quinta-feira, 31 de março de 2016

Seminário no INPE Apresenta Estudos Sobre Lua de Júpiter

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada hoje (31/03) no site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), destacando que seminário a ser realizado no instituto apresentará estudos sobre lua de Júpiter.

Duda Falcão

Seminário no INPE Apresenta
Estudos Sobre Lua de Júpiter

Quinta-feira, 31 de Março de 2016

Os principais nomes da Física Planetária estarão no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos (SP), entre os dias 4 e 7 de abril, para o seminário “Io: Interaction between Volcanic Activity and Jupiter's Magnetosphere”.

O seminário acontece a poucas semanas de um grande acontecimento da ciência planetária: o pouso em Júpiter, previsto para julho deste ano, de uma sonda destinada a explorar a formação e detalhes da estrutura daquele planeta. A expectativa é que os dados obtidos pela missão espacial JUNO ofereçam informações até mesmo sobre o início do sistema solar.

Júpiter é o planeta com maior campo magnético do sistema solar. Io é uma das maiores luas de Júpiter.

O evento no INPE reunirá cientistas envolvidos nos estudos sobre os processos físicos que ocorrem no sistema Io-Júpiter e, também, abordará os instrumentos e observações que serão realizadas pela sonda JUNO a partir de julho de 2016.

A programação completa do seminário está disponível na página http://www.dge.inpe.br/maghel/io-jupiter/

Entre os pesquisadores de renome internacional que participarão do evento destacam-se Margaret Kivelson, do Instituto de Geofísica e Física Planetária da Universidade da Califórnia; Rosaly Lopes, coordenadora de Ciências Planetárias do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL), da NASA; e Walter Gonzalez, líder do grupo de Heliofísica da Coordenação de Ciências Espaciais e Atmosféricas (CEA) do INPE.

O público alvo do seminário são pesquisadores e estudantes nas áreas de física atmosférica e planetária, dedicados a estudos sobre o Sol, o meio interplanetário, e magnetosferas, ionosferas e atmosferas de corpos planetários do Sistema Solar.

Física Planetária

A realização do seminário “Io – Jupiter Interaction” é mais um passo para consolidar no Brasil uma nova área de pesquisa, no campo de Física Planetária. O INPE conta com um experiente grupo de pesquisadores na área de magnetosferas planetárias e vem realizando estudos em parceria com o JPL/NASA, através da cientista Rosaly Lopes, especialista em vulcanismo e dinâmica planetária.

A intensa atividade vulcânica de Io e a interferência que provoca no campo magnético e na magnetosfera de Júpiter gera um toros (um anel pneumático) de plasma ionizado em torno do planeta. Como parte desse fenômeno, partículas ejetadas pelo vulcanismo de Io precipitam-se ao longo do campo magnético de Júpiter e ao se conectarem com a região auroral do planeta, nos polos magnéticos, geram intensas emissões de rádio. Estas emissões também podem ser fonte de identificação de exoplanetas, planetas fora do sistema solar, que possam apresentar fenômenos semelhantes a este na região auroral de Júpiter.

Apesar de se conhecer as correlações entre o vulcanismo de Io e o comportamento da magnetosfera de Júpiter, especialmente em sua região auroral, pouco se sabe ainda sobre como estas ocorrem com maior profundidade. O que se sabe hoje desses fenômenos, em grande parte, é resultado de observações coletadas por sondas espaciais, como Ulisses e Cassini, que fizeram passagens não muito próximas ao planeta nos últimos anos.

A missão da sonda espacial JUNO, desenvolvida em parceria entre a NASA e a ESA (Agência Espacial Europeia) deverá trazer novos dados sobre esses fenômenos, permitindo melhorar a compreensão sobre a interação de Io com a magnetosfera de Júpiter.


Fonte: Site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)

Equipes do ITA e IME Representarão o Brasil no IREC 2016

Olá leitor!

A 11ᵊ Edição do “Intercollegiate Rocket Engineering Competition (IREC 2016)”, competição internacional universitária de foguetes realizada anualmente nos EUA, contará este ano com equipes do Brasil, Canadá, Colômbia, Egito, EUA, Índia, Polônia e Turquia.

Entre as Equipes Brasileiras até agora inscritas o Brasil será representado pelas Equipes “ITA Rocket Design” do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) com um projeto denominado de “RD-06”, e pela primeira vez por uma equipe do Instituto Militar de Engenharia (IME) do Exercito Brasileiro com um projeto denominado “Programa CEOS”, ambas pela Categoria Básica da competição.

O evento é realizado anualmente numa área desértica próxima a cidade americana de Green River (localizada no estado americano de Utah) pela “Experimental Sounding Rocket Association (ESRA)“ dos EUA, e a edição deste ano ocorrerá de 15 (Quarta-Feira) a 18 (Sábado), tendo o dia 19/06 (Domigo) reservado  como ‘backup day’, caso seja necessário por problemas com o clima.

Vale lembrar que desde 2011 ocorreram cinco participações dos jovens Brazucas nesta competição, sendo que os alunos do ITA (equipe ITA ROCKET DESIGN) conquistaram por duas vezes o "Prêmio Jim Furfaro Award for Technical Excellence - Prêmio de Excelência Técnica Jim Furfaro" nas edições de número 6 (2011)8 (2013), e o segundo lugar da competição na Categoria Básica (somente atrás da equipe do Massachusetts Institute of Technology (MIT) dos EUA) na edição 10 (2015), ficando somente sem premiação nas outras duas edições 7 (2012) e 9 (2014).

