A Plataforma Suborbital de Microgravidade (PSM)


Olá leitor!

Na contínua busca pela informação, nada fácil quando se trata do PEB, venho agora falar sobre o desenvolvimento pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) em parceria com a empresa brasileira Orbital Engenharia de um projeto de uma Plataforma Suborbital para a realização de experimentos científicos em ambiente de microgravidade. Plataforma essa que será compatível com os foguetes de sondagem VS-30 e VSB-30 e que teve seu projeto de desenvolvimento aprovado pelo Programa de Subvenção Econômica à Inovação 1/2006 da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP).

Esse projeto foi iniciado 11/07/2007 com prazo de finalização em 11/07/2009 (acredito que a plataforma já deva ter sido entregue pela empresa, caso não tenha havido atrasos no seu desenvolvimento) sendo o contrato do mesmo assinado no valor de R$ 1.275.900,00.

Essa Plataforma deverá possuir compatibilidade de módulos com cargas úteis do tipo MINI-TEXUS, TEXUS e MASER (cargas úteis européias) possibilitando a intercambiabilidade e a revitalização de módulos estrangeiros por nacionais em cargas úteis européias utilizadas pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), para atender ao "PROGRAMA MICROGRAVIDADE" da Agência Espacial Brasileira (AEB).

A Plataforma Suborbital de Microgravidade (PSM) deverá ser constituída por um BUS controlado em velocidade angular; equipada com um sistema de telemetria dedicado à transmissão de dados de vôo e dos experimentos; equipada de um sistema de telecomando dedicado aos eventos de vôo; e dotada de um sistema de recuperação para resgate no mar.


Fonte: Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP)

Comentário: Gostaria de lembrar ao leitor que no inicio dessa década havia um projeto no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) chamado “Plataforma Suborbital (PSO)” (veja aqui no blog Projeto PSO do INPE) que foi testada em vôo uma única vez por um foguete SONDA III durante a realização da “Operação Alecrim“ ocorrida em 09/12/2000 no Centro de Lançamento da Barreira do Inferno em Natal-RN. O desempenho da plataforma durante o vôo foi considerado na época pelo INPE um sucesso parcial, devido à mesma ter se perdido no mar. Inexplicavelmente após esse vôo o projeto foi abandonado. Talvez esse projeto do IAE/ORBITAL seja uma derivação do antigo projeto da PSO e eu fico satisfeito em saber que a idéia de termos uma plataforma nacional para atender o “Programa de Microgravidade” da AEB não foi realmente abandonada.

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