Programa Micrograviadade da AEB


Olá leitor!

Segue abaixo uma matéria publicada hoje (27/07) no jornal “Valor Econômico” sobre as oportunidades criadas para a comunidade científica brasileira visando a pesquisa espacial pela AEB através de seu Programa Microgravidade.

Duda Falcão

Projeto Cria Oportunidades para a Pesquisa Nacional

Desde 1998, a Agência Espacial Brasileira (AEB) oferece, através do Projeto Microgravidade, oportunidades a pesquisadores e instituições brasileiras para a realização de experimentos a bordo de plataforma suborbitais. A ausência ou redução dos efeitos gravitacionais permitem observar e explorar fenômenos e processos que seriam mascarados sob a influência da gravidade terrestre.

O ambiente de microgravidade, segundo o pesquisador Flávio de Azevedo Corrêa Júnior, do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), não é composto apenas pela redução do efeito da gravidade, mas também pela redução significativa de vibrações e de acelerações no sistema.

Esse ambiente, que pode ser encontrado através de missões em foguetes de sondagem ou na Estação Espacial Internacional (da sigla em inglês, ISS), tem atraído um número cada vez maior de universidades e instituições de pesquisa científicas e tecnológicas, interessadas em desenvolver pesquisas em áreas como a de ciência dos materiais, ciência dos fluidos, biologia, biotecnologia, fisiologia humana, botânica e medicina.

O programa de microgravidade e os foguetes de sondagem produzidos pelo IAE, segundo o seu diretor, o coronel Francisco Carlos Melo Pantoja, já permitiram a criação e a consolidação de grupos de pesquisa em instituições nacionais, a elaboração de teses de mestrado e doutorado, a solicitação de pedido de patente e o desenvolvimento de pesquisas básicas, como crescimento de cristais, combustão em microgravidade, comportamento de fluidos e experimentos biológicos.

A Agência Espacial Brasileira oferece a oportunidade de participação de pesquisadores de universidades e instituições de ensino e pesquisa. As propostas enviadas ao programa são recebidas por meio de anúncios públicos editados pela AEB. Os experimentos são selecionados por uma comissão constituída pela AEB, IAE, Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e a Academia Brasileira de Ciências (ABC). (VS)


Fonte: Jornal Valor Econômico via NOTIMP: 208/2009 de 27/07/2009 (Site da FAB)

Comentário: Em minha opinião esse é um dos programas de grande relevância para o PEB. Através dele a comunidade científica brasileira tem acesso ao ambiente de microgravidade, permitindo assim o desenvolvimento de novos equipamentos, produtos, materiais e pesquisas outras de interesse da sociedade brasileira. Entretanto é necessário que haja uma quantidade maior de missões (a meu ver pelo menos três anuais) para que os resultados seja alcançados com uma maior rapidez.

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