Vale aqui também ressaltar a participação na edição do ano passado da equipe “PET Mecânica” da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (EPUSP) que, com o seu foguete “JUPITER 1”, teve uma passagem modesta no evento, quando o seu foguete chegou a ser lançado com sucesso, mas apresentou problemas com o sistema de para-quedas, e acabou chocando-se contra o solo. Vale lembrar que apesar do resultado, a equipe da EPUSP entrou para história do evento tornando a segunda equipe universitária brasileira a participar desta competição.

A participação no evento deste ano de uma equipe do Instituto Militar de Engenharia (IME) nos surpreende agradavelmente e se algum integrante desta equipe puder entrar em contato com o BLOG, gostaríamos de esclarecer melhor para nossos leitores este projeto denominado “Programa CEOS”.

Esperamos desde já que outras equipes de outras universidades brasileiras possam também juntar-se ao esforço do ITA e do IME na busca por representar bem o nosso país nesta conceituada competição universitária de foguetes internacional. Sucesso aos alunos do ITA e do IME.

Segue abaixo o link do vídeo do teste com o paraquedas do foguete que será utilizado pela equipe do ITA na competição, teste este realizado em março deste ano pela parte da equipe responsável pelo Sistema de Recuperação do foguete.

https://www.facebook.com/itarocket/videos/vb.272941629473550/758027557631619/?type=2&theater

Duda Falcão

Comissão de CT&I Vai Avaliar Fundos de Incentivo a Desenvolvimento Científico

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota da postada ontem (30/03) no site da Agência Espacial Brasileira (AEB), destacando que Comissão de CT&I vai avaliar fundos de incentivo a Desenvolvimento Científico.

Duda Falcão

Comissão de CT&I Vai Avaliar Fundos de
Incentivo a Desenvolvimento Científico

Jornal do Senado
30/03/2016


Os fundos de incentivo ao desenvolvimento científico e tecnológico serão avaliados pela Comissão de Ciência e Tecnologia durante o ano de 2016. O requerimento que elege essa política pública para a avaliação da CCT foi aprovado ontem pela comissão.

O autor do requerimento, Aloysio Nunes Ferreira (PSDBSP), justificou a escolha pela preocupação de que a arrecadação dos fundos de incentivo ao setor (o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico e o Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações) não está sendo aplicada na área. “Os citados fundos têm arrecadado anualmente quase R$ 5,1 bilhões. Entretanto, parte expressiva desses recursos não tem sido efetivamente aplicada, prejudicando o potencial dessa relevante política”, afirma Aloysio no requerimento.

Os senadores atuam na avaliação de políticas públicas no país desde 2013, quando foi aprovada resolução determinando que cada comissão acompanhe anualmente, dentro da área de competência, a atuação do Poder Executivo.

A CCT aprovou ainda requerimento extrapauta para audiência pública sobre o limite ao uso de dados de banda larga do tipo ADSL (que transmite dados através da linha de telefone) que algumas operadoras devem adotar a partir de 2017.

Autor do requerimento e presidente da CCT, Lasier Martins (PDT-RS) disse que a medida prejudicará os consumidores, pois a velocidade de acesso à internet será reduzida quando atingido o limite de dados definido pelas operadoras.


Fonte: Site da Agência Espacial Brasileira (AEB)

Nova Atualização de Nossas Campanhas

Olá leitor!

Hoje é a ultima quinta-feira do mês, e sendo assim é dia de atualizar você sobre as nossas campanhas em curso.

Bom leitor quanto à “Campanha para Regulamentação das Atividades de Grupos Amadores”, até esta semana 11 grupos já se inscreveram. São eles Auriflama FoguetesBANDEIRANTE Foguetes EducativosCarl SaganCEFABCEFECInfinitude FoguetismoITA Rocket Design, NTAProjeto JupiterUFABC Rocket Design e PEUE (Pesquisas Espaciais Universo Expansivo). Vamos lá gente, cadê os grupos amadores desse país, vocês não querem se organizar? (OBS: Continuo esperando que os 11 grupos inscritos respondam se há algum entre vocês que tem o interesse de organizar e sediar um ‘Seminário’ para discutirmos as atividades de espaçomodelismo no Brasil?)

Bom leitor, em relação á “Campanha de Manutenção do Blog”, apenas seis colaboradores realizaram até hoje as suas contribuições no mês de março no vakinha.com.br. Eles foram:

1 - Antonio Carlos Foltran
2 - Carlos Cássio Oliveira (presidente do CEFAB)
3 - Diego Fernando Moro
4 - Fabrício Kucinskis (INPE)
5 - José Félix Santana, Prof. (presidente do CEFEC)
6 - Leo Nivaldo Sandoli

OBS: informo aos leitores que ainda não sabem que  a campanha de manutenção do Blog pode ser acessada pelo link: http://www.vakinha.com.br/vaquinha/manutencao-do-blog-brazilian-space.

Enfim... vamos continuar aguardando que a partir da próxima semana haja uma mudança de postura de nossos leitores com as nossas campanhas, para que assim possamos efetivamente continuar contribuindo com o Programa Espacial Brasileiro, e quem sabe, com a permanência do blog online ou a criação do Portal Espacial que é hoje o nosso principal objetivo.

Duda Falcão

quarta-feira, 30 de março de 2016

Site G1 Publica Reportagem Significativa Sobre os 10 Anos da Missão Centenário

Olá leitor!

Segue abaixo o link de uma interessante reportagem postada hoje 30/03 no site G1 do Globo.com, sobre os 10 anos da “Missão Centenário” que colocou no espaço o primeiro astronauta brasileiro Marcos Pontes.


