Satélite Radar do Ministério da Defesa


Olá leitor!

Postei ontem aqui no blog uma nota (veja Um Programa Fora de Foco) abordando a incerteza do MCT/AEB quanto ao desenvolvimento do satélite radar de abertura sintética MAPSAR com os alemães (projeto antigo) ou o desenvolvimento do CBERS-SAR (CBSAR) com os chineses, e ao mesmo tempo indicando que o satélite radar que o Ministério da Defesa vem anunciando que irá comprar para vigilância da Amazônia, se juntaria a essa situação demonstrando ainda mais a falta de foco que impera dentro do Programa Espacial Brasileiro.

Acontece que depois de pesquisar junto a uma fonte fidedigna recebi dela a seguinte resposta:

“Olá, Duda. Parece-me que o Ministério da Defesa e a AEB são duas frentes distintas, logo, esse satélite-radar seria diferente do MAPSAR/CBERS-SAR. De todo modo, isto ficará mais claro com a revisão da PNAE, que certamente levará em consideração a Estratégia Nacional de Defesa.”

Sendo assim, apesar de ser também um satélite radar parece que esse satélite do MD não tem nada a ver com a situação vivida pelo MCT/AEB com o MAPSAR/CBERS-SAR e consequentemente os recursos serão outros. Porém, como minha fonte mesmo disse, teremos de esperar a revisão do Plano Nacional de Atividades Espaciais (PNAE) para ter essa certeza. No entanto, inicialmente questiono a real necessidade de se ter dois satélites radares, mesmo que um deles seja para uso militar. Será que um só satélite não cobriria as necessidades do MCT/AEB e do MD? Fica a pergunta.

Duda Falcão

Comentários

  1. Olá Duda,

    Qual seria a fonte da pesquisa?

    Grato
    Luiz

    ResponderExcluir
  2. Olá Luis, Tudo bem contigo?

    Olha Luis, a fonte que me passou essa informação que os projetos são distintos infelizmente eu não posso divulgar, já que não tenho autorização para isso. No entanto, a nota que saiu sobre o interesse do MD nesse satélite radar de vigilância da Amazônia foi publicada (veja aqui no blog a nota Satélite do MD e a Base de Alcântara - Revista Istoé) na revista ISTOé de 08/07.

    Forte abraço

    Duda Falcão

    ResponderExcluir
  3. Duda

    Gostaria de apimentar a discussão colocando nela o R99 SAR, que já tem horas e horas de voo sobre a Amazônia e tendo quase toda ela recoberta... Além do mais as aeronaves servem tanto ao MD quanto ao MCT e tem um numero de unidades bastante grande.
    Então por quê não atializa-las e implementar em cima do que já se tem?
    Acredito que nesse universo o jogo dos egos está imperando!
    Fica então a sugestão de inserir o R99 na discussão.

    Um abraço

    ResponderExcluir
  4. Olá Sadeck! Tudo bem contigo?

    Eu não costumo acompanhar muito a área militar, mas creio que esse radar que você está se referindo esteja abordo das aeronaves R 99B que são fabricadas pela EMBRAER e atualmente são utilizadas pelo Sistema de Vigilância da Amazônia (SIVAN) e pelo o Sistema de Proteção da Amazônia (SIPAN). Correto? Bom se é sobre esse radar que você esta se referindo, eu creio que o Ministério da Defesa (com a opção do satélite) visa com isso não só ampliar a vigilância sobre a Amazônia (o que eu concordo inteiramente), como também buscar uma plataforma que possa cumprir sua missão por 24 horas ininterruptas, coisa que as aeronaves não podem fazer. Na realidade Sadeck, o meu questionamento não é quanto à necessidade do satélite (previsto na Estratégia Nacional de Defesa) e sim em se comprar um outro satélite quando no momento a AEB esta em negociação (atrapalhada é verdade pela falta de foco) com os alemães para o desenvolvimento do MAPSAR e com os chineses para o desenvolvimento do CBERS-SAR (CBSAR), colocando em dúvida se seria necessário o uso de um outro satélite radar de abertura sintética no Brasil. Outra coisa é que a nota da ISTOé indica que o MD pretende comprar o satélite pronto, o que foge completamente da estratégica atualmente utilizada pelo mesmo de só adquirir equipamentos com transferência de tecnologia. Além disso, o MAPSAR é um projeto (iniciado em 2001) que se encontra em elevado grau de desenvolvimento e na realidade o que se precisa fazer é colocar os aloprados da AEB no rumo certo e teremos então o satélite que necessitamos. Foco Sadeck, é só isso que necessitamos.

    Forte abraço

    Duda Falcão

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Top 5 - Principais Satélites Brasileiros

Da Sala de Aula para o Espaço

Por Que a Sétima Economia do Mundo Ainda é Retardatária na Corrida Espacial