Projeto MLBR: Avanços no Desenvolvimento dos Propulsores do MLBR
Caros entusiastas das atividades espaciais!
Nesta terça-feira (02/06), o arranjo empresarial do Projeto MLBR publicou um artigo em sua página no Linkedin com informações sobre os três motores-foguetes — N-90, N-09 e N-04 — que irão compor os três estágios do futuro Microlançador Brasileiro (MLBR). O conteúdo oferece uma visão importante sobre o desenvolvimento tecnológico do projeto e merece a atenção dos entusiastas e profissionais do setor espacial.
Aproveitamos a oportunidade para destacar do artigo, em amarelo, uma informação que será abordada durante a realização da nossa coluna Espaço Semanal, cuja próxima edição será exibida na quinta-feira (04/06). Fiquem atentos!
Avanços no Desenvolvimento dos Propulsores do MLBR
Crédito: Cenic Engenharia
O Microlançador Brasileiro (MLBR), projeto voltado ao crescente mercado de lançamentos de pequenos satélites, utiliza três motores a propelente sólido: N-90, N-09 e N-04. Eles são responsáveis pela propulsão do primeiro, segundo e terceiro estágios do veículo, respectivamente.
O desenvolvimento de motores-foguete dessa categoria envolve uma série de etapas técnicas rigorosas até sua qualificação para voo. Após a conclusão dos projetos estruturais e balísticos, e da definição dos processos de fabricação e controle de qualidade, o trabalho avança por três fases principais:
1. Qualificação da Estrutura do Motor (Envelope-Motor)
Nesta etapa, são consolidados os processos de fabricação da estrutura que abriga o propelente. O desempenho é validado por meio de ensaios que verificam a resistência mecânica, as deformações estruturais e a conformidade dos processos produtivos.
2. Validação dos Procedimentos de Carregamento
Os testes utilizam material inerte com características semelhantes às do propelente real. São avaliados aspectos como a sequência operacional de carregamento, o processo de cura da matriz polimérica e os dispositivos responsáveis pela formação da geometria interna do grão propelente.
3. Ensaios de Queima Estática em Solo
Conhecidos como “tiros em banco”, esses ensaios representam a etapa final de comprovação do desempenho do motor. Neles são verificados parâmetros balísticos, como empuxo e comportamento da queima, além da eficiência das proteções térmicas que preservam a integridade estrutural do veículo durante o funcionamento.
A imagem abaixo apresenta o envelope-motor N-09, destinado ao segundo estágio do MLBR, após a conclusão bem-sucedida dos testes de aceitação de fabricação. O componente segue agora para a próxima fase de desenvolvimento: o carregamento com propelente inerte, atividade que será conduzida pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), organização do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), parceiro fundamental no desenvolvimento do projeto.
Credito: Cenic Engenharia
Quando o MLBR iniciar suas operações, o motor N-09 será responsável por impulsionar o veículo após a separação do primeiro estágio, prevista para ocorrer em torno de 40 quilômetros de altitude. Seu funcionamento proporcionará um ganho adicional de aproximadamente 100 quilômetros de altura.
Após o término dessa fase de propulsão, o conjunto formado pelo terceiro estágio e pelo satélite continuará sua ascensão por inércia até atingir cerca de 450 quilômetros de altitude. Nesse momento, entra em ação o motor N-04, responsável por fornecer o impulso final necessário para que a carga útil alcance a velocidade requerida para sua permanência em órbita terrestre.
Cada avanço representa mais um passo concreto na construção de uma capacidade nacional de acesso ao espaço, resultado do trabalho conjunto de empresas, instituições de pesquisa e profissionais comprometidos com o desenvolvimento tecnológico brasileiro.
Brazilian Space
Brazilian Space
Espaço que inspira, informação que conecta!


Comentários
Postar um comentário