Acompanha a reportagem a cronologia e os vídeos da época do lançamento, e vale muito a pena dar uma conferida para compreender melhor esta que foi até hoje a única missão espacial tripulada brasileira.

Aproveitamos para agradecer ao leitor Jahyr Jesus Brito pelo envio desta reportagem

Duda Falcão


Fonte: Site G1 do Globo.com

Rússia Vai Instalar Telescópio no Brasil Para Monitorar Lixo Espacial

Olá leitor!

Segue abaixo uma matéria publicada hoje (30/03) no Jornal Folha de São Paulo e postada no site da Força Aérea Brasileira (FAB), destacando que a Rússia vai instalar telescópio no Brasil para monitorar lixo espacial.

Duda Falcão

Rússia Vai Instalar Telescópio no
Brasil Para Monitorar Lixo Espacial

Salvador Nogueira
Colaboração Para A Folha
30/03/2016

O governo russo vai instalar um telescópio em território brasileiro para monitorar a crescente ameaça do lixo espacial. É o primeiro telescópio com esse fim instalado no Brasil.

O acordo para a instalação será assinado no dia próximo dia 7, na sede do Laboratório Nacional de Astrofísica (LNA), em Itajubá (MG). A previsão é de que o telescópio russo já esteja operando em novembro.

Os signatários serão a ROSCOSMOS (antiga agência espacial russa, recém-refundada como uma corporação estatal) e a Agência Espacial Brasileira.

O equipamento será instalado no Observatório do Pico dos Dias, localizado no município de Brazópolis. A uma altitude de cerca de 1.800 m, trata-se da principal instalação de observação astronômica em solo brasileiro.

O telescópio será de pequeno porte, com 75 centímetros de abertura, mas terá a capacidade de cobrir vastas regiões do céu –configuração ideal para o monitoramento de lixo espacial.

O custo não foi informado, mas será integralmente bancado pelos russos. Ao Brasil caberá ceder o espaço e infraestrutura básica.

PERIGO

A ideia é que o telescópio trabalhe todos os dias em que houver visibilidade, monitorando objetos que estejam em órbita da Terra.

Com isso, será possível criar uma base de dados com localização e trajetória de detritos que podem apresentar risco de colisão com satélites artificiais ativos ou até mesmo ameaçar danos à superfície da Terra, em caso de reentrada atmosférica.

Um equipamento similar, instalado nas montanhas Altai, na Rússia, já está em operação. A brasileira seria a segunda da rede e primeira fora do território russo.

"A seleção está ligada com o nível profundo de cooperação na área espacial entre Brasil e Rússia", diz Gennady Saenko, representante da ROSCOSMOS que negociou o acordo.

Entre acordos previamente firmados entre brasileiros e russos, houve uma consultoria para melhorar o projeto do VLS, o veículo lançador de satélites nacionais, em 2003, e o voo do astronauta brasileiro Marcos Cesar Pontes à Estação Espacial Internacional, que acaba de completar uma década.

Também há entendimentos para a instalação de estações de solo do sistema GLONASS (a versão russa do GPS americano) em território brasileiro, e há discussões no momento para uma missão não tripulada conjunta a um asteroide, embora sem definição concreta até agora.

PESQUISA ASTRONÔMICA

O projeto, conhecido pela sigla PanEOS (Sistema Eletro-Óptico Panorâmico para Detecção de Detritos Espaciais), pode ser benéfico para a comunidade de astrônomos brasileiros, segundo Albert Bruch, pesquisador do LNA responsável pela negociação do contrato com os russos.

"As imagens esperadas do PanEOS têm um enorme potencial para pesquisa astronômica em muitas áreas", diz o pesquisador. "O equipamento vai fornecer imagens de uma grande parte do céu visível no hemisfério Sul a cada noite com céu aberto. Elas conterão não apenas informações sobre detritos espaciais, mas também sobre todas as estrelas e galáxias no campo de visão."

Por fazer esse monitoramento constante do céu, elas devem ser especialmente úteis para estudar novas e supernovas, além do estudo de estrelas de brilho variável. Também pode ser útil na busca por objetos mais discretos do Sistema Solar, como asteroides, cometas e membros do cinturão de Kuiper.

Pelo acordo, a comunidade astronômica brasileira terá acesso a todas as imagens produzidas pelo PanEOS no Pico dos Dias.

Bruch já está inclusive avaliando o potencial de forma concreta, com base em dados colhidos pela estação gêmea nas montanhas Altai.


Fonte: Site da Força Aérea Brasileira (FAB) - http://www.fab.mil.br

terça-feira, 29 de março de 2016

Divulgada a Relação de Inscritos ao Cargo de Diretor do INPE

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada hoje (29/03) no site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), destacando que foi divulgada a relação de inscritos ao Cargo de Diretor do instituto.

Duda Falcão

Divulgada a Relação de Inscritos
ao Cargo de Diretor

Terça-feira, 29 de Março de 2016

O processo de seleção para o cargo de diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) tem os seguintes candidatos inscritos:

- Cesar Celeste Ghizoni

- Clézio Marcos de Nardin

- Haroldo Campos Velho

- Hélio Takai

- José Henrique de Souza Damiani

- Leonel Fernando Perondi

- Ricardo Magnus Osório Galvão

- Thelma Krug

O prazo para inscrições foi encerrado em 24 de março. O Comitê de Busca ainda irá divulgar a data para as apresentações orais das propostas dos candidatos, bem como de suas entrevistas individuais.

