A Argentina Coloca em Órbita Seu Primeiro Nanosatélite Voltado à Defesa Durante a Missão Transporter-18

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Fonte: CAVOK Brasil

Pois então, compatriotas, o voo da missão Transporter-18 não foi importante apenas para o Brasil e o Paraguai, como citamos anteriormente. A Argentina foi mais um país sulamericano que também aproveitou o lançamento compartilhado do Foguete Falcon 9, da SpaceX, para colocar um nanosatélite em órbita terrestre. Segundo informou ontem (02/10) o site CAVOK Brasil, este país platino colocou em órbita o Nanosatélite ETNS, desenvolvido pelo Instituto de Investigaciones Científicas y Técnicas para la Defensa (CITEDEF) em parceria com o Exército Argentino.

Pois é, de acordo com a nota do portal, a Argentina colocou em órbita em 1º de outubro de 2026 seu primeiro nanosatélite desenvolvido em conjunto pelo CITEDEF e pelo Exército Argentino. Batizado de Evaluador Tecnológico Nano Sat (ETNS), o equipamento foi lançado a bordo de um foguete Falcon 9 da SpaceX durante a Missão Transporter-18, a partir do Complexo de Lançamento Espacial 4E, na Base da Força Espacial de Vandenberg, na Califórnia.

O lançamento representa um marco para o programa argentino de tecnologia espacial aplicada à defesa porque o ETNS permitirá validar, diretamente em órbita, sistemas que até então haviam sido testados em solo. O nanosatélite não foi concebido como uma plataforma operacional de observação ou inteligência, mas como um demonstrador tecnológico destinado a desenvolver conhecimento nacional em navegação, comunicações, energia, controle de atitude, processamento de dados e operação de sistemas espaciais.

Fonte: CAVOK Brasil

O projeto começou a ser desenvolvido em 2016 dentro do Programa de Investigación y Desarrollo para la Defensa (PIDDEF) e passou por uma interrupção durante a pandemia de COVID-19. Posteriormente, recebeu novo impulso com a participação do Exército Argentino, especialmente por meio da Direção-Geral de Comunicações, Informática e Ciberdefesa, que participou da etapa final do desenvolvimento e viabilizou a continuidade do projeto até o lançamento.

O ETNS foi projetado para operar em órbita terrestre baixa, entre aproximadamente 500 e 600 quilômetros de altitude. Nessa região, o satélite deverá completar uma volta ao redor da Terra em cerca de 90 minutos, estabelecendo comunicação com estações terrestres durante as passagens sobre as áreas de cobertura. A etapa mais importante da missão começa agora, com a verificação do comportamento dos sistemas depois de submetidos às condições reais do ambiente espacial.

Fonte: CAVOK Brasil

Entre os desafios estão a estabilização do satélite após a separação do lançador, o controle de sua orientação, o funcionamento do sistema de energia e o estabelecimento dos enlaces de comunicação com as estações em terra. A missão permitirá verificar como diferentes subsistemas desenvolvidos e integrados na Argentina trabalham de maneira conjunta depois de colocados em órbita.

A escolha de uma missão compartilhada da SpaceX também evidencia uma mudança no acesso ao espaço para projetos de menor porte. O Transporter-18 foi uma missão de rideshare dedicada a pequenos satélites, permitindo que diferentes cargas fossem lançadas simultaneamente em um único Falcon 9. O lançamento ocorreu em 1º de outubro a partir de Vandenberg e transportou dezenas de cargas destinadas à órbita terrestre baixa.

Para o CITEDEF e o Exército Argentino, porém, o principal resultado não será medido apenas pelo funcionamento do nanosatélite. A experiência acumulada durante o desenvolvimento, integração, lançamento, controle e acompanhamento em órbita cria uma base técnica que poderá ser utilizada em projetos futuros de maior complexidade.

Fonte: CAVOK Brasil

A iniciativa também aproxima as necessidades de defesa da pesquisa científica e tecnológica argentina. O domínio de tecnologias relacionadas a comunicações, processamento de informações e sistemas espaciais pode abrir caminho para futuras plataformas nacionais, inclusive em aplicações de uso dual.

Com o ETNS agora em órbita, a Argentina inicia uma nova fase do programa, na qual os dados enviados pelo nanosatélite deverão orientar os próximos trabalhos de pesquisa e desenvolvimento. O pequeno veículo passa a funcionar, assim, como uma espécie de laboratório espacial para uma capacidade que o país pretende ampliar nos próximos anos.

Brazilian Space

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