A NASA e o Departamento de Energia dos EUA Assinaram MoU Para Discutirem Sobre Nova Era do Uso da Energia Nuclear no Espaço

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No dia 8 de outubro, o portal da NASA noticiou que a agência e o Departamento de Energia dos Estados Unidos assinaram um Memorando de Entendimento (Memorandum of Understanding — MoU), estabelecendo as bases para discussões sobre uma nova era de exploração espacial impulsionada pela energia nuclear.

Credito: NASA/Bill Ingalls
O administrador da NASA, Jared Isaacman, sentado à esquerda, e o secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, sentado à direita, seguram o Memorando de Entendimento assinado, intitulado “Acelerando a Liderança Americana em Energia Nuclear e Propulsão Espacial”, enquanto o diretor do Escritório de Política Científica e Tecnológica da Casa Branca (OSTP), Michael Kratsios, observa a cena durante a cúpula Ciência: Uma Era de Ouro, na quinta-feira, 8 de outubro de 2026, no Instituto da Paz Donald J. Trump, em Washington.

À medida que começa a Era de Ouro da exploração do espaço profundo, a NASA e o Departamento de Energia dos Estados Unidos estão avançando no desenvolvimento de tecnologias nucleares de nova geração, seguras e confiáveis, para aplicações espaciais.

Juntas, as duas agências impulsionarão a exploração espacial civil, abrirão caminho para descobertas científicas ousadas e consolidarão a liderança americana em energia nuclear e propulsão espacial.

“Estamos entrando na ‘Era Nuclear da NASA’, que representa uma grande transformação para a exploração espacial”, afirmou o administrador da NASA, Jared Isaacman. “A energia nuclear nos permitirá ir mais longe, operar por mais tempo e utilizar espaçonaves e instrumentos mais capazes do que nunca. O trabalho que estamos realizando hoje está lançando as bases para as espaçonaves de amanhã movidas a fissão nuclear e abrindo uma fronteira inteiramente nova para a exploração e a descoberta.”

O novo Memorando de Entendimento, intitulado “Acelerando a Liderança Americana em Energia Nuclear e Propulsão Espacial”, foi assinado na quinta-feira entre a NASA e o Departamento de Energia (DOE) e estabelece uma estrutura para a colaboração em todas as etapas dos projetos. O acordo reúne as duas agências em todo o espectro do desenvolvimento nuclear espacial, abrangendo desde pesquisas avançadas e produção de combustível até testes rigorosos, integração aos veículos de lançamento e operações. Em todas essas iniciativas, o compromisso inabalável com a segurança permanece como princípio central.

A assinatura ocorreu entre Isaacman e o secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, durante a cúpula Ciência: Uma Era de Ouro, organizada pelo Escritório de Política Científica e Tecnológica da Casa Branca no Instituto da Paz Donald J. Trump, em Washington. O acordo entrará em vigor no domingo, 1º de novembro.

“Graças ao presidente Trump, o renascimento nuclear dos Estados Unidos está alcançando uma nova fronteira”, declarou Wright. “O Departamento de Energia tem orgulho de estabelecer essa parceria com a NASA enquanto ajudamos as missões espaciais americanas a alcançar territórios inexplorados.”

A ordem executiva assinada pelo presidente Trump em dezembro de 2025, intitulada Garantindo a Supremacia Espacial Americana, determina que a NASA desenvolva, até 2030, um reator destinado à superfície lunar, pronto para lançamento. A NASA, em parceria com o Departamento de Energia, vem avançando de forma constante em direção a esse objetivo.

Esse acordo fundamental fortalece as colaborações já existentes em sistemas de energia baseados em fissão nuclear e radioisótopos, impulsionando a visão da NASA de estabelecer uma presença humana contínua na Lua e acelerando o desenvolvimento das tecnologias inovadoras necessárias para viabilizar essa missão.

Quando o Space Reactor 1 Freedom, da NASA, for lançado em 2028, a propulsão nuclear avançará da pesquisa laboratorial para aplicações operacionais no espaço profundo. Esse marco abrirá caminho para o Lunar Reactor 1, um sistema de energia de superfície baseado em fissão nuclear que fornecerá energia à futura base lunar, inclusive durante os períodos de escuridão e nas regiões permanentemente sombreadas.

A energia nuclear abastecerá habitats, sistemas de comunicação, instrumentos científicos, veículos exploradores, atividades de utilização de recursos e infraestruturas lunares essenciais. Ela também será indispensável para atender às elevadas necessidades energéticas das futuras missões a Marte.

Juntos, o SR-1 e o LR-1 constituem a base de uma robusta indústria nacional de energia nuclear espacial. Esses programas estão preparados para fornecer energia a postos lunares permanentes, viabilizar a exploração de mundos distantes e consolidar a liderança americana no espaço pelas próximas gerações.

Essas iniciativas ampliarão o alcance da humanidade em direção a Marte, reforçarão a preeminência americana na exploração do espaço profundo e abrirão caminho para tecnologias inovadoras que também trarão benefícios à vida na Terra.

Além da energia por fissão nuclear, a NASA continua ampliando o uso de sistemas de energia baseados em radioisótopos.

A Missão Dragonfly, destinada a Titã, lua de Saturno, e programada para lançamento em 2028, dependerá de um Gerador Termelétrico de Radioisótopos para Múltiplas Missões (Multi-Mission Radioisotope Thermoelectric Generator — MMRTG) e de 24 Unidades Leves de Aquecimento por Radioisótopos (Light Weight Radioisotope Heater Units — LWRHUs) para fornecer energia e calor à aeronave de asas rotativas do tamanho de um carro.
A Dragonfly voará até diferentes locais de Titã para investigar se essa lua reúne condições que permitam a existência de vida.

A NASA e o Departamento de Energia também planejam apoiar o rover Rosalind Franklin, da Agência Espacial Europeia (ESA), em sua missão de investigar a possibilidade de existência de vida passada ou presente no Planeta Vermelho. Para isso, fornecerão 24 unidades de aquecimento semelhantes, destinadas a manter os instrumentos em temperaturas adequadas diante do frio extremo do ambiente marciano.

Brazilian Space

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