Anos Após a Morte de Neil Armstrong, Sua Esposa Descobre Câmera Histórica Que Deveria Ter Ficado na Lua
Caros amantes das atividades espaciais!
Pois então, no dia de ontem (14/04), o portal IFLScience publicou uma informação bastante curiosa. Segundo a reportagem, anos após a morte de Neil Armstrong, sua esposa Carol Held Knight teria encontrado uma Câmera que a NASA originalmente pretendia deixar na Lua.
O objeto estava dentro de uma bolsa conhecida como “McDivitt Purse”, na qual também foram encontrados diversos artefatos da Missão Apollo 11. O mais surpreendente é que Armstrong teria mantido esses itens em sigilo por décadas, sem que a própria NASA soubesse que eles haviam sido preservados e, em certo momento, dados como perdidos.
Crédito da imagem: NASA
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| Se você ampliar o visor de Buzz Aldrin, essa é genuinamente uma das melhores imagens que temos de Neil Armstrong na Lua. |
Pois é, em 20 de julho de 1969, Neil Armstrong saiu do Módulo Lunar “Eagle” da Apollo 11 e se tornou o primeiro ser humano a pisar na superfície da Lua.
Permanecendo na superfície por 21 horas e 36 minutos, Armstrong realizou atividades científicas, tirou fotos da superfície lunar e fincou uma bandeira, ao lado do também astronauta Buzz Aldrin. As tarefas dos astronautas são diversas, e os dois também fizeram bastante coleta de material, reunindo 21,6 quilos (47 libras) de amostras da superfície lunar.
O peso era uma grande preocupação e, por isso, a NASA planejou deixar vários itens na Lua (sim, incluindo fezes de astronautas). Entre esses itens estava uma bolsa chamada McDivitt Purse. A parte “purse” (bolsa) do nome foi criada pelos astronautas por causa do estilo e do mecanismo de fechamento, que lembram uma bolsa de mão.
A parte “McDivitt” vem do fato de que, na Apollo 9, o comandante James McDivitt sugeriu que, ao trabalhar em ambientes de microgravidade, o ideal era ter uma pequena bolsa para guardar temporariamente objetos quando não houvesse tempo de colocá-los em seus lugares corretos. Algo como a cadeira onde você deixa roupas no quarto — mas no espaço.
Como mencionado, essa bolsa deveria ter sido deixada no espaço. Porém, anos após a morte de Armstrong, em 2012, sua esposa Carol Held Knight estava mexendo em um armário quando encontrou a bolsa e percebeu que ela continha itens claramente vindos de uma nave espacial. Carol já havia discutido a doação de outros artefatos de Armstrong para o Smithsonian National Air and Space Museum, então entrou em contato para saber se havia interesse.
“Nem é preciso dizer que, para um curador de uma coleção de artefatos espaciais, é difícil imaginar algo mais empolgante”, disse o curador Allan Needell em uma postagem de blog.
Com a ajuda de outros especialistas, uma equipe do museu começou a investigar se a bolsa realmente havia ido ao espaço. Logo descobriram que sim — e que originalmente estava programada pela NASA para ser deixada na superfície lunar. No entanto, em algum momento durante a missão, a agência mudou de ideia, como mostram as transcrições oficiais.
“Você sabe, aquela ali é só um monte de lixo que queremos trazer de volta — peças do módulo lunar, coisas variadas — e ela não fica fechada sozinha”, disse Armstrong a Michael Collins, o astronauta que pilotava o módulo de comando enquanto Armstrong e Aldrin estavam na Lua, acrescentando: “vamos ter que dar um jeito nisso”.
Dentro da bolsa, descrita posteriormente como “10 libras de equipamentos diversos do módulo lunar”, havia itens bastante interessantes. Entre eles, um cabo de segurança (tether), projetado para prender os astronautas caso algo desse errado e eles precisassem retornar ao módulo de comando por meio de uma caminhada espacial.
Ele nunca foi usado para esse fim, mas investigações posteriores mostraram que o cabo foi o mesmo que Armstrong usou como uma espécie de rede improvisada para as pernas. Após uma longa atividade extraveicular, os dois astronautas tiveram direito a um período de descanso de sete horas — mas havia um problema com o espaço disponível. Armstrong, sem o traje pressurizado, era alto demais para caber confortavelmente na cabine.
No geral, não foi um sono confortável, com o brilho da Terra e os ruídos na cabine dificultando o descanso. Mas Armstrong resolveu o problema suspendendo as pernas com o cabo.
“Acho que minha posição foi mais afetada pelo barulho do que a sua, porque você estava no chão — certo? — e eu estava sobre a cobertura do motor com um laço que improvisei para segurar minhas pernas, pendurado em alguma coisa lá em cima”, disse Armstrong mais tarde em uma entrevista.
“E minha cabeça ficava voltada para a parte traseira da cabine, e havia uma bomba de glicol ou de água muito perto de onde minha cabeça estava. Mas o controle de temperatura provavelmente foi o mais problemático.”
Essa já seria uma descoberta incrível, mas fica ainda melhor. Dentro da bolsa estava uma câmera de aquisição de dados de 16 mm — a câmera que havia sido instalada no módulo lunar, registrando a separação do módulo de comando e o primeiro pouso tripulado na Lua. Assim como os outros itens, ela também deveria ter sido deixada na Lua por questões de peso, mas a NASA mudou de ideia antes da partida dos astronautas.
Pelo que a equipe conseguiu determinar, quando esses itens foram encontrados em 2015, praticamente ninguém sabia que ainda existiam até Carol descobri-los no armário — e Neil nunca havia mencionado isso a ninguém nas décadas após o pouso na Lua. É provável que ele simplesmente tenha esquecido que os tinha — e, quando você esquece de objetos que usou como rede improvisada na Lua, isso é sinal de uma vida realmente extraordinária.
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