A NASA e o Departamento de Energia dos EUA Assinaram MoU Para Discutirem Sobre Nova Era do Uso da Energia Nuclear no Espaço
Prezados amantes das atividades espaciais!
No dia 8 de outubro,
o portal da NASA noticiou que a agência e o Departamento de Energia dos Estados Unidos assinaram um Memorando de Entendimento (Memorandum of Understanding
— MoU), estabelecendo as bases para discussões sobre uma nova era de exploração
espacial impulsionada pela energia nuclear.
Credito: NASA/Bill Ingalls
À medida que começa
a Era de Ouro da exploração do espaço profundo, a NASA e o Departamento de
Energia dos Estados Unidos estão avançando no desenvolvimento de tecnologias
nucleares de nova geração, seguras e confiáveis, para aplicações espaciais.
Juntas, as duas
agências impulsionarão a exploração espacial civil, abrirão caminho para
descobertas científicas ousadas e consolidarão a liderança americana em energia
nuclear e propulsão espacial.
“Estamos entrando na
‘Era Nuclear da NASA’, que representa uma grande transformação para a
exploração espacial”, afirmou o administrador da NASA, Jared Isaacman. “A
energia nuclear nos permitirá ir mais longe, operar por mais tempo e utilizar
espaçonaves e instrumentos mais capazes do que nunca. O trabalho que estamos
realizando hoje está lançando as bases para as espaçonaves de amanhã movidas a
fissão nuclear e abrindo uma fronteira inteiramente nova para a exploração e a
descoberta.”
O novo Memorando de
Entendimento, intitulado “Acelerando a Liderança Americana em Energia Nuclear e
Propulsão Espacial”, foi assinado na quinta-feira entre a NASA e o Departamento
de Energia (DOE) e estabelece uma estrutura para a colaboração em todas as
etapas dos projetos. O acordo reúne as duas agências em todo o espectro do
desenvolvimento nuclear espacial, abrangendo desde pesquisas avançadas e
produção de combustível até testes rigorosos, integração aos veículos de
lançamento e operações. Em todas essas iniciativas, o compromisso inabalável
com a segurança permanece como princípio central.
A assinatura ocorreu
entre Isaacman e o secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright,
durante a cúpula Ciência: Uma Era de Ouro, organizada pelo Escritório de
Política Científica e Tecnológica da Casa Branca no Instituto da Paz Donald J.
Trump, em Washington. O acordo entrará em vigor no domingo, 1º de novembro.
“Graças ao presidente
Trump, o renascimento nuclear dos Estados Unidos está alcançando uma nova
fronteira”, declarou Wright. “O Departamento de Energia tem orgulho de
estabelecer essa parceria com a NASA enquanto ajudamos as missões espaciais
americanas a alcançar territórios inexplorados.”
A ordem executiva
assinada pelo presidente Trump em dezembro de 2025, intitulada Garantindo a
Supremacia Espacial Americana, determina que a NASA desenvolva, até 2030,
um reator destinado à superfície lunar, pronto para lançamento. A NASA, em
parceria com o Departamento de Energia, vem avançando de forma constante em
direção a esse objetivo.
Esse acordo
fundamental fortalece as colaborações já existentes em sistemas de energia
baseados em fissão nuclear e radioisótopos, impulsionando a visão da NASA de
estabelecer uma presença humana contínua na Lua e acelerando o desenvolvimento
das tecnologias inovadoras necessárias para viabilizar essa missão.
Quando o Space
Reactor 1 Freedom, da NASA, for lançado em 2028, a propulsão nuclear
avançará da pesquisa laboratorial para aplicações operacionais no espaço
profundo. Esse marco abrirá caminho para o Lunar Reactor 1, um sistema
de energia de superfície baseado em fissão nuclear que fornecerá energia à
futura base lunar, inclusive durante os períodos de escuridão e nas regiões
permanentemente sombreadas.
A energia nuclear
abastecerá habitats, sistemas de comunicação, instrumentos científicos,
veículos exploradores, atividades de utilização de recursos e infraestruturas
lunares essenciais. Ela também será indispensável para atender às elevadas
necessidades energéticas das futuras missões a Marte.
Juntos, o SR-1 e o
LR-1 constituem a base de uma robusta indústria nacional de energia nuclear
espacial. Esses programas estão preparados para fornecer energia a postos
lunares permanentes, viabilizar a exploração de mundos distantes e consolidar a
liderança americana no espaço pelas próximas gerações.
Essas iniciativas
ampliarão o alcance da humanidade em direção a Marte, reforçarão a preeminência
americana na exploração do espaço profundo e abrirão caminho para tecnologias
inovadoras que também trarão benefícios à vida na Terra.
Além da energia por
fissão nuclear, a NASA continua ampliando o uso de sistemas de energia baseados
em radioisótopos.
A Missão Dragonfly,
destinada a Titã, lua de Saturno, e programada para lançamento em 2028,
dependerá de um Gerador Termelétrico de Radioisótopos para Múltiplas Missões
(Multi-Mission Radioisotope Thermoelectric Generator — MMRTG) e de 24 Unidades
Leves de Aquecimento por Radioisótopos (Light Weight Radioisotope Heater
Units — LWRHUs) para fornecer energia e calor à aeronave de asas rotativas
do tamanho de um carro.
A Dragonfly voará
até diferentes locais de Titã para investigar se essa lua reúne condições que
permitam a existência de vida.
A NASA e o
Departamento de Energia também planejam apoiar o rover Rosalind Franklin,
da Agência Espacial Europeia (ESA), em sua missão de investigar a possibilidade
de existência de vida passada ou presente no Planeta Vermelho. Para isso, fornecerão
24 unidades de aquecimento semelhantes, destinadas a manter os instrumentos em
temperaturas adequadas diante do frio extremo do ambiente marciano.
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