Brasil e Canadá Negociam Possível Acordo na Área Espacial

Olá leitor!

Mercadante recebe visita do ministro canadense, Edward Fast

No dia de hoje (28/06) o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, se reuniu em Brasília com o ministro do Comércio Internacional do Canadá, Edward Fast, para discutir novas possibilidades de acordos estratégicos em diversas áreas e entre elas a área espacial e o intercâmbio de jovens estudantes.

“Segundo Mercadante o programa do governo da presidenta Dilma Rousseff é selecionar no prazo de quatro anos 75 mil estudantes para estudarem no exterior. “Já temos uma proposta de enviar 30 mil estudantes para os Estados Unidos, 10 mil para a Inglaterra e 10 mil para a Alemanha e gostaríamos muito de poder contar com o Canadá no sentido de estabelecermos uma parceria para o intercâmbio desses jovens. Escolheremos estudantes de ponta para estudar e estagiar no exterior”, disse.

Ainda segundo o ministro Mercadante o Brasil também tem a intenção de firmar parceria na construção de veículos lançadores de satélite. “Temos uma base a dois graus da linha do Equador e, por isso, é uma vantagem enorme no lançamento de foguetes. Estamos construindo o Cyclone – 4 e a idéia é que a gente desenvolva os foguetes e vocês (Canadá), os satélites”, destacou.”

Ora leitor, não resta dúvida que uma parceria com o Canadá (país que tem uma indústria solidificada e desenvolvida na área de satélites, especialmente em satélites de telecomunicações), que envolva transferência de tecnologia em áreas críticas ou mesmo desenvolvimento conjunto, será muito benéfica para o Brasil.

Entretanto, achar que satélites canadenses possam ser lançados pela ACS, nos parece um pouco de exagero e demonstra em nossa opinião a clara preocupação do governo em tentar interferir politicamente para garantir cargas uteis para essa mal engenhada empresa, talvez já duvidando da sua eficácia administrativa e comercial.

Vale lembrar leitor que os canadenses são especialistas em satélites de telecomunicações (foi o Canadá que desenvolveu um dos satélites da antiga EMBRATEL, se não me engano nos anos 80) satélites esses que o foguete Cyclone-4 não teria capacidade de colocar em órbita geoestacionária devido ao peso de um satélite desse tipo que normalmente chega a mais de 4000 kg.

Portanto, a proposta do ministro brasileiro não faz qualquer sentido (a não ser que seja para outros tipos de satélites menores) e mesmo que fizesse, não acredito que fosse endossada pelo governo canadense devido as suas relações com os americanos, a não ser, que já houvesse um acordo de salvaguardas tecnológicas entre o Brasil e os EUA, coisa que convenhamos não será nada fácil.

Porém, não resta dúvida leitor que essa é uma grande oportunidade para a diplomacia brasileira demonstrar ao nosso povo e ao mundo que amadureceu e está preparada para assumir um posto de destaque no cenário internacional. Vamos aguardar.

Duda Falcão


Fonte: Com Informações do site do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT)

Comentários

  1. OLA
    os satelites que voce se refere sao os Brasilsat A1 e A2 mas eles foram fabricados no canada sobe licenca porque o modelo dos satelites sao da Hughes.


    e realmente concordo com voce,acho que eles estao preucupados com ocaso do cyclone 4.
    bem que eu li en um blog americano dizendo que nao existe mercado para lancamentos de satelites
    geo do peso que o cyclone aguenta.mas eu acho que essa ACS ainda vai continuar por causa da declaracao assinado pelo LULA e o presidente da Ucrania.

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  2. Olá Rafael!

    Valeu por esclarecer quais foram os satélites (não recordava os nomes) e quanto a ACS é como venho dizendo, essa empresa é uma furada desde o início.

    Abs

    Duda Falcão
    (Blog Brazilian Space)

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