A seleção para diretor do INPE é conduzida por um Comitê de Busca nomeado pelo ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Celso Pansera. Presidido por Marco Antonio Raupp, do Parque Tecnológico de São José dos Campos, o comitê tem ainda como membros: Rogério Cézar Cerqueira Leite, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp); Luiz Bevilacqua, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); Helena Bonciani Nader, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp); e Reginaldo dos Santos, da Empresa Binacional Alcântara Cyclone Space (ACS).


Fonte: Site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)

Abertas as Inscrições Para Seminário Gratuito Sobre o Marco Legal em São José dos Campos

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada hoje (29/03) no site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), destacando que estão abertas as inscrições para Seminário Gratuito Sobre o Marco Legal em São José dos Campos.

Duda Falcão

Abertas as Inscrições Para Seminário Gratuito
Sobre o Marco Legal em São José dos Campos

Terça-feira, 29 de Março de 2016

No dia 14 de abril, das 9h às 17h30, um seminário abordará as alterações da Lei da Inovação relacionadas ao novo Marco Legal em Ciência e Tecnologia e Inovação (CT&I).

Gratuito, o evento será realizado no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos (SP).

O seminário é uma iniciativa do NIT Mantiqueira, do qual o INPE é um dos membros, em parceria com a Associação Brasileira dos Executivos de Licenciamento (LES Brasil).

Serão apresentados os seguintes temas: noções e definições de inovação e consequências dessas definições; como incentivar institutos e empresas a inovarem por meio de subvenção, compra estatal, prêmio, exclusividades temporárias (patentes, cultivares, direitos autorais), renúncia fiscal; a Ementa Constitucional 85/2015; possibilidades de contratos previstos na Lei de Inovação e as alterações introduzidas pela lei 13.243/2016; a alocação da Propriedade dos bens imateriais criados; invenções de serviço; as normas Institucionais das ICTs; e objetivo e funções dos Núcleos de Inovação Tecnológica (NITs).

As palestras serão ministradas pelos professores Juliana L. B. Viegas, Luiz Ricardo Marinello, José Marcelo de Lima Assafim e Karin Klempp Franco.



Fonte: Site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)

Um Pouco de RocketScience

Olá leitor!

Aproveitando o embalo do artigo sobre a Missão Centenário escrito pelo jovem Oswaldo Loureda, trago agora para você uma pequena nota postada pelo mesmo dia 15/03 no Blog da Acrux Aerospace Technologies, apresentando os resultados preliminares de uma possível e desejada missão espacial a ser realizada futuramente por esta startup brasileira.

Duda Falcão

Um Pouco de RocketScience

Por Oswaldo Barbosa Loureda,
CEO da startup Acrux Aerospace Technologies
Terça-feira, 15 de março de 2016

Há muitos anos venho desenhando e lançando pequenos foguetes de sondagem, mas sempre tive o desejo de desenvolver um veículo com capacidade para chegar efetivamente ao espaço. Finalmente por meio da experiência adquirida ao longo dos anos na Acrux Aerospace, no IAE e nas excelentes escolas que tive a oportunidade de passar estou realizando agora esse antigo desejo. Ainda apenas resultados preliminares, mas extremamente empolgantes.

É importante salientar que para essa missão de payload e apogeu, acredito que propulsão sólida ou híbrida seria a escolha mais barata e simples, no entanto, esse projeto é dedicado ao desenvolvimento de uma plataforma de treinamento, educação e para missões especiais que necessitam de fino controle de velocidade, empuxo e trajetória... Próximo passo, Upper Stage =D

Apogeu: 100 km
Massa Total: 81 kg
Payload: 5 kg



Fonte: Blog da Acrux Aerospace Technologies

Missão Centenário, Quais os Reais Resultados Para a Sociedade Brasileira?

Olá leitor!

Trago agora para você mais um interessante artigo escrito pelo jovem Oswaldo Barbosa Loureda, CEO da startup Acrux Aerospace Technologies, pequena empresa, esta sim genuinamente brasileira, locada em São José dos Campos (SP).

Conhecido por ser um leão no trabalho, este jovem empreendedor paulista de extrema visão felizmente de um tempo para cá optou por expor sua opinião escrevendo artigos como este que agora trago para você (quem dera outros também tivesse a mesma iniciativa), deixando claro, desde já que, o Blog BRAZILIAN SPACE concorda com as colocações aqui apresentadas neste artigo pelo autor, e uma vez mais lhe parabeniza pela iniciativa.

Duda Falcão

Missão Centenário, Quais os Reais
Resultados Para a Sociedade Brasileira?

Por Oswaldo Barbosa Loureda,
CEO da startup Acrux Aerospace Technologies


A Missão Centenário, realizada em 29 de março de 2006, certamente não foi uma missão espacial convencional, em diversos aspectos podemos chegar a essa conclusão. Primeiramente podemos analisar o aspecto histórico da mesma, dificilmente podemos pensar em uma forma mais alusiva de comemorar e homenagear o pioneiro voo de Petit Santo, nosso Santos Dumont, abordo do 14 Bis em Paris, 100 anos antes.

Outro aspecto a ser considerado, a carga útil composta pelos experimentos de microgravidade embarcados na ISS durante a missão, trouxeram resultados ímpares para seus pesquisadores aqui na terra. Os experimentos tecnológicos, desenhados e desenvolvidos por pesquisadores da UFSC, dos laboratórios de Combustão e Engenharia de Sistemas Térmicos, e Laboratório de Tubos de Calor tem aplicação direta no campo de controle térmico de sistemas espaciais, componentes até então importados a preço de ouro, recentemente essas pesquisas também deram base para spin-offs no campo de fornos para padarias, por mais incrível que isso pareça. No entanto se olharmos bem para nossas tecnologias usuais atualmente, veremos centenas delas como derivação do campo espacial.

