A Missão TESS da NASA Revela os "Planetas Menos Densos" Já Descobertos

Caros entusiastas das atividades espaciais!
 
No dia (24/06), a NASA anunciou, por meio de seu portal oficial, que a Missão TESS descobriu os planetas 'menos densos' já identificados pela ciência.
 
Crédito: NASA / Daniel Rutter
Esta ilustração mostra a estrela semelhante ao Sol TOI-791 e dois planetas gigantes que o telescópio espacial TESS da NASA descobriu em sua órbita. Esses planetas, denominados TOI-791 b e TOI-791 c, têm aproximadamente o tamanho de Júpiter, mas apenas uma pequena fração de sua massa, o que significa que possuem uma densidade extraordinariamente baixa.
 
De acordo com a nota do portal, dados da Missão TESS (Transiting Exoplanet Survey Satellite) da NASA revelaram dois novos planetas do tipo "super-puff", mundos gigantes tão leves que sua densidade é comparável à do algodão-doce. Os cientistas calcularam que esses planetas, do tamanho de Júpiter — chamados TOI-791 b e TOI-791 c — são os mundos mais "fofos" (menos densos) já encontrados.
 
Os planetas orbitam uma estrela semelhante ao Sol chamada TOI-791, localizada a aproximadamente 1.113 anos-luz da Terra. A missão TESS detectou inicialmente esses planetas ao observar quedas repetidas no brilho da estrela TOI-791, um sinal característico de que um planeta está em trânsito, ou seja, passando à frente da estrela. Estudos posteriores revelaram dois grandes planetas com características incomuns.
 
O TOI-791 b tem quase o mesmo tamanho de Júpiter, mas possui apenas 3,0% da massa de Júpiter. Já o TOI-791 c é ainda maior que Júpiter, porém contém apenas 5,9% da massa de Júpiter.
 
"A principal razão pela qual esses planetas são tão interessantes para estudo é que simplesmente não esperávamos encontrá-los", afirmou Jon Jenkins, líder científico do Centro de Operações de Processamento Científico do Centro de Pesquisa Ames da NASA, no Vale do Silício, Califórnia, responsável por fornecer os dados científicos do TESS analisados neste estudo. "Eles representam um quebra-cabeça que precisamos resolver sobre como planetas gigantes como Júpiter e os super-puffs se formam."
 
Crédito: NASA / Daniel Rutter
Este gráfico mostra os dois planetas gigantes que orbitam a estrela semelhante ao Sol TOI-791, comparados a alguns dos planetas do nosso Sistema Solar. Esses planetas têm aproximadamente o tamanho de Júpiter, mas apenas uma fração muito pequena de sua massa. A missão TESS da NASA detectou as sombras desses planetas quando passaram diante de sua estrela. Não há imagens diretas deles; portanto, sua aparência nesta ilustração é uma interpretação artística.
 
Os super-puffs recém-descobertos também possuem órbitas excepcionalmente longas: o TOI-791 b leva 139 dias para completar uma volta ao redor da estrela, enquanto o TOI-791 c leva 232 dias. Planetas com órbitas tão longas são raros, pois exigem extensos períodos de observação para que suas características possam ser detectadas e confirmadas. A partir de sua posição em uma órbita elevada ao redor da Terra, o TESS conseguiu reunir 1.122 dias de observações desse sistema planetário ao longo de sete anos, fornecendo aos pesquisadores um conjunto extremamente rico de dados.

Análises adicionais mostraram que TOI-791 b e TOI-791 c estão presos em uma configuração orbital que faz com que exerçam influência gravitacional um sobre o outro. Enquanto orbitam sua estrela, os planetas alternam essas interações gravitacionais, afetando o momento exato em que realizam seus trânsitos diante da estrela. Os cientistas utilizaram essas variações no tempo dos trânsitos para calcular a massa dos planetas, confirmando definitivamente sua classificação como super-puffs de baixíssima densidade.

"Apenas um pequeno número desses planetas super-puffs é conhecido, e é ainda mais raro encontrar dois no mesmo sistema", disse o autor principal George Dransfield, do Departamento de Física da Universidade de Oxford, na Inglaterra. "Suas densidades extremamente baixas fazem deles alvos fascinantes para compreendermos como os sistemas planetários se formam e evoluem."

Com estudos mais aprofundados, esses super-puffs poderão revelar ainda mais informações sobre a evolução dos planetas.

"Acredita-se que a formação de planetas gigantes desempenhe um papel fundamental na evolução de um sistema planetário. Por isso, estudar esses planetas do tamanho de Júpiter, mas com uma massa muito inferior à dele, é de grande valor científico", afirmou Steve Howell, pesquisador do Centro Ames da NASA e participante deste estudo.

Os cientistas esperam descobrir mais sobre a composição química das atmosferas desses planetas, como sua rotação influencia seu formato e como a inclinação da estrela hospedeira se compara aos planos orbitais dos planetas. Investigações mais detalhadas poderão oferecer novos conhecimentos sobre como TOI-791 b e TOI-791 c migraram pelo sistema planetário durante sua formação, se suas órbitas foram moldadas por interações com outros planetas e como se formam os misteriosos planetas super-puffs de baixa densidade.

O estudo, publicado hoje na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society, foi liderado pela Universidade de Oxford, em colaboração com a Université Côte d'Azur/Observatoire de la Côte d'Azur e a Universidade de Birmingham.
 
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