Satélites IBSA, SABIA-Mar e MAPSAR - Novas Informações

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada hoje (11/11) no blog “Panorama Espacial” do companheiro jornalista André Mileski destacando informações colhidas pelo mesmo junto ao Diretor de Satélites, Aplicações e Desenvolvimento da Agência Espacial Brasileira (AEB), Thyrso Villela Neto, sobre os projetos dos satélites IBSA, Sabia-Mar e MAPSAR.

Duda Falcão

Satélites IBSA, SABIA-Mar e MAPSAR

11/11/2010

O blog Panorama Espacial conversou hoje (11) pela manhã com Thyrso Villela Neto, diretor de Satélites, Aplicações e Desenvolvimento da Agência Espacial Brasileira (AEB), para atualizar as informações sobre alguns projetos de satélites do Programa Espacial Brasileiro.

A conversa foi rápida e por telefone, mas foi possível colher informações interessantes sobre o status dos projetos em parceria com a Índia e África do Sul, do SABIA-Mar e do MAPSAR. A seguir, reproduzimos um pequeno resumo com as informações mais relevantes:

Satélites IBSA

O primeiro satélite da parceria entre Brasil, África do Sul e Índia (IBSA, sigla em inglês) anunciada em abril deste ano, terá finalidades científicas, no campo de ciência espacial. Mais especificamente, no acompanhamento e estudos sobre a anomalia magnética na região do Atlântico Sul, fenômeno natural que causa interferências nas comunicações.

O satélite em consideração terá 100 kg de massa, cabendo à África do Sul o desenvolvimento da plataforma e seus subsistemas, e ao Brasil, às cargas úteis, desenvolvidas pela área de Ciência Espacial do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Ainda não foi definida a participação da parte indiana.

A idéia é que o satélite científico seja lançado em 2013.

No escopo da cooperação espacial entre os três países, um segundo satélite, de sensoriamento remoto, está também sendo considerado.

SABIA-Mar

Outro projeto comentado por Villela foi o do SABIA-Mar, satélite desenvolvido em conjunto pelo Brasil e a Argentina, e destinado à observação global dos oceanos e ao monitoramento do Atlântico nas proximidades dos dois países.

O SABIA-Mar encontra-se em projeto preliminar, porém bem adiantado. Caberá à parte argentina o fornecimento da plataforma e subsistemas, enquanto que o Brasil será o responsável pelas cargas úteis principais (dois sensores óticos). No momento, as partes envolvidas estao em busca de recursos para a iniciativa.

MAPSAR

Questionado sobre o interesse brasileiro em contar com um satélite de observação terrestre com sensor radar, Thyrso Villela comentou que, no ano passado, a Fase B do projeto MAPSAR, em parceria com a Alemanha, foi concluída, comprovando sua factibilidade em termos técnicos. O lado alemão, no entanto, não demonstrou interesse em seguir adiante com a iniciativa, provavelmente por razões orçamentárias.

A AEB e o INPE estão em busca de outras alternativas, como Argentina, Itália e China. O País dispõe de alguma capacitação em tecnologia radar (SAR, sigla em inglês), mas há grande interesse em aprimorá-la, desenvolver mais capacidades e conhecimento na área, o que deve ser viabilizado com um parceiro estrangeiro.


Fonte: Blog “Panorama Espacial“ - André Mileski

Comentário: A verdade leitor é que as informações sobre esses satélites passadas pelo Sr. Thyson Villela Neto ao companheiro jornalista André Mileski, em nossa opinião devem ser recebidas com cautela. Se não vejamos: A previsão de lançar o primeiro satélite IBSA em 2013 é tão absurda quanto irreal no atual momento que vive o Programa Espacial Brasileiro. O problema não seria os sul-africanos e indianos que certamente cumpriria sua parte dentro do prazo, e sim o INPE, que não teria condições de cumprir devido à forma desastrosa como é conduzido o PEB pelo governo federal. Já o projeto do Sabia-MAR, só para que o leitor possa ter uma idéia, o acordo inicial desse projeto foi assinado com os argentinos há 12 anos e ainda encontra-se em projeto preliminar, ou seja, mais uma novela sem prazo para acabar. Quanto ao projeto do MAPSAR, esta notícia é uma vergonha e a repetição do que ocorreu no projeto do FBM (Microsatélite Franco-Brasileiro) onde curiosamente foi utilizada a mesma desculpa. Acontece leitor, que esse projeto começou a ser discutido com os alemães por volta de 2001, passou pela Fase A e pela Fase B e horas de reuniões e workshops nos dois países para acabar dessa forma melancólica as custas do erário público. Note que, com exceção do “Programa CBERS” com os chineses, nenhuma iniciativa de projeto conjunto entre o Brasil e outros países na área de satélites deu certo até hoje, e mesmo o “Programa CBERS”, não atingiu os objetivos esperados. O grande desafio deste governo Dilma é mudar a cara do programa espacial, coisa que sinceramente não acreditamos que venha acontecer.

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