O Rotorcraft da Missão Dragonfly da NASA Ganha Forma e Passa Por Testes
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No dia de ontem (23/04), o portal da NASA informou que o rotorcraft da Missão Dragonfly da agência está começando a tomar forma — literalmente — com a entrega dos painéis que compõem o corpo do módulo de pouso do rotorcraft. Construída a partir de painéis tipo colmeia ultraleves, projetados no Johns Hopkins Applied Physics Laboratory (APL), em Laurel, Maryland, e fabricados pela Lockheed Martin Space, em Denver, a estrutura primária foi especialmente projetada para os desafios do voo na maior lua de Saturno, Titã.
Crédito: NASA/Johns Hopkins APL/Ed Whitman
De acordo com a nota do portal, cada painel utiliza chapas de alumínio com apenas 0,01 polegada de espessura — muito mais finas do que as normalmente usadas em espaçonaves — para atender aos rigorosos limites de massa exigidos para o voo motorizado pela atmosfera de Titã. Mas, embora toda a estrutura pese apenas 230 libras (cerca de 104 kg), ela também é resistente. “A estrutura é notavelmente leve e, ainda assim, forte o suficiente para suportar as intensas forças do lançamento e da entrada na atmosfera de Titã”, disse Gordon Maahs, engenheiro de sistemas mecânicos do Dragonfly no APL. “Nunca construímos algo assim.”
No início de abril, a equipe do APL começou a montar a fuselagem e integrar elementos estruturais importantes, incluindo a placa de montagem e a cobertura da fonte de energia do Dragonfly, um gerador termoelétrico de radioisótopos para múltiplas missões, que será instalado pouco antes do lançamento. Os engenheiros também realizaram um teste de encaixe do convés superior, que abriga componentes do sistema de telecomunicações do Dragonfly.
Em maio, serão realizados testes de vibração e carga estática na estrutura para medir a resposta do Dragonfly às forças dinâmicas do lançamento (da Terra) e da entrada e pouso na atmosfera de Titã. “O módulo está começando a se parecer com o Dragonfly”, disse Hunter Reeling, líder de integração e testes térmico-mecânicos do Dragonfly no APL. “Estamos animados para ver os projetos ganhando vida.”
Parachute Passa no Teste
Em fevereiro, a missão atingiu um marco significativo com a conclusão bem-sucedida de outra série de testes de queda de paraquedas, fundamentais para o desenvolvimento dos elementos do sistema de desaceleração por paraquedas do sistema de entrada, descida e pouso (EDL), que desacelerará o módulo Dragonfly durante sua descida na atmosfera de Titã.
Crédito: Airborne Systems North America
Liderado pela Airborne Systems, de Santa Ana, Califórnia, em coordenação com o Centro de Pesquisa Langley da NASA, em Hampton, Virgínia, e o Centro de Pesquisa Ames da NASA, no Vale do Silício, Califórnia, e realizado em Eloy, Arizona, o teste marcou os primeiros ensaios de um sistema completo de paraquedas, incluindo tanto o paraquedas drogue quanto o principal. Esses testes na Terra são projetados para replicar de forma fiel o ambiente que o Dragonfly enfrentará na atmosfera de Titã.
A equipe planeja realizar outra série de testes semelhantes de qualificação de projeto em outubro antes da construção dos sistemas de voo.
Preparando-se Para Amostrar a Superfície de Titã
O laboratório químico portátil do Dragonfly, que estudará a composição da superfície de Titã, está na fase final de integração e testes no Centro de Voos Espaciais Goddard da NASA, em Greenbelt, Maryland. Essa carga útil, chamada Espectrômetro de Massa do Dragonfly (DraMS), inclui dois sistemas para liberar moléculas de amostras coletadas pelo Dragonfly: dessorção a laser e cromatografia gasosa. Uma vez liberadas, as moléculas serão direcionadas a um espectrômetro de massa, que as identificará por suas massas.
Em 15 de abril, engenheiros concluíram os testes do sistema a laser, que foi integrado ao DraMS em fevereiro. Usando uma amostra com compostos conhecidos, a equipe confirmou que o laser e o espectrômetro de massa conseguem identificar substâncias químicas em uma amostra relevante, mesmo em quantidades muito pequenas.
Crédito: NASA/Mike Guinto
Nas próximas semanas, os engenheiros instalarão o sistema de cromatografia gasosa no DraMS e realizarão testes semelhantes. O sistema de cromatografia gasosa, fornecido pelo CNES (Centre National d’Études Spatiales), funciona aquecendo uma amostra, liberando moléculas e separando-as antes da análise. Juntos, os sistemas de análise por laser e por gás permitirão ao Dragonfly detectar compostos em uma ampla faixa de tamanhos.
O Dragonfly está programado para ser lançado não antes de 2028, em uma viagem de seis anos até a lua de Saturno, Titã, onde passará três anos voando de um local a outro para explorar diferentes regiões, estudando a química, a geologia e a atmosfera dessa lua semelhante à Terra e, em última análise, avançando na compreensão das origens químicas da vida.
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