Brasil e China Discutem Cooperação Espacial em Brasília

Olá leitor!

Ontem (16/11) foi realizada a “2ª Reunião do Comitê Conjunto de Defesa Brasil-China”, na sede do Ministério da Defesa (MD) em Brasília (DF), com a participação da comitiva das forças armadas chinesas, chefiada pelo vice-chefe do Estado-Maior Geral do Exército Popular de Libertação da China, tenente-brigadeiro Ma Xiaotian.

A nota oficial divulgada pelo MD informa que algumas possibilidades de cooperação entre os dos países no campo espacial foram discutidas, mais precisamente na área de veículos lançadores, satélites e uso de imagens.

Abaixo segue os trechos da nota que tratam dessas possibilidades:

"Os grupos de trabalho apresentarão possibilidades de intercâmbio acadêmico entre os institutos de tecnologia, desenvolvimento conjunto de pesquisa científica, cooperação em atividades espaciais e projeto e desenvolvimento de veículos de lançamento e de satélites.

A parte brasileira tem interesse no uso de imagens obtidas por radares de abertura sintética para combater o crime organizado e o desmatamento na Amazônia Legal."

Duda Falcão


Fonte: Site do Ministério da Defesa (MD)

Comentário: Voltamos a insistir, trazer mais um player para área de veículos lançadores de satélites é em nossa opinião desnecessária e altamente prejudicial, pois aumentará ainda mais a falta de foco. Já basta a besteira que o governo fez com a ACS, quando deveriam ter dado seqüência ao acordo com os russos. Entretanto, tentar um acordo com os chineses que venha ajudar na formação de novos profissionais em áreas críticas, como as de motores-foguetes líquidos, sistemas inerciais e novos materiais, seria muito interessante para o nosso programa espacial. Porém isso é muito pouco, já que a possibilidades são enormes a curto, médio e longo prazo e basta que o governo se mexa para discutir as mesmas e é aí que a coisa pega.

Comentários

  1. Volto aqui depois de um ano,para falar da mesma coisa, desta vez sobre a china, a china hoje disputa com os estados unidos espaços e mercados, atrair o brasil com esse tipo de parceira é nos levar a um atraso maior.Temos já tecnologia para prosseguir, evidentemente o foco para o vls seria ao meu vêr nosso trunfo para o futuro.

    esse tipo de parceira nos tira o foco...precisamos e de investimentos, na falta de pessoal é melhor pagar a preço de ronaldinho um tecnico experiente estrangeiro que esse tipo de parceira.

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  2. Olá Benito!

    Amigo, perdoe-me mas coisas não são assim como voce pensa. Esquece o VLS que não tem nada com essa história. Esquece os Estados Unidos que de lá não vem nada, mas concordo contigo que trazer mais um player para a área de veículos lançadores é perda de foco. Entretanto, fazer uma acordo que envolva o desenvolvimento conjunto de tecnologias críticas, formação de novos profissionais nessa áreas, troca de expecialistas nessas áreas entre instituições dos dois países, pesquisas espaciais conjuntas entre universidades dos dois países, desenvolvimento de pesquisas em ambiente de microgravidade através de foguetes de sondagem (como ocorrem no acordo com a Alemanha), a possibilidade de experimentos brasileiros do Programa Microgravidade da AEB participarem do programa da Estação Espacial Chinesa, quem sabe até utilizando o Marcos Pontes, entre tantas outras oportunidades que se abrem. Mas falta visão e interesse, sobra incompetência, desinteresse e burrice.

    Abs

    Duda Falcão
    (Blog Brazilian Space)

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  3. Ok falcão!O senhor esta certo, porém devemos lembrar como funciona as coisas no brasil, precisamente nessa área.
    A china não pensa como nos, somos ingenuos e tôlos muitas vezes.
    A primeira vez que postei aqui fora para falar que nosso programa espacial remonta os anos de 1950.
    E essa pratica de parcerias é a tonica desde então.
    Não sendo expert como o senhor , e a distancia ,mas juro e tenho certeza que o programa brasileiro não descola por falta de parcerias, mas sim por falta de vergonha e descaso com o meu dinheiro, com o dinheiro dos impostos que para ele é dirigido a dezenas de anos.

    É necessário definir o programa espacial como prioritário para o brasil.
    A china é nosso concorrente na america latina e africa.
    é assim que as coisas são.
    Nossas siderurgicas estão nesse momento desligando os fornos por não ter demanda>
    Ou somos um país capaz de criar as coisas ou devemos nos entregar, fecharmos nossos institutos....a alemanha em 1940 já sabia produzir um giroscopio.

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  4. Olá Benito!

    Veja bem, as coisas não são assim amigo. Cooperação espacial entre nações é uma tendência mundial mesmo na China, que tem acordos de desenvolvimento conjunto com o Japão, Alemanha, França, Rússia, entre tantos outros países, inclusive vem negociando com os Estados Unidos nesse sentido. Por quê? Devido à possibilidade de dividir custos e acelerar o processo de desenvolvimento de novas tecnologias. No Brasil não é diferente, mas infelizmente apesar de ter como exemplo um acordo exitoso e bem elaborado como o da Alemanha, não seguiu o mesmo com os Chineses (em menor escala) e com os russos (nesse caso por descaso), além de assinar um acordo desastroso com os ucranianos. O problema não está em fazer acordos (esse é o caminho a ser seguido) o problema está com quem se deve fazer esses acordos e na competência para elaborá-los de forma correta, e evidentemente segui-los a risca, explorando-os com competência, dinamismo, criatividade e sem perder o foco, coisa que infelizmente não aconteceu no caso russo.

    Abs

    Duda Falcão
    (Blog Brazilian Space)

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