Os experimentos de cunho mais científico, ou com aplicações menos imediatas, foram desenvolvidos pela Embrapa, o CenPRA, FEI e pela UERJ, com temas bastante avançados, gerando posteriores reproduções por parte de outras agências espaciais. Citando apenas o exemplo do experimento concebido pela Unidade de Recursos Genéticos e Biotecnologia da Embrapa, apesar de classificado como experimento de cunho científico, o estudo da germinação de sementes em ambiente de microgravidade, feito pela Embrapa, veio melhorar nosso entendimento sobre um aspecto do plantio que tem impacto direto em nossa economia.

Além da oportunidade de projetar a bandeira nacional no campo aeroespacial de uma forma global, e entrar no hall de países que possuem astronautas entre os seus, a missão centenário provocou um impacto enorme na sociedade brasileira de um modo geral. Para aqueles que não tinham interesse pela área de ciência e tecnologia na época, foi um bom motivo para olhar para o setor de uma forma diferente, mais próxima talvez, afinal tínhamos um compatriota lá no espaço, não era mais “coisa de americanos” apenas.

Juntamente com os experimentos científicos e tecnológicos, a missão também foi responsável por realizar alguns experimentos de cunho puramente educacional e motivacional, desenvolvidos por alunos do ensino fundamental de São José dos Campos, atividade essa muito elogiada pela NASA. No entanto, o produto direto desses experimentos foi o incentivo a carreira de ciência e tecnologia para algumas dezenas ou centenas de jovens alunos de São José, o que é muito bom, obviamente, mas termina ai?

Para a geração com idade entre 10 e 25 anos aproximadamente, que tinha algum interesse pela área científica e tecnológica, a missão centenário representou não somente um marco histórico, mas um marco de superação nacional, um marco de “Eu Posso, Nós também podemos” fazer tecnologia espacial, lançar foguetes, construir satélites e ir ao espaço. O Brasil possui uma longa história de superação e sucessos no campo aeroespacial, no entanto, nunca o cidadão comum teve a chance de perceber isso de forma tão clara, quanto no momento que pôde ver aquele foguete Soyuz de 305 toneladas decolando com um Brasileiro lá dentro, carregando nossa bandeira em todos os sentidos, não como um turista ou um estrangeiro naturalizado, mas sim como um representante da nossa própria Agência Espacial e de nosso talento, nosso povo.

Dezenas de milhares dos jovens engenheiros e cientistas no Brasil atualmente foram incentivados e motivados nessa carreira por meio desse lançamento, por meio das palestras do Astronauta Marcos Pontes ou mesmo por artigos na imprensa. Mas fica a questão, qual o valor disso para uma nação continental como o Brasil? Quanto isso vale? Gastamos R$ 1,080 bilhões no Itaquerão, será que daqui a 10 anos teremos 57 vezes mais resultado do que os R$ 19 milhões investidos na missão centenário gerou? Só mesmo o tempo dirá.

10 Anos da Missão Centenário - Fundação Astronauta Marcos Pontes Realizará Evento Comemorativo

Olá leitor!

A Fundação Astronauta Marcos Pontes realizará em Bauru-SP, das 09:00 às 17:00 do dia 03 de Abril (Domingo), um grande evento em comemoração pelos 10 anos (29 de Março de 2006) da Missão Centenário, primeira e até agora única missão espacial tripulada brasileira.

Além do evento com o público, a Fundação realizará também um almoço exclusivo e inédito, reservado apenas para um pequeno número de pessoas que estarão junto com o Astronauta Marcos Pontes e a Astronauta Americana Ellen Baker (veterana de três missões espaciais) revivendo as emoções desse momento histórico da Astronáutica Brasileira


O "Almoço com os Astronautas" faz parte do projeto "Inspirando Gerações" e durante o mesmo ambos os astronautas realizarão palestras para os convidados

Veja mais detalhes em http://goo.gl/lK9QPu

Evento: Dez Anos da Missão Centenário
Dia: 03/04/2016
Local: Recinto Mello de Moraes, em Bauru, SP
Horário: das 09:00 às 17:00

OBS: NÃO deixe para adquirir o ingresso de última hora, as vagas são MUITO limitadas nesse evento VIP. Provavelmente não haverá como adquirir o ingresso no evento e, como os assentos são em número fixo, não haverá exceções. Portanto, adquira hoje!

Duda Falcão 

Brasil Alcança Estado da Arte em Previsão do Tempo Com Novo Modelo do INPE

Olá leitor!

Segue agora uma nota postada ontem (28/03) no site do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) destacando que o Brasil alcançou o Estado da Arte em Previsão do Tempo com novo modelo do INPE.

Duda Falcão

CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO

Brasil Alcança Estado da Arte em Previsão
do Tempo Com Novo Modelo do INPE

Novo BRAMS leva em conta aspectos atmosféricos e ciclos físicos e
químicos que podem interferir na previsão do tempo.
Supercomputador Tupã auxilia nos modelos de previsão.

Por Ascom do MCTI
Publicação: 28/03/2016 | 18:18
Última modificação: 28/03/2016 | 18:42

Crédito: INPE/Divulgação
Modelo permite previsões climáticas mais precisa
em toda a extensão da América do Sul.

