A Startup Catarinense Outer Space Apresenta Planos Para o Seu 'Foguete de Sondagem Vanellus 1', Mirando a Primeira Missão Espacial Privada Brasileira em 2027
Caros entusiastas das atividades espaciais!
Pois então, na noite de ontem (23/06) realizamos uma live especial muito esclarecedora com a equipe da startup espacial catarinense Outer Space, que nos deixou esperançosos sobre o futuro dessa jovem deeptech brasileira (reveja aqui).
Entre tantas informações relevantes compartilhadas pela equipe da empresa, sob a liderança do CEO, o jovem engenheiro aeroespacial João Pedro Sandrin Golynski, e de seus companheiros Hector e João Vitor, o que mais chamou nossa atenção foram as atividades em torno do projeto agora nomeado Foguete Vanellus 1 (nome científico do pássaro quero-quero, típico da região). Trata-se, na verdade, de um pequeno foguete de sondagem com aproximadamente 4 metros de comprimento, que pretende atingir um apogeu de até 20 km, em uma missão espacial privada levando a bordo algumas cargas úteis (experimentos).
De acordo com a equipe, a intenção da empresa é lançar esse foguete a partir do CLA ou do CLBI no primeiro trimestre de 2027. Para isso, já vem se movimentando junto aos órgãos competentes para obter o apoio necessário e, assim, poder realizar, a partir de um desses centros de lançamento, essa tão sonhada primeira missão espacial privada brasileira, ainda que a mesma não alcance o ambiente espacial propriamente dito.
Entretanto, compatriotas, esses jovens não são ingênuos. Eles sabem da dificuldade existente no Brasil, principalmente para aqueles que realmente “fazem a diferença”, em conseguir apoio desses “cabeças de ovo”. Por isso, já consideram um “plano B” ou mesmo um “C”, caso encontrem dificuldades para utilizar um desses centros de lançamento, o que, na visão do BS, é uma postura bastante inteligente da parte deles.
Vale destacar que, segundo a equipe da empresa, o objetivo final dessa deeptech é se tornar futuramente competitiva tanto no mercado espacial quanto no setor de defesa, sem depender de recursos públicos. Assim, com apoio de investidores privados, vêm trabalhando arduamente e diariamente para alcançar seus objetivos, esperando e acreditando poder, a partir de 2030, desenvolver um foguete que ultrapasse a Linha de Kármán — sonho deles e, creio eu, de qualquer pesquisador sério que atua nessa área de foguetes no país.
O caminho inicialmente escolhido pela Outer Space foi o desenvolvimento de motores-foguete híbridos, área na qual vêm atuando nos últimos dois anos, já estando na segunda geração desses motores. Também é objetivo da empresa, no futuro, trabalhar com motores líquidos, bem como com motores sólidos, afinal o setor de defesa é, e sempre será, uma questão de sobrevivência.
O BS continuará acompanhando a trajetória dessa empresa como sempre fez e continua fazendo com a Acrux, Edge of Space, Pion Labs e, mais recentemente, com a BIZU Space e a Navollo Aerospace, sempre torcendo pelo sucesso de todos. Afinal, o sucesso deles trará benefícios incomensuráveis a este “território de piratas”, que luta heroicamente — por meio do esforço de verdadeiros brasileiros — há mais de 200 anos para se tornar um país de verdade e, quem sabe no futuro, uma verdadeira nação.
Avante Outer Space!
Brazilian Space
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