Brasil Assina Acordo para Pesquisa Astronômica

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada hoje (28/12) no site do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) destacando que o MCT assina nesta quarta-feira (29/12) acordo para adesão do Brasil à pesquisa astronômica no hemisfério austral.

Duda Falcão

Brasil Assina Acordo para Pesquisa
Astronômica no Hemisfério Austral

28/12/2010 - 19:03

O ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, e o diretor-geral do Observatório Europeu do Sul (ESO), Tim de Zeeuw, assinam nesta quarta-feira (29) acordo para adesão do Brasil à pesquisa astronômica no hemisfério austral. A cerimônia será às 18 horas, no Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), em Brasília.   O acordo atende a um das recomendações da Comissão Especial de Astronomia (CSA), inserida no Plano Nacional de Astronomia (PNA), no que se refere à continuada inserção da comunidade astronômica brasileira na sociedade internacional.   O País crescerá ainda mais na área se tiver acesso aos meios mais modernos de pesquisa astronômica e participar ativamente de grandes projetos de infraestrutura observacional.

O PNA prevê ainda que o Brasil se associe ao projeto de construção e nova geração de telescópios gigantes.   A participação brasileira no ESO tem o potencial de beneficiar a astronomia brasileira com a sua inserção nos três principais projetos: Giant Magellan Telescope - GMT; Thirty Meter Telescope –TMT e European Extremely Large Telescope – E-ELT). O Observatório já demonstrou interesse no ingresso de novos membros para ajudar a financiar o seu futuro superobservatório, o E-ELT, que terá 42 metros de abertura e deve ser inaugurado em 10 anos.   A possibilidade de empresas brasileiras disputarem as licitações ligadas à instituição é outra grande vantagem do acordo. A Queiroz Galvão, por exemplo, está terminando um grande empreendimento no Chile com 2 mil funcionários.  A Construtora, em breve, começará a obra de preparação do terreno para construção do E-ELT.  Nas áreas técnica e de alta tecnologia, as empresas também terão grandes oportunidades.

ESO

O ESO é uma associação de 14 membros de países europeus regida por uma Convenção e uma das mais bem sucedidas organizações intergovernamentais da Europa. A entidade opera as instalações astronômicas mais produtivas do mundo, fornecendo infraestrutura observacional de ponta para os astrônomos dos países membros.

Com orçamento anual de 135 milhões de euros, o ESO emprega cerca de 700 pessoas. Por meio da construção e operação do conjunto de telescópios terrestres mais poderosos da Terra no Chile, oferece à indústria de seus países membros numerosas oportunidades de participação no desenvolvimento de alta tecnologia em ótica fina, automação, controle e todas as técnicas de alto valor agregado. Com o acordo, as empresas brasileiras podem ser especialmente favorecidas em virtude de sua proximidade geográfica com o Chile. Valor A entrada do País no consórcio custará cerca de 250 milhões de euros (equivalente a quase R$ 555 milhões) em 11 anos.

O Brasil ficou isento de uma contribuição adicional que está sendo imposta aos outros membros.   Outra vantagem foi o abatimento da anuidade a ser paga pelo país como membro do consórcio. Normalmente o ESO usa o Produto Interno Bruto (PIB) de cada país como critério para determinar quanto é preciso pagar.

O governo brasileiro mostrou que a riqueza nacional não guarda a mesma proporção que a dos outros países do grupo quando se leva em conta a divisão per capita e o fato de que a comunidade astronômica brasileira não é tão numerosa.   Como resultado dessa argumentação, o ESO decidiu promover um aumento gradual da anuidade brasileira. Em 2012, por exemplo, o País pagará 25% do valor calculado com base no PIB. A porcentagem vai subindo até chegar aos 100% em 2021.

Negociação

O acordo com o ESO envolveu as seguintes autoridades brasileiras:   - Luiz Antonio Rodrigues Elias, secretário executivo do MCT; - José Monserrat Filho, chefe da Assessoria de Assuntos internacionais do MCT;- Albert Bruch, diretor do Laboratório Nacional de Astrofísica (LNA/MCT);- Eduardo Janot Pacheco, pesquisador do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade (IAG/USP);- Ademar Seabra da Cruz, diretor da Divisão de Ciência e Tecnologia do Ministério das Relações Exteriores (DCTEC/ MRE).


Fonte: Site do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT)

Comentários

  1. Talvez uma das melhores notícias de 2010 para a ciência brasileira.

    ResponderExcluir
  2. Olá Vitor!

    A Comunidade Astronômica Brasileira parece estar muito satisfeita com esse acordo e nada melhor do que eles próprios para certificar a validade do mesmo. A euforia é grande, apesar de haver ainda algumas discordâncias quanto ao acordo. No entanto, só tempo dirá se foi uma decisão acertada ou não.

    Abs

    Duda Falcão
    (Blog Brazilian Space)

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Da Sala de Aula para o Espaço

Top 5 - Principais Satélites Brasileiros

Por Que a Sétima Economia do Mundo Ainda é Retardatária na Corrida Espacial