Pensando Alto: Portugal Vai Albergar Inédito 'Porto Espacial' Para Pequenos Satélites

Olá leitor!

Segue abaixo uma interessante notícia publicada dia (16/11) no site do "Sputnik News Brasil" destacando que pensando alto, Portugal vai albergar inédito 'Porto Espacial' para pequenos satélites.

Duda Falcão

CIÊNCIA E TECNOLOGIA

Pensando Alto: Portugal Vai Albergar Inédito
'Porto Espacial' Para Pequenos Satélites

Por Caroline Ribeiro
Sputnik News Brasil
16/11/2018 - 08:52
Atualizado 16/11/2018 - 11:03

© Foto : Raytheon

A ilha de Santa Maria, localizada no arquipélago dos Açores, em Portugal, poderá receber a primeira base exclusiva para lançamento de pequenos satélites dentro da União Europeia. Consórcios internacionais de oito países estão na disputa para implementar e operar o novo porto espacial.

14 consórcios dos Estados Unidos, Rússia, Holanda, França, Itália, Alemanha, Espanha e Portugal apresentaram propostas de interesse durante a primeira etapa do Programa Internacional do Atlântico para o Lançamento de Satélites (ATLANTIC ISLP).

"Neste momento, se reuniu uma comissão de alto nível para avaliação destas propostas. Depois esta comissão vai convidar um determinado número de empresas para avançarmos para a próxima fase, que será um chamado para apresentação de propostas mais concretas. Esta segunda fase vai decorrer entre janeiro e fevereiro de 2019", explica à Sputnik Brasil o secretário regional do Mar, Ciência e Tecnologia dos Açores, Gui Menezes.

O programa é um passo importante na caminhada de Portugal rumo ao desenvolvimento de novas tecnologias, voltadas para um novo tipo de mercado.

"Deve atender à crescente demanda que visa órbitas específicas para pequenos satélites, para diversas finalidades, como aplicativos de comunicação, […] aplicativos de observação da Terra, que podem ir de monitorar agricultura e pesca, oceanos, fazer medições terrestres e aéreas, até monitoramento de infraestruturas, desenvolvimento urbano, segurança, entre outros — um mercado que deve valer vários bilhões de euros na próxima década", lê-se na justificativa do programa.

A expectativa é fornecer um serviço de baixo custo para quem quiser lançar um satélite de até 500 kg para órbitas polares ou sincronizadas com o Sol, que vão de 400 até mil km de altitude. A iniciativa é do governo português e do governo regional dos Açores, "mas conta com apoio técnico da Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês), da qual Portugal é membro. A agência vai acompanhar e aconselhar durante todas as etapas", diz à Sputnik Brasil Piero Messina, oficial do departamento de estratégia da sede da ESA, em Paris.

O estudo mais recente sobre a viabilidade do porto espacial nos Açores foi apresentado à agência no mês de julho. A análise aponta a localização geográfica privilegiada da Ilha de Santa Maria para receber a base.

"A ilha está em um ponto do oceano Atlântico onde não há proximidade com outros territórios povoados, isso dá mais segurança para as operações de lançamento", explica o especialista da ESA.

Além do investimento privado do consórcio vencedor, o investimento do governo português previsto gira em torno dos cinco milhões de euros (mais de 20 milhões de reais).

"Estão previstas correções de algumas estradas para acesso ao local do porto espacial, algumas melhorias na zona do aeroporto, para combustíveis e armazéns, na infraestrutura básica do local, rede de água, eletricidade e preparação do terreno", explica o secretário Gui Menezes.

A previsão é de que o porto espacial esteja em operação no primeiro semestre de 2021. Para o governo português, a instalação vai estimular geração de empregos e desenvolvimento para a região.

"Esperamos que surjam outras empresas relacionadas com esta área espacial, não só na área de lançamentos de microssatélites, mas também de toda a cadeia de valor, de desenvolvimento de softwares, hardwares, que haja um forte envolvimento de empresas portuguesas neste processo e também, aliado a isso, a fixação de recursos humanos qualificados nos Açores", estima Gui Menezes.


