terça-feira, 12 de julho de 2016

Estudo do INPE Vê Biodiversidade da Amazônia em Risco

Olá leitor!

Segue abaixo mais uma notícia, esta postada ontem (11/07) no site do jornal “O VALE”, destacando que estudo do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) aponta que a Biodiversidade da Amazônia está em risco.

Duda Falcão

BRASIL &

Estudo do INPE Vê Biodiversidade
da Amazônia em Risco

O VALE
São José dos Campos
11/07/2016 - 14:54

Foto: Divulgação

Estudo do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) aponta que a biodiversidade da Amazônia depende do combate à degradação florestal. Inovador, o trabalho contou com a colaboração de cientistas de 17 instituições internacionais e foi publicado na revista Nature, um dos mais conceituados periódicos científicos de circulação internacional.

O grupo concluiu que a conservação de espécies das florestas tropicais exige que o controle da exploração madeireira ilegal, de incêndios florestais e da fragmentação de áreas remanescentes deve ser considerado nos planos de mitigação.

A Amazônia brasileira perdeu mais de 760 mil quilômetros quadrados de seus 5 milhões de km² de florestas segundo dados do Inpe, que monitora o desmatamento na região por satélite.

O estudo internacional mediu o impacto geral das perturbações florestais mais comuns, como exploração madeireira, incêndios e fragmentação de florestas remanescentes, em 1.538 espécies de árvores, 460 de aves e 156 de besouros encontrados na Amazônia paraense.

O resultado desafia a atual concepção das estratégias de conservação, na qual prevalece o foco no combate ao desflorestamento. Os cientistas demonstraram que, para a floresta tropical, os efeitos das perturbações causadas por atividades humanas resultam em perda de biodiversidade tão ostensiva quanto à causada pelo desmatamento.

"O Brasil conseguiu reduzir seu desmatamento em cerca de 80%. Contudo, demonstramos neste estudo que precisamos, urgentemente, de um planejamento governamental orquestrado para quantificar a extensão e impactos da degradação florestal", disse, em nota, Luiz Aragão, pesquisador da Divisão de Sensoriamento Remoto do INPE e um dos autores do estudo. "Isso se quisermos resguardar nossa biodiversidade, estoques de carbono, e serviços ecossistêmicos", completou.

Segundo o cientista, espécies sob o risco máximo de extinção foram as mais atingidas pelas perturbações causadas por atividade humana. "Estes resultados devem servir de alerta para a comunidade global", afirmou, também em nota, Jos Barlow, o principal autor do estudo.

Satélites Monitoram Agressões à Natureza

Monitorada por satélite, a Amazônia brasileira perdeu mais de 760 mil km² de seus 5 milhões de km² de florestas, segundo o projeto Prodes, sistema do INPE que mede o desmatamento.

No novo estudo publicado na revista Nature, cientistas do INPE e de outras instituições internacionais demonstraram que efeitos de atividades humanas resultaram em perda de mais de 139 mil km² de floresta primária amazônica no Pará.

Isso corresponde a todo o desmatamento no Estado desde 1988, ano em que o INPE começou a monitorar por satélites o corte raso na Amazônia.

Enquanto a redução do desmatamento é o principal foco da maioria das estratégias de conservação em nações tropicais, a condição das florestas remanescentes não costuma ser avaliada ou mesmo controlada por políticas públicas.

Ainda que donos de terras na Amazônia brasileira sejam obrigados a manter 80% da cobertura primária em suas propriedades, a nova pesquisa do INPE demonstra que, em paisagens nas quais a lei é cumprida, a metade do valor potencial de conservação já pode ter sido perdida.

Ou seja, décadas de esforço de conservação podem ser perdidos.


Fonte: Site do Jornal “O VALE” - 11/07/2016

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