'É Preciso Investir e Contratar Mais'
Olá leitor!
Segue abaixo uma pequena entrevista publicada hoje (15/05) pelo site do jornal “O VALE” com o presidente do Sindicato dos Servidores Federais na Área de Ciência e Tecnologia do Vale do Paraíba (SINDCT).
Duda Falcão
NOSSA REGIÃO
'É Preciso Investir e Contratar Mais'
15 de maio de 2011 – 05:00
Entrevista - Fernando Morais, presidente do SINDCT
O VALE: A construção da nova torre de lançamento de foguetes brasileiros de Alcântara foi concluída. Como a entidade avalia essa nova etapa do Programa Espacial Brasileiro?
Fernando Morais: O posicionamento do Sindicato dos Servidores Federais na Área de Ciência e Tecnologia do Vale do Paraíba é de que a reconstrução da TMI (Torre Móvel de Integração) é o pagamento de uma dívida que o governo federal tem para com o Brasil.
OV: Por que?
FM: O Programa Espacial Brasileiro tem sido descontinuado ao longo de décadas. A reconstrução da torre, após o acidente que destruiu o equipamento , passou a ser um compromisso moral do governo com o país.
OV: A Agência Espacial Brasileira reavalia o PNAE ( Programa Nacional de Atividades Espaciais). O que isso representa?
FM: Todo ano é feita uma avaliação crítica do PNAE. É bom que se faça para que ele seja mesmo eficiente, mas não adianta ficar só no papel. O PNAE tem que ser um programa de Estado e não de governo. Entra governo e sai governo e o programa não avança por causa disso.
OV: O governo Dilma Rousseff (PT) tem afirmado que o Programa Espacial é prioritário.
FM: Diversos presidentes afirmaram que o programa seria prioritário. Acontece que, ao longo dos últimos governos, isso ficou no papel. É preciso implementar as ações de verdade.
OV: Falta de recursos financeiros e humanos são desafios sempre presentes na pauta de reivindicações do sindicato?
FM: São problemas sérios. A falta de profissionais especializados pode comprometer o programa. Não há vaga no INPE e no IAE, principais responsáveis pelo Programa Espacial.
OV: Como está essa questão?
FM: Nos próximos anos serão necessários pelo menos mais 3.000 funcionários para os dois institutos entre reposição de mão-de-obra e ampliação do quadro. No IAE, por exemplo, quase 200 servidores já poderiam ter se aposentado, mas o DCTA não autoriza. O INPE já teve 1.600 servidores e hoje tem 1.050. A nossa briga é para a abertura de concurso.
Fonte: Site do Jornal “O VALE” - 15/05/2011
Comentário: Veja você leitor que não sou o único que não acredita em mudanças nos atuais rumos do PEB. Entretanto, pode até não parecer, mas sou um otimista, mesmo após 40 anos esperando que algo mude na condução do nosso programa espacial. Vamos lá presidente DILMA, ministro Mercadante, Câmara e Senado, deputados e senadores, vocês tem esse compromisso com o futuro de país, mexam-se.

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