Participação Brasileira no COPUOS


Olá leitor!

Segue uma notícia postada dia (19/02) no site da Agência Espacial Brasileira (AEB) destacando a participação brasileira na 47ª reunião do "Subcomitê Técnico-Científico do COPUOS" desde o dia 08 de fevereiro.

Duda Falcão

Participação Brasileira no COPUOS

Coordenação de Comunicação Social/ AEB
19-02-2010

A 47ª reunião do Subcomitê Técnico-Científico do Copuos, que está acontecendo desde o dia 8 de fevereiro de 2010, em Viena (Áustria) traz dois novos pontos de estudo. Este ano, o clima espacial e a sustentabilidade das atividades espaciais no longo prazo entraram na pauta.

Por clima espacial entende-se a conexão entre os fenômenos solares (tais como ejeções de massa coronal e explosões) e a magnetosfera e ionosfera terrestres. As explosões solares liberam grandes quantidades de partículas que podem provocar falhas em satélites, linhas de transmissão elétrica e riscos para a vida humana. Há até uma suspeita de que interfira nas mudanças climáticas. Uma explosão com a mesma intensidade da primeira explosão documentada, em 1856, causaria, hoje, a perda de aproximadamente 30 bilhões de dólares em termos de falhas de satélites em operação. Daí a importância de se monitorar e, se possível, prever o comportamento da nossa estrela.

Com relação à sustentabilidade das atividades espaciais, a preocupação é com a segurança das operações no espaço. Cada vez mais a economia e a política globais dependem de meios espaciais. Mas a quantidade crescente de satélites em órbita da Terra e o aumento da quantidade de lixo espacial exigem medidas urgentes de coordenação entre as agências e países lançadores. Vários assuntos estão relacionados: clima espacial, uso eficiente de frequências e posições orbitais para telecomunicações, coordenação e intercâmbio de informações entre operadores de satélites, ou seja, coordenação de tráfego espacial, como já ocorre com a aeronáutica civil, e redução da quantidade de lixo em órbita, por exemplo.

“O grande desafio do novo grupo de trabalho, criado para se dedicar ao assunto da sustentabilidade, será o de integrar os estudos e atividades de outros organismos que já se ocupam dos temas citados e criar uma base de informações, alertas e recomendações úteis para todos os países que desenvolvem atividades espaciais” diz Himilcon Carvalho, diretor de política espacial da Agência Espacial Brasileira (AEB), presente à reunião.

O Comitê para Usos Pacíficos do Espaço Exterior (Copuos), das Nações Unidas, foi criado em 1959, com 24 Estados membros, para promover a cooperação internacional no uso pacífico do espaço. Hoje, com 69 Estados participantes e um grande número de organizações observadoras, trata de problemas e assuntos difíceis de imaginar à época de sua criação. A agenda de discussões é formada por temas que requere m uma coordenação global, tais como, gerenciamento de desastres, diretrizes para limitação da quantidade de dejetos espaciais, regras para o uso de fontes nucleares no espaço e defesa contra objetos espaciais (asteróides e cometas) cujas trajetórias apresentem risco de impacto sobre a Terra.


Fonte: Site da Agência Espacial Brasileira (AEB)

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