Estudo Revela que Estereótipo dos que Avistam Ovnis é...

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Segue abaixo uma nota postada dia (16/03) no site da “Universidade de São Paulo (USP)” destacando que estudo de pesquisador do Instituto de Psicologia (IP) da USP revela que 'estereótipo' dos que relatam avistar Óvinis é equivocado.

Duda Falcão

Estereótipo dos que Relatam
Avistar Óvnis é Equivocado,
Revela Estudo do IP

Thiago Minami
Agência USP de Notícias
16/03/2012

Foto: Marcos Santos/ USP Imagens
Pesquisa nega estereótipos, sem entrar no
mérito da autenticidade dos relatos

O relato de contatos com alienígenas pode levar alguém a ser tachado de “louco”, “problemático” e “doente”. Um estudo feito por Leonardo Breno Martins, do Instituto de Psicologia (IP) da USP, mostra que a rotulação é, na maior parte dos casos, injustificada. Em sua pesquisa de mestrado, orientada pelo professor Wellington Zangari, traçou o perfil de uma amostra de 46 voluntários que contam experiências do tipo e concluiu que a maioria não sofre de transtornos psicológicos e psiquiátricos que poderiam causar alucinações ou tendências a fantasiar a realidade.

“Não se trata de confirmar ou negar os relatos e, sim, de mostrar que certos estereótipos não são verdadeiros”, diz Martins, que se interessa pelo assunto há 14 anos. Outro preconceito quebrado é o de que apenas aqueles com baixo nível de instrução acreditariam em contato com extraterrestres. Para participar da pesquisa, era necessário ter pelo menos o ensino médio completo, sendo que a maioria tinha concluído o ensino superior e aproximadamente um terço possuía pós-graduação.

O Brasil é conhecido como um dos países em que há mais relatos de experiências com óvnis. Segundo Martins, isso pode se dever à abertura cultural maior existente sobre o tema, fruto do sincretismo cultural e religioso. Além disso, as narrativas costumam ser mais exóticas que as dos estrangeiros. “São repletas de alegadas perseguições em locais isolados, confrontos físicos intensos e diretos com pretensos alienígenas”, escreve o pesquisador, na dissertação intitulada ’Contatos imediatos’: investigando personalidade, transtornos mentais e atribuição de causalidade em experiências subjetivas com óvnis e alienígenas. Por consequência, as supostas vítimas podem desenvolver quadros de ansiedade excessiva, por medo de passar novamente por fatos semelhantes ou de estar sendo sempre observados.

Os voluntários foram divididos em dois grupos. Enquanto as 35 pessoas do primeiro grupo relataram ter mantido uma aproximação visual, os 11 integrantes do segundo apontaram experiências mais próximas, como abdução e contato espiritualmente significativo. Desses, a maior parte – 82,9% do primeiro grupo e 90,9% do segundo – chegou à convicção absoluta sobre o que passaram. Isso só ocorreu, no entanto, após a busca por explicações triviais, como fenômenos naturais, e a dificuldade de aceitar a situação. E mesmo diante da certeza, os participantes costumam manter a postura crítica diante da explicação para o fenômeno e das experiências dos outros.

Reações

A maioria relatou sofrer reações negativas ao contar para pessoas próximas sobre o suposto ocorrido. Matins afirma que mesmo os profissionais da saúde estão despreparados para lidar com os casos. “As experiências anômalas em geral e as referentes a óvnis são parte importante da vida de muitos”, escreve. Em psicologia, o termo “anômalo” descreve experiências que fogem do usual ou do consenso cultural ou científico sobre a realidade, sem estarem relacionadas necessariamente a doenças. A falta de amparo abre brechas, por exemplo, para a ação de charlatães.

Não se trata de julgar se é verdade ou mentira e, sim, de pensar sobre os relatos. A investigação, que utilizou questionários, entrevistas e um teste psicológico, mostrou que boa parte deles fogem às narrativas construídas pela ficção. Existem pontos comuns nas descrições dos alienígenas, que normalmente têm formato semelhante ao dos seres humanos, e das naves, apontadas como “pontos de luz distantes e objetos próximos predominantemente esféricos, discóides e cilíndricos”.

A análise dos questionários revelou que a maior parte não demonstrava transtornos mentais ou tendências de personalidade, como propensões à fantasia, dificuldades em lidar com o cotidiano e busca por excitação. No entanto, muitos tinham gosto pela variação e pelo questionamento das convenções, o que poderia sugerir uma tendência ao deslumbramento ou comoção diante de temas e experiências “anormais”. Não se sabe se tais características surgiram antes ou depois da suposta experiência com óvnis.

Durante o Doutorado, Martins pretende participar de retiros organizados para promover o encontro com alienígenas. Também quer aprofundar a análise sobre as influências do contexto brasileiro nos relatos colhidos aqui.

Mais informações: email leobremartins@usp.br, com Leonardo Breno Martins


Fonte: Site da Universidade de São Paulo (USP)

Comentário: Que boa notícia. É muito bom vê que começa a mudar dentro do ambiente acadêmico a visão de que a casuística ufológica e coisa de ficção científica ou de malucos que querem aparecer e que não merece ser tratada com seriedade. Apesar de acreditar em Discos Voadores por ter presenciado esse fenômeno, nunca afirmei entre meus familiares e amigos a sua existência por não ter provas concretas que confirmassem o mesmo. Entretanto, a recusa da classe científica e acadêmica brasileira e mundial em estudar o fenômeno até hoje, e pior, negar a sua existência, só pode ser explicada pelo temor de encarar esse que é hoje um fenômeno reconhecido até mesmo por diversos governos. Não o fato de estamos sendo visitados por civilizações alienígenas, mas a recursa de estudar aqueles eventos que existem provas concretas de terem ocorridos e que até hoje não foram explicados. A prática sempre foi de ignorar os não explicáveis e divulgar os explicáveis como prova da não existência do fenômeno sempre se utilizando da chacota ou de outros artifícios discutíveis para desacreditar aqueles que usavam o seu tempo para estudar esses fenômenos. Parabéns ao pesquisador Leonardo Breno Martins, ao Instituto de Psicologia (IP) e a USP por esse estudo, e espero que cada vez mais os acadêmicos e pesquisadores retrógrados de plantão sejam enterrados em seus medos e preconceitos, abrindo assim espaço para que esse fenômeno possa ser finalmente estudado nas universidades e centros de pesquisas com a seriedade e responsabilidade que o fenômeno exige. Foi o primeiro passo e a USP está de parabéns.

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