Satélites da NASA Revelam Declínio de Aquíferos no 'Celeiro Agrícola Brasileiro'

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No dia 05/06, o portal da NASA noticiou que satélites da agência revelaram um declínio nos aquíferos localizados no chamado "Celeiro Agrícola Brasileiro".
 
Crédito: NASA/JPL-Caltech
Os satélites GRACE Follow-On, que registram pequenas flutuações na gravidade para medir a água na superfície e no subsolo, ajudaram pesquisadores a acompanhar uma queda persistente nos níveis de água em alguns aquíferos brasileiros.
 
De acordo com a nota do portal, uma colaboração de cientistas da NASA e de instituições de pesquisa brasileiras produziu um panorama detalhado das mudanças na água subterrânea em todo o Brasil. As imagens revelam declínios significativos em alguns dos aquíferos que são fundamentais para um dos maiores produtores agrícolas do mundo.
 
No estudo, publicado em 3 de junho na revista Science Advances, os pesquisadores usaram inteligência artificial para combinar observações de satélite, medições de poços, dados geológicos e informações sobre uso da água, a fim de avaliar as águas subterrâneas no Brasil de 2002 a 2023. Eles descobriram que múltiplos fatores, incluindo secas, desmatamento, agricultura, mineração e o aumento da extração de água subterrânea, estão pressionando aquíferos que fornecem 55% da água do Brasil.
 
Vários aquíferos no centro e no leste do Brasil estão passando por um esgotamento persistente das águas subterrâneas, segundo o estudo. Os aquíferos geralmente são recarregados anualmente, quando a água da chuva faz os rios aumentarem e se infiltra no solo. Em certas regiões do Brasil, que abrigam alguns dos maiores aquíferos do mundo, os pesquisadores observaram anos com pouca ou nenhuma recarga de águas subterrâneas.
 
Os pesquisadores coletaram dados das missões de satélite Gravity Recovery and Climate Experiment (GRACE) e GRACE Follow-On, que monitoram mudanças na água da Terra medindo sutis variações na gravidade. Eles usaram esses dados para produzir mapas de alta resolução das águas subterrâneas em toda a área de 3,3 milhões de milhas quadradas (8,5 milhões de quilômetros quadrados) do Brasil.
 
Os mapas mostraram que partes da bacia amazônica apresentaram fortes variações sazonais nas águas subterrâneas, ligadas à chuva e às enchentes dos rios, enquanto regiões afetadas pela expansão agrícola e pelo aumento do uso comercial da terra apresentaram o esgotamento mais severo e persistente das águas subterrâneas. Os resultados sugerem que o Brasil está começando a apresentar perdas de água subterrânea semelhantes às de aquíferos intensamente explorados nos Estados Unidos, na Índia, no Irã e em Bangladesh.
 
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