Uso de Dispositivos Móveis

Olá leitor!

Segue abaixo mais um interessante artigo publicado na coluna “Pensando em Inteligência” da edição de junho de 2011 do jornal “NOTAER” da Força Aérea Brasileira (FAB), destacando o uso seguro de dispositivos móveis.

Duda Falcão

Pensando em Inteligência

Uso de Dispositivos Móveis

Centro de Inteligência da Aeronáutica

Durante muito tempo, o mundo se preparou e se acostumou com a idéia de um escritório sem os limites físicos de uma sala, um local que pode estar virtualmente em qualquer lugar. Criou-se a expectativa de que, em qualquer local e a qualquer hora fosse possível estar pronto para o trabalho.

A tecnologia necessária foi desenvolvida para suprir essa demanda por mobilidade. Os equipamentos têm ganhado cada vez mais performance, velocidade e capacidade de armazenamento. Podem ser citados: os notebooks, tablets, discos rígidos externos, pen-drives, entre outros.

Esses dispositivos primam por oferecer alta portabilidade, baixo peso, pequenas dimensões e grande conectividade. Em contrapartida, apresentam grandes vulnerabilidades, pois são atraentes para ladrões; são muito susceptíveis a danos, geralmente são utilizados e armazenados em locais sem proteção física adequada e, no caso das mídias removíveis, facilmente furtadas ou extraviadas.

Os prejuízos com furto de equipamentos portáteis são crescentes e preocupam as grandes corporações. Perdas financeiras e de propriedade intelectual são incalculáveis. As estatísticas apontam os furtos como os incidentes de segurança mais freqüentes, ao lado de ataque de vírus.

Para as Forças Armadas, os danos vão além das perdas materiais. Com o extravio de equipamentos portáteis, informações inestimáveis podem ser perdidas. Planos estratégicos podem ser comprometi dos. Tudo como conseqüência da falta de cuidado no trato de informações e no gerenciamento de dispositivos móveis.

Para mitigar essas ameaças, existe a segurança orgânica: conjunto de ações de proteção do conhecimento que visam à prevenção de ameaças, reduzindo as vulnerabilidades e à obstrução das ações adversas que tentem explorar essas vulnerabilidades.

Dentre essas ações, destaca-se a sensibilização das pessoas, com acesso real ou potencial ao conhecimento. Cada pequena ação conta muito para a proteção do conhecimento sensível, da sua própria segurança e da segurança de seus familiares.

O trato de informações sigilosas em laptops é vedado pelo RCA 205-1 (RSAS) em seu item 3.4.7.1. Além disso, uma série de outras atitudes podem ajudá-lo a evitar problemas:

- Não os utilize para processar assuntos de serviço em locais públicos;

- Evite identificá-los ostensivamente como propriedade da Força Aérea;

- Nunca os deixe desacompanhados em locais públicos ou de grande aglomeração de pessoas;

- Não os despache como bagagem, tanto em vôos comerciais quanto em aeronaves militares. Transporte-os como bagagem de mão;

- Proteja-os por meio dos recursos disponíveis, como senhas na inicialização, leitores de impressões digitais ou outros recursos já integrados aos equipamentos;

- Nunca devem ser deixados à vista no interior de veículos.

Os laptops não podem conter documentação sigilosa de serviço, mas as suas informações particulares também são sensíveis e merecem proteção adequada. Fotografias, anotações e documentos particulares podem ser protegidos com o uso de aplicativos.


Fonte: Jornal “NOTAER” da FAB - pág. 02 - junho de 2011

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