O 'Projeto Júpiter' da 'Poli/USP' Realiza Com Sucesso o Lançamento do Seu Primeiro Foguete Impulsionado Por Motor de Propulsão Híbrida

Caros entusiastas das atividades espaciais!
 
No dia 3 de abril, o BS informou que a equipe de foguetes do Projeto Júpiter, da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli/USP), havia realizado com sucesso, em 15 de março, dois testes estáticos do motor de propulsão híbrida Nêmesis. Lembram disso? (reveja aqui)
 
Já na quarta-feira (08/04), o grupo anunciou, por meio de sua página no LinkedIn, um novo avanço: em 4 de abril, foi realizado com êxito o primeiro lançamento de um foguete impulsionado por um motor de propulsão híbrida. O feito é considerado um marco para a equipe, sobretudo por se tratar de uma tecnologia ainda pouco explorada no ambiente universitário brasileiro.
 
Segundo a equipe, a Missão Elara II teve como principal objetivo a integração e validação de subsistemas. Entre os destaques estão o primeiro voo com propulsão híbrida, a validação de um sistema de frenagem aerodinâmica, a verificação do desempenho de um mecanismo de mitigação do efeito “zipper” na abertura dos paraquedas, a avaliação da integridade estrutural da fuselagem e o treinamento operacional dos integrantes.
 
A campanha de lançamento começou na noite de sexta-feira (3) e foi concluída na noite de sábado (4), somando mais de 12 horas de operação conduzida integralmente por estudantes durante o feriado de Páscoa.
 
O foguete foi colocado em configuração de voo por volta do meio-dia de sábado. No entanto, as operações de abastecimento exigiram diversas intervenções, o que impactou o cronograma e levou ao lançamento às 18h06. O desempenho ficou abaixo do esperado, principalmente devido ao nível de oxidante disponível no momento da decolagem, o que resultou em um apogeu significativamente inferior ao previsto. Ainda assim, o sistema de recuperação foi acionado com sucesso, permitindo que o veículo retornasse ao solo com danos mínimos.
 
Até o momento, os resultados indicam robustez estrutural da fuselagem, reutilizada do foguete Odisseia II, lançado na Latin American Space Challenge em 2025. Também há indícios positivos quanto ao funcionamento do sistema de mitigação do efeito “zipper”, embora as condições de voo não tenham sido críticas para a ocorrência desse fenômeno. Análises mais detalhadas ainda serão realizadas.
 
A missão Elara II integra uma iniciativa de desenvolvimento de capacidade própria de lançamento, conduzida no campus da USP em Pirassununga. O projeto teve início após a experiência da equipe no Centro de Lançamento da Barreira do Inferno, da Força Aérea Brasileira (FAB), em 2017, quando foi lançado o foguete Imperius em cooperação com a equipe Minerva Rockets, da UFRJ.
 
De acordo com o grupo, o desenvolvimento e a operação do motor híbrido Nêmesis reforçam o compromisso com a inovação e o avanço tecnológico no setor aeroespacial. A missão também reflete a busca contínua por excelência em engenharia, alinhada à tradição da Poli/USP na formação de profissionais e no desenvolvimento de soluções de alto impacto.
 
Ao final da nota, a equipe agradece à Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos da USP e à Academia da Força Aérea (AFA) pelo suporte institucional, além de reconhecer o apoio de patrocinadores e parceiros, com destaque para os Amigos da Poli e a Air Liquide, pelo suporte técnico e fornecimento de insumos essenciais.
 
Aproveitamos neste momento para agradecer publicamente ao nosso amigo e membro do canal, Carlos Cássio de Oliveira, pelo envio dessa notícia.
 

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