MLBR Inicia Preparativos Para os Primeiros Carregamentos dos Motores Com Propelente Inerte
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Nesta segunda-feira (08/06), o arranjo empresarial responsável pelo Projeto MLBR publicou, em sua página no LinkedIn, uma nota informando o início dos preparativos para os primeiros carregamentos dos motores N-90, N-09 e N-04 com propelente inerte. Os três motores serão utilizados nos estágios que comporão o futuro Microlançador Brasileiro (MLBR), considerado uma das principais iniciativas nacionais voltadas ao desenvolvimento de capacidade própria de acesso ao espaço.
Crédito: Cenic Engenharia
De acordo com a nota, uma das próximas etapas previstas no desenvolvimento do Microlançador Brasileiro (MLBR) – e uma das mais aguardadas – é a realização dos primeiros carregamentos dos motores do veículo, que estão previstos para ocorrerem nas instalações do DCTA/IAE, instituição que apoia continuamente o projeto.
Inicialmente os carregamentos serão feitos com propelente inerte nos propulsores N-90, N-09 e N-04, permitindo validar processos, procedimentos de qualidade e requisitos de segurança antes da utilização de material ativo.
O MLBR é impulsionado por três motores a propelente sólido. Os dois primeiros são responsáveis pelo ganho de altura, enquanto o terceiro, menor, é reservado para o impulso final, injetando o satélite na órbita correta.
Em seu primeiro estágio, o propulsor N-90 é responsável pela elevação do veículo até cerca de 40 km de altura, utilizando aproximadamente 9 toneladas de propelente. Já o N-09, segundo estágio do veículo, continua a ascensão após a separação do primeiro estágio, conduzindo o conjunto remanescente até cerca de 110 km de altitude, consumindo aproximadamente 1 tonelada de propelente.
No terceiro estágio, o propulsor N-04, que permanece inerte durante a maior parte da trajetória, é acionado na altitude correspondente à órbita pretendida, fornecendo a velocidade necessária para que o satélite permaneça em órbita. Para isso, demanda cerca de 400 kg de propelente.
As estruturas dos três motores já foram qualificadas e encontram-se em fase de produção das unidades, ou “envelopes”, que serão utilizadas nos carregamentos.
Os envelopes dos propulsores N-04 e N-09 já estão prontos para os carregamentos inertes, concentrando-se agora os trabalhos na fabricação e nos testes dos dispositivos necessários para a operação, como o mandril central responsável pela geometria interna (“estrela”) do grão propelente.
O propelente inerte a ser utilizado também já foi formulado. Essa etapa é considerada fundamental para a validação dos procedimentos operacionais e para a maximização da segurança, tanto das equipes técnicas envolvidas quanto do futuro veículo, representando um grande avanço do MLBR rumo ao objetivo de contribuir para o acesso brasileiro independente ao espaço.
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