Amaral Confirma Vôo do Cyclone 4 em 2010


Olá leitor!

Segue abaixo duas notícias postadas dia 09/08 no site do jornal “A Tribuna Online” sobre a previsão da ACS que prevê o primeiro lançamento do foguete Cyclone 4 de Alcântara em 2010.

Duda Falcão

Brasil Prevê Lançar Foguete em 2010

Da Redação
09/08/2009


VALÉRIA MALZONE

O programa espacial brasileiro caminha a passos largos para o primeiro lançamento, em 2010, de um foguete não-tripulado (o Ciclone-4), fruto de um inédito acordo de cooperação técnica entre os governos da Ucrânia e do Brasil.

Pelo menos é o que garantiu o professor e ex-ministro de Ciência e Tecnologia, Roberto Amaral, que dirige no País a empresa binacional formada desta parceria, a Alcântara Cyclone Space (ACS).

O lançamento deverá ocorrer em Alcântara, no Maranhão, local considerado o melhor do mundo para atividades espaciais, por sua privilegiada posição geográfica.

IMPASSES

Porém, o ponto -­ que concentra o Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) -­ tem sido alvo de impasses com comunidades quilombolas, definidas pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA). De acordo com o projeto inicial, inclusive, a ACS seria instalada em áreas hoje ocupadas pelas comunidades de Mamuna, Baracatatiua e Brito.

A empresa binacional, visando manter a programação de lançamento para o próximo ano, fez um acordo judicial, em novembro de 2008, abrindo mão destas áreas, mas permanecendo somente dentro do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), que é uma unidade do Ministério da Defesa, gerenciada pela Força Aérea Brasileira (FAB).

A ACS, com o acordo, se comprometeu a promover pesquisas de campo etnográficas, que foram exigidas pelo IBAMA. "Fizemos um acordo com os quilombolas. Estamos em paz com eles e inclusive estamos montando um escritório de representação em Alcântara", assegurou Amaral, em entrevista para A Tribuna, em Brasília (DF), nesta semana.

CESSÃO

"Também fizemos um acordo com a prefeitura de lá e vamos instalar, em um prédio histórico, um centro comunitário para a cidade, além de um museu". No momento, conforme o presidente nacional da ACS, a empresa está em fase final de discussões do termo de cessão de uso da área com o Governo Federal. "Estamos também atendendo as exigências do IBAMA para a providência de um estudo de impacto ambiental (EIA-Rima), que deve estar pronto até o final deste mês", confirmou Amaral, que está em negociação com o Governo Federal há dois anos por causa dos quilombolas.

SÍTIO

A idéia é que, ainda até o final deste mês, a ACS consiga lançar o edital para as obras de construção do chamado Sítio de Lançamento ou Base de Lançamento para o foguete.

Pelo acordo com o governo da Ucrânia, o foguete -­ com tecnologia ucraniana -­ terá sua montagem final no Brasil, para ser remetido ao espaço em Alcântara.

O equipamento lançará um satélite, empregado normalmente com comunicações, sensoriamento remoto, meteorologia, climatologia, oceanografia, pesquisa científica, navegação aérea, astronomia, defesa, tele-educação e tele-medicina.

É hora de Superar o Passado

Da Redação
09/08/2009

O lançamento do foguete Ciclone-4 pode representar uma superação para o País, no programa espacial brasileiro. "Fizemos três lançamentos, em 30 anos, que não deram certo. É hora de superar o passado", disse o diretor Roberto Amaral, da empresa binacional Alcântara Cyclone Space (ACS).

"Neste quesito, já fomos superados por vários países. Agora é a nossa vez", alertou Amaral, apontando a burocracia brasileira como o principal fator da lentidão no programa espacial, que começou em 1961, com a criação da Missão Espacial Brasileira (MEB), sucedida pela Missão Espacial Completa Brasileira (MECB), em 1980.

Em 2003, o Veículo Lançador de Satélites (VLS) brasileiro explodiu na base de Alcântara, três dias antes do seu lançamento, matando 21 cientistas.

VERBAS

O projeto da ACS deverá movimentar recursos de mais de U$S 475 milhões, sendo metade proveniente do governo da Ucrânia e a outra, do governo brasileiro.

A escolha da Ucrânia foi porque aquele país desempenhou, segundo a ACS, um forte desenvolvimento em sua indústria espacial desde a época em que era uma república da ex-União Soviética.

"Eles são especialistas em propulsores, veículos lançadores e mísseis balísticos intercontinentais", observou o diretor da ACS. A Ucrânia já realizou mais de 200 missões bem sucedidas pelo mundo.

Sobre o interesse internacional em Alcântara, Amaral explicou que o local é privilegiado pelasua localização. "Alcântara permite que nossos foguetes sejam lançados a um custo 30% menor que o dos concorrentes". Isto porque o ponto fica a dois graus da linha sul do Equador. (VM).


Fonte: Site do jornal A Tribuna Online de Santos e São Vicente-SP

Comentário: Essas notícias da Tribuna Online que são um pouco mais antigas que as ultimas notícias postadas aqui sobre a ACS (veja as notas ACS Instala Escritório em Alcântara, ACS Lança Aviso de Concorrência para Obras no CLA) demonstra a firme intenção da empresa em cumprir o cronograma de lançamento do Cyclone 4 em 2010, premiando assim o governo do presidente Lula que poderá também (se tudo ocorrer dentro do previsto) comemorar em seu final o tão esperado primeiro vôo teste do remodelado VLS-1. No entanto, a colocação feita pelo Roberto Amaral na segunda notícia do jornal de que: "Fizemos três lançamentos, em 30 anos, que não deram certo. É hora de superar o passado" me deixa preocupado, pois cria o temor e a desconfiança de que (caso o vôo teste do VLS-1 em 2010 não venha dar certo) no futuro o programa nacional possa ser substituído pelo acordo com os ucranianos (jogando fora toda a tecnologia e experiência desenvolvida pelo IAE nesses anos todos), coisa que para mim como cidadão brasileiro seria inaceitável.

Comentários

  1. Se não estou enganado, o Sr.Roberto Amaral , teria inclusive falado para o Brasil deixar de lado o VLS e utilizar apenas a empresa ACS e seus foguetes Cyclones 4. Nada contra o acordo com a Ucrânia, mas o Brasil não pode abandonar de nenhuma maneira seu próprio programa espacial e todo o planejamento do Projeto Cruzeiro do Sul, que habilitará no futuro, o Brasil a ter seu próprio lançador de médio porte.

    Ricardo

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  2. Olá Ricardo!

    Você não esta enganado não amigo, o Amaral falou isso mesmo, e como você pôde notar continua a fritura do Programa do VLS e por tabela do Programa Cruzeiro do Sul, que já estava para ser incluído nessa nova renovação do PNAE que sai no final do ano. É preocupante e nós que amamos esse tema e conhecemos a grande necessidade que o país tem em manter o seu programa espacial temos de ficar atentos pra não permitir que isso ocorra.

    Forte abraço

    Duda Falcão

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