A previsão do tempo é uma ferramenta importante para uma série de atividades. Seja para agricultores planejarem plantios e colheitas de culturas, seja para prevenir possíveis desastres naturais nos perímetros urbanos. Os meteorologistas buscam, então, fazer previsões cada vez mais precisas para dar subsídios exatos para a população. Para tanto, se valem de softwares e códigos computacionais complexos.

Um deles é o Brazilian Developments on the Regional Atmospheric Modeling System (BRAMS), desenvolvido pelo Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE/MCTI). Com a nova versão, recentemente disponibilizada, a BRAMS 5.2, é possível fazer previsões mais precisas em toda a extensão da América do Sul.

O principal diferencial deste sistema, de acordo com o pesquisador do CPTEC Saulo Freitas, é que ele unifica os modelos de previsão do tempo e da qualidade do ar que a instituição utiliza atualmente. Outro ponto é que o BRAMS 5.2 permite uma avaliação simultânea do impacto das queimadas no ciclo de carbono. Em resumo, a ferramenta contabiliza fatores físicos, químicos e o ciclo de carbono para prever o clima.

"Por incluir processos físicos e biogeoquímicos mais realisticamente representados e integrados consistentemente em um único sistema de modelagem, temos condições de fazer uma previsão climática mais precisa. Esse sistema unifica diversos módulos, trazendo um sistema de modelagem de processos na atmosfera totalmente consistente, incluindo retroalimentações entre a superfície, atmosfera e biogeoquímica. Por isso, chegamos ao estado da arte", explicou Saulo Freitas. "Isso significa que o Brasil está no estágio mais avançado da previsão climática."

Do Menor Para o Maior

Segundo o pesquisador, o BRAMS 5.2 permite uma avaliação mais regionalmente localizada das condições climáticas. É possível fazer previsões para áreas de até cinco quilômetros com antecedência de um dia. Já as análises mais completas – que levam em conta os fatores biogeoquímicos – servem para áreas de resolução de 20 quilômetros para um período de mais de três dias de antecedência. Juntando todas essas informações, é possível montar um mosaico de previsão climática para toda a América do Sul.

A questão da delimitação da área é fundamental para a previsão do tempo. Isso porque, quanto maior a área, maior a possibilidade de variação de cenários.

"Antes, tínhamos modelos que traçavam médias de uma área de cem quilômetros. A média de temperatura dessa área, por exemplo, dá margem para muitas interpretações. Não é possível traçar uma previsão muito precisa para essa área. Com o BRAMS, fazemos projeções que são muito mais realistas", observou Saulo Freitas.

Supercomputador

Os cálculos efetuados pelo BRAMS 5.2 são bastante complexos. Desenvolvido no país desde a inserção nos modelos de previsão climática, nos idos dos anos 1980, o sistema necessita de um supercomputador para executar as contas de todas as variáveis. No caso do CPTEC, é utilizado o Tupã.

São necessários 9,6 mil processadores do supercomputador para todas as informações do BRAMS. Ele permite, por exemplo, que seja feita uma previsão de um dia de antecedência para todo o Brasil em apenas 20 minutos.

"A intenção é calcular em áreas cada vez menores para obter resultados mais precisos. Por isso, precisamos de cada vez mais processadores para fazer a previsão de todo o Brasil no menor tempo possível", ressaltou Freitas.

O Tupã foi adquirido pelo INPE com recursos do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP).


Fonte: Site do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI)

Vídeo: Asteroide de Grandes Dimensões Atinge o Planeta Júpiter

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada ontem (28/03) no site “Apollo11.com” informando que um Asteroide de grandes dimensões se chocou com o Planeta Júpiter.

Duda Falcão

Editoria: Astronomia

Vídeo: Asteroide de Grandes
Dimensões Atinge o Planeta Júpiter

Segunda-feira, 28 mar 2016 - 19h38

Um forte impacto, similar ao choque de um cometa, foi observado recentemente por astrônomos amadores e até agora ninguém sabe exatamente o que aconteceu. O choque foi registrado em vídeo e mostra um enorme clarão na atmosfera jupteriana.

Fonte: Apollo11.com
Frame de vídeo mostra o momento do impacto de
um asteroide contra a alta atmosfera jupiteriana.

O impacto ocorreu às 00:18 UTC do dia 17 de março de 2016 (21h18 BRT) e foi registrado pelo astrônomo amador Gerrit Kernbauer, de Mödling, na Áustria, mas só foi comunicado ontem, dia 27, após uma análise das imagens registradas.


Após a notícia, diversos astrofotógrafos passaram a procurar em imagens de arquivos pelo suposto impacto, também confirmado pelo astrônomo amador John McKeon, que fez um vídeo do choque.

A cena mostra quando uma gigantesca bola de fogo explode no limbo jupteriano, provavelmente devido à penetração de um objeto na alta atmosfera gasosa do planeta. O evento lembra o impacto do cometa Shoemaker-Levy 9, que em 1994 atingiu Júpiter após ter se fragmentado.

“Apolo11.com - Todos os direitos reservados”


Fonte: Site Apolo11 -  http://www.apolo11.com/

Comentário: Pois é, uma hora a casa vai cair. Só resta saber quando.

segunda-feira, 28 de março de 2016

CLA Recebe Estudantes de Engenharia Mecânica da UEMA

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada dia (24/03) no site do “Centro de Lançamento de Alcântara (CLA)” destacando que Estudantes de Engenharia Mecânica da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA) visitaram dia 21/03 as instalações deste centro de lançamento brasileiro.

