Os Desafios para o PNAE

Olá leitor!

Segue abaixo uma matéria publicada hoje (15/05) pelo site do jornal “O VALE” destacando que em fase de revisão pelo governo federal o PNAE vai ganhar novas diretrizes e prioridades.

Duda Falcão

NOSSA REGIÃO

Os Desafios para o Programa
Nacional de Atividades Espaciais

Em fase de revisão pelo governo federal, o Programa Nacional de
Atividades Espaciais vai ganhar novas diretrizes e prioridades em áreas
de segurança, meteorologia, vigilância do espaço aéreo e da Amazônia

Chico Pereira
São José dos Campos
15 de maio de 2011 - 05:00

 Thiago Leon

Em fase de revisão crítica pelo governo federal, o PNAE (Programa Nacional de Atividades Espaciais) deve ganhar novas diretrizes e prioridades a partir deste ano.

O diretor de Política Espacial e Investimentos Estratégicos da Agência Espacial Brasileira, Himilcon Carvalho, informou ao O VALE que, além dos projetos em andamento, como o satélite de sensoriamento remoto CBERS-3 (resultado da cooperação Brasil-China) e do Amazônia-1, para o monitoramento da região amazônica, novas prioridades devem ser incorporadas ao programa.

Demandas - O governo quer que o PNAE seja atualizado para atender novas demandas na área de segurança, monitoramento de fronteiras, espaço aéreo, previsão meteorológica e na prevenção de tragédias como a ocorrida no começo deste ano na região serrana do Estado do Rio de Janeiro.

Outro viés que o programa deve incorporar será uma maior participação da iniciativa privada no gerenciamento e execução de projetos.

Atualmente, todo o Programa Espacial Brasileiro é resultado dos esforços conjuntos do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), vinculado ao Ministério da Ciência e Tecnologia, e do DCTA (Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial), vinculado ao Ministério da Defesa.

Recentemente, o presidente da AEB, Marco Antonio Raupp, defendeu uma maior participação da iniciativa privada no PNAE, no gerenciamento e execução dos projetos concebidos pelo INPE e DCTA.

Positivo - Para Paulo Moraes, presidente da AAB (Associação Aeroespacial Brasileira), que reúne pesquisadores e interessados em atividades espaciais, a revisão do Programa Espacial é positiva e necessária para readequar os projetos estratégicos para o setor.

“Um dos principais problemas é a descontinuidade de investimentos nos programas, o que tem provoca atrasos, suspensão e execução de projetos”, afirmou Moraes.

Ele relatou que um dos programas que dever ter uma decisão de governo este ano é sobre o desenvolvimento do projeto VLS-Alfa (Veículo Lançador de Satélite), nova versão do foguete espacial brasileiro.

O atual VLS-1, em desenvolvimento pelo IAE (Instituto de Aeronáutica e Espaço), sediado em São José dos Campos, utiliza propelente sólido como combustível.

A nova versão do foguete, mais moderna, utilizaria propelente líquido, considerado mais seguro que o sólido, em um dos estágios do veículo.

Encontros - A AEB promoveu quatro reuniões para a revisão crítica do PNAE. O último encontro deve acontecer este mês em Brasília, quando será finalizado o trabalho , segundo a agência.


Fonte: Site do Jornal “O VALE” - 15/05/2011

Comentário: Temos acompanhado esse grande estudo que o Rauppjet vem realizando visando à reformulação do PNAE com muito interesse, inclusive tendo acesso a algumas (poucas) informações que me deixam por um lado muito animado, mas ao mesmo tempo alerta, já que como já disse em diversas oportunidades, não confio na classe política deste país. Se as modificações que estão sendo estudadas pelo Rauppjet (as que tive acesso) forem realmente implantadas, em pouco anos o nosso Programa Espacial certamente começará a dar algum resultado prático. O problema na minha modesta opinião é que esse grande estudo pode acabar não dando em nada, como, aliás, foi no governo LULA, que passou oito anos dizendo que o PEB era estratégico e pouco fez para transformar isso numa realidade. A própria Câmara de Deputados lançou ano passado um estudo seguido por um outro complementar da Associação Aeroespacial Brasileira (AAB) que aparentemente não serviram de nada, e não estranharei se os próximos não sejam realizados por alguma comissão do Senado, ou órgão da presidência, do CNPq, da SBPC ou de qualquer outra instituição, já que soluções não faltam para empurrar o problema com a barriga. Vale lembrar leitor que essa tem sido a prática desde a década de 90 e não tenho porque acreditar (até que me provem do contrário) que isso haverá de mudar no governo DILMA. Entretanto, estou torcendo muito para ser agradavelmente surpreendido, mesmo não acreditando em conto de fadas.

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