Câmara Realiza Estudo Sobre a Política Espacial do País


Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia divulgada hoje (22/02) no site da “Rádio Câmara” destacando que um estudo realizado pela "Consultoria Legislativa da Câmara Federal" revela que o Brasil é o país que menos investe em Política Espacial.

Duda Falcão

Estudo Revela que Brasil é o
País que Menos Investe em Política Espacial

De Brasília, Daniele Lessa
Segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010 - 13:30


Dentre os países que têm um programa espacial completo, o Brasil é o que menos investe em política espacial.

Para 2010, o orçamento previsto é de R$ 353 milhões, contra R$ 415 milhões aplicados em 2009.

Outros países no mesmo patamar de desenvolvimento do Brasil destinam muito mais recursos públicos aos seus programas.

A China investe mais de US$ 1 bilhão e planeja vôos tripulados à Lua até 2020.

A Índia tem orçamento superior a US$ 800 milhões ao ano e a Agência Espacial Russa conta com orçamento da ordem de US$ 2 bilhões.

Essas informações foram divulgadas nesta semana pela Consultoria Legislativa da Câmara, que realiza um estudo sobre o setor espacial no Brasil.

O deputado Rodrigo Rollemberg, do PSB do Distrito Federal, é o relator desse estudo que irá apresentar propostas de melhoria para o Programa Espacial Brasileiro.

Segundo Rollemberg, o relatório será apresentado em abril e entre outros pontos, irá destacar a necessidade de mais regularidade nos recursos destinados aos projetos espaciais.

"O governo atual vem investindo mais no programa espacial do que os governos anteriores, mas está investindo ainda uma quantia menor do que o programa precisa. O Programa Nacional de Atividades Espaciais previa, entre 2005 e 2014, um investimento anual da ordem de R$ 800 milhões. E o que nós estamos percebendo ao longo dos últimos anos é que tem sido destinado apenas em torno de R$ 300 milhões e muitas vezes sem ter a regularidade adequada".

Rodrigo Rollemberg diz ainda que governo e Congresso precisam perceber a importância estratégica do setor espacial, tanto na área comercial como no setor geopolítico.

Apenas nove países no mundo dominam o ciclo completo de um programa espacial e a necessidade crescente de telecomunicações está transformando o setor de satélites numa indústria que movimenta mais de US$ 257 bilhões ao ano.

Os Estados Unidos detêm 41% do mercado global de satélites e a participação no Brasil é 1,9%.

Ouça a notícia pelo link abaixo:
http://imagem.camara.gov.br/internet/midias/Radio/2010/02/rdflash20100222-DL-0001-wma-028.wma


Fonte: Site da Rádio Câmara - http://www2.camara.gov.br/radio

Comentário: Sinceramente não sei onde está a surpresa disso, pois o PEB historicamente sempre teve um orçamento aquém de suas necessidades e essa informação nunca foi segredo para ninguém. É verdade que o orçamento do mesmo durante o governo do presidente LULA tem melhorado ano a ano (com exceção o desse ano), mas continua bem aquém das necessidades do programa, apesar do governo sempre apresentá-lo na mídia como um programa estratégico. Clássico caso de propaganda enganosa. O deputado Rodrigo Rollemberg vem tentando a algum tempo junto ao Congresso e ao próprio governo fazer com que os “Cabecinhas de Panetone” que militam na casa entendam de uma vez por todas a extrema necessidade de se apoiar o “Programa Espacial Brasileiro”. No entanto, em minha opinião essa luta árdua do deputado tem sido em vão e infelizmente tem poucas chances de resolver definitivamente todos os entraves desse programa tão importante para o desenvolvimento do país.

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