Duda Falcão

NOTÍCIAS

CLA Recebe Estudantes de
Engenharia Mecânica da UEMA

Publicado: 24 Março 2016
Última atualização em 24 Março 2016


O Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) recebeu nesta quarta-feira (21/3) a visita de 15 estudantes do curso de graduação em Engenharia Mecânica da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA).

Os universitários, estão atualmente entre o quarto e sétimo período do curso na instituição de ensino pública maranhense. A visita teve por objetivo apresentar informações aos graduandos referente à organização militar da Força Aérea Brasileira (FAB), situada no Estado do Maranhão e que é responsável pelo lançamento e rastreio de engenhos aeroespaciais, além de apresentar perspectivas de ingresso na FAB nas carreiras civil e militar.

Ao início das atividades, os visitantes foram recebidos pelo Vice-Diretor do CLA, Coronel Aviador Elymar Guimarães Fonseca Júnior. Na conversa, os futuros engenheiros receberam orientações referentes às atividades que os mesmos podem vir a desempenhar dentro da FAB, sobretudo, no Programa Espacial Brasileiro. Os visitantes assistiram ainda uma apresentação, em que foram abordados o atual panorama da atividade espacial no país e no mundo, o histórico das atividades espaciais no Brasil, meios atualmente disponíveis e últimos avanços implementados na infraestrutura de apoio e operacional do CLA, principais operações de lançamento realizadas pela organização militar da FAB na península alcantarense e formas de ingresso e atividades que podem ser executadas pelo engenheiro no Centro e em outras instituições da Força Aérea. Após a apresentação, os alunos da UEMA foram até o Centro de Controle, local em que são coordenadas todas operações de lançamento e às estações de Meteorologia, Telemedidas – telemetria dos veículos em vôo e Radar Adour – registro trajetográfico do veículo em vôo.

No Setor de Preparação e Lançamento (SPL), os graduandos visitaram as instalações do Prédio de Segurança, do Prédio de Depósito de Propulsores (PDP), do Prédio de Preparação de Propulsores (PPP), do Centro de Controle Avançado (CAV) – bunker na área operacional que abriga parte das equipes envolvidas com as campanhas de lançamento e a da Torre Móvel de Integração (TMI), a plataforma de operações do Veículo Lançador de Satélites (VLS). As atividades de manutenção das Catamarãs Pegasus e Fênix, que realizam diariamente o transporte do efetivo do CLA residente em São Luís até Alcântara, também foram acompanhadas pelos futuros engenheiros mecânicos. Luan Artelino, aluno do sétimo período do curso na UEMA, gostou do que viu no CLA. “É uma oportunidade ímpar de conhecer o planejamento do CLA e as áreas operacionais que visitamos hoje como o Centro de Controle. Fica um aprendizado maior e cresce meu interesse pela área e por futuramente tentar cursar um mestrado em Engenharia Espacial na UEMA”, finaliza o futuro engenheiro que pretende se candidatar à pós-gradução strictu sensu que encontra-se em formatação na instituição de ensino superior maranhense.


Fonte: Site do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA)

Comentário: Bom, bom, muito bom mesmo. Estes jovens são o futuro do Brasil e alguns deles deverão trabalhar para o PEB, isto é, se o mesmo tiver algum futuro como um programa espacial realmente brasileiro. Tenho minhas dúvidas quanto a isto, o VLM-1, provavelmente a continuar as ações em curso, eu diria que não passará de um foguete fabricado na Alemanha e montado no Brasil.

sexta-feira, 25 de março de 2016

Sucessão no INPE Opõe Sindicato a Comitê

Olá leitor!

Segue abaixo uma matéria do postada ontem (24/03) no site do jornal “Folha de São Paulo” destacando que a sucessão no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) põe em lados opostos o sindicato e o governo.

Duda Falcão

CIÊNCIA

Sucessão no INPE Opõe Sindicato a Comitê

Reinaldo José Lopes
Folha de SP
24 de março de 2016

O processo de escolha de um novo diretor para o INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) está colocando em campos opostos o sindicato de funcionários do órgão e o governo federal. Para o grupo sindical, o comitê formado para avaliar os candidatos a diretor não age de forma transparente e tem conflitos de interesse por suas ligações com o setor privado.

"No mínimo, falta ao comitê a isenção necessária para conduzir esse processo", diz Gino Genaro, especialista em controle térmico de satélites e secretário de comunicação do sindicato dos funcionários do INPE e do DCTA (Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial).

Lucas Lacas Ruiz – 21.dez.2015/A13/Folhapress
O atual diretor do órgão, Leonel Perondi, que deve
deixar o cargo em maio deste ano.

O INPE é hoje o principal órgão de pesquisa e tecnologia espacial do Brasil. Com sede em São José dos Campos (SP), o instituto é responsável por dados de previsão do tempo em todo o país, pelo monitoramento do desmate e das queimadas na Amazônia e pelo desenvolvimento de satélites, entre outras funções (veja quadro). Seu diretor tem mandato de quatro anos –o atual chefe do órgão, Leonel Perondi, deve deixar o cargo em maio.

Para chegar ao nome do novo diretor, o MCTI (Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação) instituiu, no fim de janeiro, um comitê de busca presidido pelo matemático Marco Antonio Raupp, ex-ministro da Ciência e ex-diretor do Inpe, que hoje coordena o Parque Tecnológico de São José dos Campos.

Também integram o comitê a presidente da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência), Helena Nader, o físico Rogerio Cezar de Cerqueira Leite, pesquisador da Unicamp e membro do Conselho Editorial da Folha, Luiz Bevilacqua, engenheiro da UFRJ, e Reginaldo dos Santos, da Empresa Binacional Alcântara Cyclone Space.