Fonte: Site Sputniknews Brasil - http://br.sputniknews.com/

Comentário: Pois é leitor, com esta iniciativa, Portugal irá dar um enorme salto para abocanhar grande fatia do mercado internacional de lançamentos de pequenos satélites, serviço este que também faz parte dos planos do Andoya Space Certer (ASC) da Noruega, se utilizando de foguete próprio já em desenvolvimento, e da Swedish Space Corporation (SSC) da Suécia, a priori se utilizando do foguete VLM-1 em desenvolvimento pela Alemanha e pelo Brasil. Note você leitor, que o Brasil poderia ter saído na frente de todas essas nações com o CLA, isto se não fosse à falta de visão e de brasilidade, compromisso e planejamento estratégico e uma estupidez sem limites, desde o desgoverno Collor de Mello até o desgoverno TEMER (sendo honesto como toda pessoa de bem deve ser) desde que assumiu a presidência após o impeachment da debiloide da Dilma Rousseff, vem ao seu jeito tentando mudar os rumos do PEB. A esperança agora da parte séria da Comunidade Espacial, aquela realmente preocupada com Macro e não no Micro é que, com a chegada do astronauta Marcos Pontes em janeiro de 2019 ao comando do Ministério da C&T do Governo Bolsonaro, seja feita uma tremenda lavagem em todos os players que atuam no PEB, para assim retirar de cena as ervas daninhas e forças ocultas que atuam no setor há décadas prejudicando o programa por incompetência, corrupção e falta de brasilidade, especialmente leitor dentro de nossa AEB (já se fala inclusive em realizar em sua sede em Brasília, um grande evento ecumênico, para assim limpar as energias negativas de anos em toda sua estrutura) além é claro de fazer uma eficiente analise para identificar o que de útil pode ser aproveitado do trabalho realizado pelo Comitê de Desenvolvimento do Programa Espacial Brasileiro (CDPEB) criado pelo desgoverno TEMER, e fazer as mudanças no que for necessário, sempre em busca de uma eficiente gestão, com visão estratégica, e acompanhando esta nova onda do “New Space”.  Não há mais tempo a perder leitor, precisamos trabalhar rápido para fazermos do CLA um grande e eficiente espaçoporto internacional que traga recursos para o país, para assim serem empregados em nosso próprio Programa Espacial. Outro ponto a ser observado é que precisamos urgentemente de um lançador de satélites (é inadmissível o quarto programa espacial mais antigo do mundo, em pleno século 21, ainda não ter acesso ao espaço por meios próprios), e mesmo a contragosto, acho que o projeto do VLM-1 (hoje mais alemão do que brasileiro), devido ao seu já avançado estágio de desenvolvimento, deva ser acelerado e levado como está, e em paralelo o Governo Bolsonaro crie um consorcio publico/privado ou só privado, para assim produzir o mais rápido possível os equipamentos sensíveis e estratégicos que serão fornecidos pela parte alemã para este Projeto.  Além disso leitor, aproveitando-se do conhecimento já disponível  no país nesta área, e o que seria paralelamente desenvolvido para substituir as partes sensíveis alemãs do projeto do VLM-1, sugiro ao Governo Bolsonaro que, paralelamente ao projeto do VLM-1, este mesmo consorcio publico/privado ou só privado, seja desafiado a desenvolver um novo projeto mobilizador de acesso ao espaço, com prazo de entrega fixado (foguete qualificado para voo) ainda dentro da própria gestão Bolsonaro. Acredito em nossos cientistas e pra mim não há a menor duvida quanto a isso, só falta mesmo seriedade, boa gestão e compromisso do Governo para assim atingirmos este objetivo. Porem leitor, chamo aqui a sua atenção para a questão do combate as ações de inteligência no país, ou seja, não há como ser eficiente no setor C&T, especialmente na área espacial, se não criarmos um serviço de contra-inteligência eficiente no Brasil. Presidente Bolsonaro, é bom ficar bem atento para esta questão.

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