O Brasil na Lua, Será Mesmo? Conheça Mais Sobre a "Missão Lunar Brasileira SelenITA"

Caros entusiastas das atividades espaciais!
 
Concepção artística do cubesat 12U da Missão SelenITA.

Pois então, enquanto os estadunidenses fazem história com a Missão Lunar Tripulada ARTEMIS II, os argentinos avançam ruma a lua com sua Missão ATENEA, e outras nações conquistam seu espaço no setor espacialCanadá, China, Índia, Japão, Rússia, entre outros —, não é segredo para ninguém (basta ter o mínimo de senso crítico) que o Brasil cada vez mais dá passos para trás.
 
Ações estapafúrdias, como a criação de uma versão deturpada da Lei-Geral do Espaço e a criação do Desatino ALADA, são protagonizadas pelos mesmos “Cabeças de Ovo” que atuam nos bastidores há décadas e que, infelizmente, ainda dão as cartas na gestão do nosso “Patinho Feio” governamental. Nesse contexto, após mais de 50 anos da criação do PEB, o resultado alcançado não poderia ser outro.
 
Entretanto, senhores e senhoras, mesmo na escuridão, sempre haverá um feixe de luz oriundo da esperança daqueles que realmente querem fazer as coisas acontecerem, apesar dos “Agentes do Caos”. E, no nosso Patinho Feio governamental, esse feixe de luz atende pelo nome de SelenITA.
 
Credito: Kleberth NIna
Modelo do SelenITA, nano satélite desenvolvido pelo Brasil.

Desconhecida da grande maioria do público brasileiro, a Missão Lunar SelenITA é uma iniciativa do Centro Espacial ITA (CEI), cuja missão é capacitar, explorar e inovar no setor aeroespacial, em um ambiente de ensino voltado ao desenvolvimento de sistemas espaciais, sediado que é no valoroso Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), em São José dos Campos (SP).
 
Vale esclarecer que a Missão SelenITA integra o esforço internacional em torno do Programa ARTEMIS da NASA, do qual o Brasil é signatário. Nesse contexto, este cubesat 12U orbitador lunar brasileiro, voltado a estudos de geociências e clima espacial, terá como objetivo estudar os campos magnéticos e as interações na crosta lunar, além de investigar o transporte de poeira na superfície da Lua, provocado por fenômenos elétricos e impactos de asteroides.
 
A missão, que estava inicialmente prevista para voar na Artemis III (cujo objetivo foi modificado recentemente), conta com o óbvio – e infelizmente indispensável – apoio político da farsa institucional espacial brasileira (AEB), recursos da FINEP e  de parcerias tecnológicas com universidades americanas, sendo, como já dito acima, a contribuição do Brasil para o programa de exploração lunar da NASA.
 
É claro que, apesar de fazer parte dessa importante iniciativa da NASA e de ter na liderança da equipe de desenvolvimento do CEI o inquieto Prof. Dr. Luís Eduardo Vergueiro Loures da Costa, um tremendo profissional realizador de projetos desafiadores, o caminho a ser percorrido pela Missão SelenITA será muito difícil, não só pelos desafios tecnológicos inerentes a projetos como esse, mas principalmente pela resistência dos “Agentes do Caos” espalhados nas instituições governamentais (civis e militares), com os quais a equipe será obrigada a interagir durante o período de desenvolvimento.
 
Só resta torcer para que a equipe do Dr. Loures, hoje integrada pelo nosso jovem amigo engenheiro maranhense Rodrigo Matos, tenha resiliência suficiente para combater as investidas desses “Agentes do Caos” que, infelizmente, vêm há décadas impedindo o desenvolvimento do setor espacial brasileiro.
 
Avante SelenITA!
 
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