NASA Aprova Missão PRISMA Para Ampliar a Nossa Visão do Universo
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No dia 2 de outubro, o portal Space.com noticiou que a NASA havia anunciado a seleção de uma nova missão espacial, denominada PRISMA. Segundo o portal, a missão representará uma nova janela de oportunidade para a humanidade explorar o universo profundo.
(Crédito da imagem: NASA)
Pois então, de acordo com o portal, na semana passada, a NASA anunciou que selecionou a Missão PRISMA (PRobe far-Infrared Mission for Astrophysics, ou Missão de Infravermelho Distante para Astrofísica) para avançar para a Fase B de desenvolvimento. Isso dá prosseguimento ao projeto e ao desenvolvimento de tecnologias para a missão, embora ela ainda precise passar por uma revisão de confirmação após essa fase. Se for confirmada, a PRIMA inaugurará uma nova frente de pesquisas astrofísicas para a agência, realizando levantamentos do universo em comprimentos de onda do infravermelho distante como a primeira missão da categoria “Probe Explorers”.
“A missão PRISMA é a próxima janela da humanidade para o universo profundo. Ela revelará o que está oculto ao longo do tempo cósmico, para nos ajudar a compreender melhor a formação de planetas, estrelas, buracos negros e até mesmo como a água na Terra surgiu”, disse Nicky Fox, administradora associada da Diretoria de Missões Científicas da NASA, em um comunicado.
As missões da NASA são classificadas de acordo com seu tamanho, escopo e custo. Desde o lançamento da Explorer 1 — o primeiro satélite dos Estados Unidos a alcançar a órbita — em 1958, a agência colocou em órbita uma ampla variedade de missões como parte de seu Programa Explorers. A PRISMA é a primeira missão dentro dessa categoria, um passo decorrente de uma recomendação feita no Decadal Survey for Astronomy and Astrophysics de 2020, um plano de 10 anos que as Academias Nacionais dos Estados Unidos elaboram para definir objetivos científicos para a década seguinte.
Então, o que fará a primeira missão da categoria Probe Explorers da NASA? Bem, a agência espera que a PRISMA possa preencher a lacuna existente nas observações de espaçonaves no infravermelho. O poderoso Telescópio Espacial James Webb, da NASA, estuda o cosmos em luz infravermelha próxima e média. A PRISMA, que está sendo projetada com um telescópio de 5,9 pés (1,8 metro), será otimizada para observar no infravermelho distante.
Os pesquisadores esperam que, ao ampliar nossa visão do universo para incluir comprimentos de onda do infravermelho distante, possam explorar as origens e a evolução de tudo, desde exoplanetas — ou seja, planetas fora do nosso Sistema Solar — até galáxias e buracos negros. O objetivo é usar a PRISMA como uma lente que observe através da história, permitindo-nos compreender melhor como a poeira, o gás e os detritos espalhados pelo universo evoluíram, ao longo do tempo, até formar o cosmos que vemos hoje.
“Uma única missão, sozinha, não pode investigar todos os mistérios do universo. Mas, ao ampliar as capacidades de levantamento de nossa frota para os comprimentos de onda do infravermelho distante com a PRISMA, estamos possibilitando uma visão incrivelmente abrangente do cosmos”, disse Shawn Domagal-Goldman, diretor da Divisão de Astrofísica da NASA, no mesmo comunicado. “Com nossos telescópios espaciais Webb e Roman, estabelecemos um ritmo de lançamento de missões de primeira linha nas duas metades da década. Vamos manter esse ritmo e iniciar a próxima década com a PRISMA, como parte de uma linha de desenvolvimento que terá continuamente missões desse nível prontas para serem lançadas.”
A PRISMA, que será administrada pelo Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da NASA, no sul da Califórnia, é uma missão de US$ 1,2 bilhão. Se continuar avançando pelo desenvolvimento e pela confirmação conforme o planejado, a PRISMA será lançada em 2033 e estudará o cosmos por pelo menos cinco anos.
Brazilian Space
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