Orçamento do PEB é o Menor dos Países do BRICs


Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia publicada hoje (23/02) no “Jornal da Câmara” destacando que o orçamento da Política Espacial do Brasil é o menor dos países do BRICs.

Duda Falcão

Tecnologia

Consultoria: Orçamento da Política
Espacial do País é o Menor dos BRICs

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Segundo o estudo, o baixo investimento levou ao atraso
no lançamento do Veículo Lançador de Satélites

Estudo da Consultoria Legislativa da Câmara dos Deputados alerta para a fragilidade institucional e orçamentária da atual Política Espacial Brasileira. Para 2010, o orçamento previsto na proposta orçamentária é de R$ 353 milhões, contra R$ 415 milhões em 2009. Segundo o diretor da Agência Espacial Brasileira, Carlos Ganen, para fazer frente a todos os desafios, seria necessário o dobro dos recursos atuais.

Os outros países que têm o mesmo patamar de desenvolvimento do Brasil (Rússia, Índia e China, os BRICs) destinam muito mais recursos públicos aos seus programas. A China investe mais de 1 bilhão de dólares (cerca de R$ 1,8 bilhão) e planeja vôos tripulados à lua até 2020. A Índia tem orçamento superior a 800 milhões de dólares ao ano, e a agência espacial russa conta com orçamento da ordem de 2 bilhões de dólares.

Atrasos - Entre as conseqüências, segundo analisa o estudo, está a postergação das metas estabelecidas pelo programa espacial brasileiro. Alguns exemplos, apenas para mencionar os principais projetos, são: atraso no lançamento do Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres, na sigla em inglês (CBERS-3), inicialmente previsto para 2009 e adiado para 2011; e atraso no lançamento do Veículo Lançador de Satélites (VLS 1), cujo lançamento do quarto protótipo estava previsto para 2007 - e agora está marcado o teste para 2011.

A Agência Espacial Brasileira planeja lançar três satélites geoestacionários até 2013, para comunicação de dados, sendo o primeiro deles conhecido como SGB, Satélite Geoestacionário Brasileiro. Caso esses artefatos não sejam colocados em órbita, prossegue o estudo, o Brasil poderá perder posições orbitais definidas pela União Internacional de Telecomunicações (UIT).

Telecomunicações - Em todo o mundo, a necessidade crescente de telecomunicações e a evolução tecnológica no setor, como a implantação da TV Digital, estão transformando o setor de satélites numa indústria multibilionária. Segundo dados de 2008 da Space Foundation, a atividade espacial mundial, incluindo bens e serviços, indivíduos, corporações e governos, movimentou 257 bilhões de dólares, dos quais 35% em serviços satelitais comerciais; 32% em infraestrutura comercial; 26% só do orçamento espacial do governo dos Estados Unidos; 6% dos outros governos; e somente 1% com lançadores e indústria de suporte.

Os Estados Unidos detêm 41% do mercado global de satélites, deixando 59% para o restante do mundo, sendo de 1,9% a participação do mercado brasileiro


Fonte: Jornal da Câmara - pág. 08 - 23/02/2010 - http://www2.camara.gov.br/jornal

Comentário: Esse orçamento do PEB sempre foi e provavelmente sempre será menor que os dos outros países que compõem o BRIC. A não ser que a mentalidade reinante na sociedade brasileira e nas suas instituições políticas mude drasticamente esse quadro. Até lá, o “Programa Espacial Brasileiro” sobreviverá com os recursos disponíveis e com o idealismo dos seus heróicos pesquisadores, apesar dos grandes entraves que dificultam o seu desenvolvimento.

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