MLBR: Experimentos em Órbita - Por Que Novas Aplicações Espaciais Precisam de Acesso ao Espaço

Prezados amantes das atividades espaciais!

Compatriotas, no dias de ontem (05/10), o arranjo empresarial do Projeto MLBR publicou, em sua página no LinkedIn, mais um interessante artigo, desta vez destacando por que as novas aplicações espaciais que se avizinham demandarão, cada vez mais, acesso ao espaço. Vale a pena conferir!

Experimentos em Órbita: Por Que Novas Aplicações Espaciais Precisam de Acesso ao Espaço

Imagem ilustrativa - Canva

A inteligência artificial pode estar prestes a ganhar um novo endereço: o espaço.

O Google está avançando no Project Suncatcher, iniciativa que prevê levar ao ambiente orbital seus próprios chips de inteligência artificial, as TPUs (Tensor Processing Units), para avaliar como esses componentes se comportam diante da radiação, das grandes variações de temperatura e de outras condições encontradas fora da Terra.

O experimento ainda está distante da instalação de grandes data centers no espaço, mas chama a atenção para uma transformação que já está em curso: novas tecnologias estão criando novas aplicações espaciais e, com elas, novas demandas de acesso à órbita.

E esse é um exemplo bastante concreto de como aplicações que podem ser atendidas por veículos lançadores de pequeno porte, a exemplo o MLBR, podem ter um papel relevante.

O MLBR está sendo desenvolvido para transportar até 40 kg para órbita baixa da Terra (LEO). Ainda que seu plano de negócios preveja uma família de veículos lançadores com capacidades progressivamente maiores, sua configuração atual já permite colocar em órbita satélites e cargas úteis relevantes para diferentes aplicações. 

Uma empresa, universidade ou centro de pesquisa que desenvolva um novo sensor, componente eletrônico, sistema de comunicação, tecnologia de inteligência artificial ou outro equipamento destinado ao ambiente espacial precisa, em algum momento, testá-lo em condições reais de operação.

E, para isso, é preciso chegar ao espaço. 

É justamente aí que a disponibilidade de veículos lançadores se torna parte fundamental da cadeia de inovação espacial.

O caso do Project Suncatcher ajuda a visualizar essa dinâmica. Antes de imaginar estruturas computacionais de grande porte operando em órbita, é necessário testar componentes, validar tecnologias, avaliar resistência, comunicação, desempenho e confiabilidade. 

Essas missões experimentais também são cargas úteis. E elas podem ser pequenas.

Com a crescente miniaturização dos componentes eletrônicos, tecnologias cada vez mais sofisticadas podem ser embarcadas em satélites e plataformas de dimensões reduzidas. Isso amplia o universo de possíveis usuários do espaço e cria oportunidades para lançadores voltados justamente a cargas de menor porte.

Os relógios atômicos são um bom exemplo disso. A medição extremamente precisa do tempo é fundamental para os sistemas globais de navegação por satélite, os GNSS. Tecnologias que historicamente exigiam equipamentos maiores vêm passando por um intenso processo de miniaturização, com o desenvolvimento de relógios atômicos em escala de chip. 

O mesmo movimento ocorre com sensores, câmeras, sistemas de comunicação, processadores e outros componentes. Hoje, tecnologias de alta complexidade podem ser embarcadas em plataformas muito menores do que no passado. 

Nesse cenário, o MLBR não deve ser visto apenas como um veículo para colocar pequenos satélites em órbita. Ele integra uma infraestrutura necessária para que novas tecnologias possam sair dos laboratórios e chegar ao ambiente espacial.

Hoje, o exemplo é o teste de chips de inteligência artificial. Amanhã, podem ser novos sensores, sistemas de comunicação, componentes eletrônicos, tecnologias para Internet das Coisas, monitoramento ambiental ou aplicações que ainda estão sendo desenvolvidas.

A economia espacial cresce à medida que surgem novas razões para ir ao espaço. E cada nova razão cria uma necessidade básica: ter como chegar até lá.

Ampliar o acesso ao espaço significa também ampliar as possibilidades de pesquisa, inovação e desenvolvimento de novos negócios.

Brazilian Space

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