de construção da Força Aérea. Procurada, a assessoria de imprensa da Alcântara Cyclone Space (ACS) não deu resposta até o fechamento desta edição. O ex-presidente da empresa Roberto Amaral não atendeu aos telefonemas do Correio.


Fonte: Jornal Correio Braziliense - 09-04-2011

Comentário: Vamos colocar os pontos no “iii” corretamente para então podermos avançar como nosso comentário. A mal engenhada empresa ACS jamais foi gestora do “Programa Espacial Brasileiro”, como cita a matéria do Correio Braziliense e sim a Agência Espacial Brasileira (AEB), instituição ligada ao Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT). A ACS é um mastodonte estatal bi-nacional criado por motivos políticos, e gerida desde a sua criação até seu afastamento recente, por um político incompetente e que tinha uma visão megalomaníaca sem qualquer fundamento técnico administrativo de criar uma empresa comercial para atuar no mercado comercial de lançamentos de satélites. Apesar de a idéia ser boa, foi conduzida de forma completamente errada desde o seu inicio nos diversos aspectos já abordados aqui no blog. Portanto tudo que começa errado, só pode terminar errado. Entretanto, curiosamente no Brasil, diferente de como ocorre nos países sérios, tudo acaba em pizza.

Comentários

  1. E pensar que todo este dinheiro jogado fora no ralo, por esta torneira aberta ou melhor CASCATA aberta chamada ACS, poderia muito bem ser usado como recurso ao nosso VLS.

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  2. Pois é Ricardo, e não só no VLS como em todo o Programa Espacial Brasileiro. Foi muita grana que desceu pelo ralo. Entretanto, até então parece que os recursos continuam sendo aplicados nessa vergonha e nada mudou. Vamos aguardar os próximos capítulos dessa novela.

    Abs

    Duda Falcão
    (Blog Brazilian Space)

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  3. Fiz um texto informativo sobre os Spaces Camps que você defende com muita garra:

    http://unidadedecarbonoterra.blogspot.com/2011/04/space-camp-uma-aventura-espacial.html

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  4. Valeu Ricardo!

    Vou dar uma olhada e obrigado por participar desta luta.

    Abs

    Duda Falcão
    (Blog Brazilian Space)

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