Genaro e seus colegas criticam a falta de um representante direto da comunidade do INPE no comitê. Afirmam também que os membros do grupo teriam a intenção de escolher um diretor favorável à transformação do instituto numa OS (Organização Social), entidade sem fins lucrativos, mas gerida de forma privada em parceria com o governo. Segundo o sindicalista, esse seria há tempos o desejo de Raupp, o que o chefe do comitê nega (leia ao lado).

"A legislação brasileira diz que a administração por meio de uma OS não deve ocorrer em áreas estratégicas para o país", argumenta Genaro. "Claro que há uma certa subjetividade em se definir o que é estratégico. Mas, no caso do Inpe, lidamos com as imagens do desmatamento da Amazônia ou com os inventários de emissões de carbono [ligadas ao aquecimento global] que são passadas para a ONU, o que certamente se encaixa na categoria. Além disso, é uma área em que é importante o funcionário ter autonomia para não seguir ordens de seus superiores em determinadas circunstâncias, o que é impraticável no regime privado."

Para o sindicalista, a proximidade entre Raupp e as empresas de base tecnológica de São José dos Campos, por causa do papel dele como diretor do parque tecnológico da cidade, também impediriam que ele fosse suficientemente objetivo ao conduzir a busca por um novo diretor.

Genaro critica ainda o fato de as inscrições dos candidatos terem sido prorrogadas do dia 4 de março para o dia 24 deste mês. "Nós já havíamos identificado ao menos cinco candidatos inscritos até o dia 4. Para que eles precisam de mais? Provavelmente para achar gente mais afinada à visão deles."

Os candidatos ao cargo de diretor farão uma apresentação a respeito de suas propostas para o INPE (sem debate posterior) e serão entrevistados pelo comitê de busca. Depois disso, será elaborada a lista tríplice, a partir da qual será feita a nomeação do novo dirigente pelo MCTI.

MÁ-FÉ

O grupo sindical age e argumenta por "ignorância ou má-fé", declarou Marco Antonio Raupp à Folha. "Todos os membros do comitê têm longa história de dedicação ao serviço público, não há interesse privado algum. Além disso, são todas pessoas que conhecem muito bem os objetivos do programa espacial brasileiro, é absurdo dizer que são gente de fora, que não conhece o INPE."

Raupp nega que seja favorável a transformar o instituto numa OS. "Nunca defendi isso, não defendo até hoje." No entanto, argumenta que intensificar a interação com a iniciativa privada pode ser salutar para o órgão. "Mesmo em países nos quais o Estado é proprietário dos meios de produção, como a China, as missões espaciais são executadas por empresas que têm contrato com o governo."

Um antigo alto funcionário do INPE, que não quis se identificar, lembra que o JPL (Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa), entre outros órgãos, são geridos por entidades privadas, apesar de lidarem com tecnologias sensíveis.

Para esse pesquisador, há uma grande dificuldade do INPE para cumprir seus objetivos por causa da maior rigidez do modelo público. "Institutos que têm que cumprir missões precisam de agilidade para contratar e reduzir o quadro quando necessário."

O físico Rogerio Cezar de Cerqueira Leite diz que "todo pesquisador consciente sabe que algumas instituições brasileiras estão maduras para uma transformação para OS".

"Entretanto, esse é um processo prolongado e que exige sensibilidade e convicção da comunidade interna. Não creio que qualquer um dos membros do comitê pense em uma transformação precipitada sem um prolongado estudo das consequências."

O QUE É O INSTITUTO NACIONAL DE PESQUISAS ESPACIAIS

Fundação: 1971, durante o regime militar

Instalações: situadas por todo o país, embora a sede fique em São José dos Campos (SP)

Responsabilidades:

> Monitorar o desmatamento da Amazônia e da mata atlântica via satélite
> Previsão do tempo e de mudanças climáticas
> Observações astronômicas
> Projetos de satélites nacionais e em parceria com outros países

A ESCOLHA

O MCTI (Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação) montou um comitê de busca composto por:

Marco Antonio Raupp, diretor do Parque Tecnológico de São José dos Campos e ex-ministro da Ciência

Rogerio Cerqueira Leite, físico da Unicamp

Luiz Bevilacqua, engenheiro da UFRJ

Helena Nader, presidente da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência)

Reginaldo dos Santos, da Empresa Binacional Alcântara Cyclone Space

Os candidatos se inscrevem até o fim desta semana. A partir daí, o comitê forma uma lista tríplice que é encaminhada para o MCTI. O ministro, então, escolhe o novo diretor, cujo mandato dura quatro anos

Membros do sindicato de funcionários do Inpe estão questionando a escolha do comitê de busca

Eles apontam que não há um representante do Inpe no comitê e que há conflitos de interesse envolvendo os membros do grupo, já que eles defenderam que parte das funções do órgão sejam transferidas para a iniciativa privada.


Fonte: Site do Jornal Folha de São Paulo - 24/03/2016

Comentário: Leitor o que mais me chamou a atenção nesta história toda foi a participação do Sr. Reginaldo dos Santos (diretor da parte brasileira da mal engenhada empresa Alcântara Cyclone Space - ACS) neste comitê. Bom, o que este senhor tem haver com esta história? Esta empresa não está em processo de liquidação? Leitor, isto está me cheirando a golpe. Tem algo de muito errado nesta história. Esses vermes estão aprontando alguma. Começo a duvidar se a ACS está realmente em processo de liquidação ou de stand-by, na espera de um melhor momento político. Vem mais merda por ai.