Futuro Ministro da Defesa Apoia Uso Comercial da Base de Alcântara

Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia postada ontem (22/11), no site do jornal “O Estado de São Paulo”, destacando que futuro Ministro da Defesa do Governo Bolsonaro apoia uso comercial da Base de Alcântara.

Duda Falcão

POLÍTICA

Futuro Ministro da Defesa Apoia Uso
Comercial da Base de Alcântara

O centro está pronto para que dali sejam lançados satélites de qualquer
tipo, mas isso só poderá acontecer depois de o Brasil assinar um acordo
de salvaguardas tecnológicas com os Estados Unidos.

Rafael Moraes Moura,
Tânia Monteiro e Teo Cury,
O Estado de S.Paulo
22 Novembro 2018 - 17h27

Foto: Lisandra Paraguassu/Estadão
A Base de Alcântara se localiza no Maranhão.

BRASÍLIA - O general da reserva Fernando Azevedo e Silva, indicado para assumir o Ministério da Defesa no governo de Jair Bolsonaro (PSL), sinalizou nesta quinta-feira, 22, apoio ao uso comercial da base de Alcântara, no Maranhão, com lançamento de satélites por qualquer país interessado em fazê-lo. Auxiliar especial do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, o general pretende tratar da transição no Ministério da Defesa no início do próximo mês com o atual titular da pasta, o general da reserva Joaquim Silva e Luna.

O Centro de Lançamentos de Alcântara (CLA) está pronto para que dali sejam lançados satélites de qualquer tipo, de propriedade de qualquer país. Mas isso só poderá acontecer depois de o Brasil assinar um acordo de salvaguardas tecnológicas com os Estados Unidos, que está sendo desenhado pelos dois países e que retirou das tratativas pontos polêmicos que foram rejeitados pelo Congresso brasileiro, e que estavam previstos no acordo de 2001.

Durante a campanha eleitoral, integrantes das Forças Armadas Brasileiras (FAB) entraram em contato com candidatos à Presidência da República para defender a aprovação do acordo de salvaguardas tecnológicas com os Estados Unidos e liberar a comercialização na base de lançamentos de Alcântara.

“Isso eu tenho de me aprofundar um pouquinho mais. É uma opinião que aquilo lá pode ser autossustentável, é bom para a gente, é bom para quem requisitar aquilo. A ideia é mais ou menos essa”, disse o general Fernando Azevedo e Silva.

“Não é base militar americana. É pra quem se dispor a usar, para lançar satélites”, completou.

A vitória de Bolsonaro na corrida ao Palácio do Planalto abriu as pontes de diálogo com a Casa Branca e facilitou a negociação dos termos do acordo com os estadunidenses.

Transição - O futuro ministro da Defesa afirmou que a partir do início do próximo mês vai aprofundar as discussões sobre a transição com o general da reserva Joaquim Silva e Luna.

“As forças são muito organizadas, diferente dos outros ministérios. Você olha para baixo, vê o Exército, depois você vê a Marinha, a Força Aérea, não tem o que mudar”, comentou Azevedo e Silva.

“A prioridade minha é tentar manter vivos os projetos, cada força tem o seu portfólio, aí você tem a política nacional de defesa, a estratégia nacional de defesa que dá a direção de cada força, e o Livro Branco, então você tem um norte a seguir. A questão é orçamentária”, frisou.

Azevedo e Silva também informou que deve ser substituído no Supremo por outro nome das Forças Armadas.


Fonte: Site do jornal O Estado de São Paulo - 22/11/2018

Comentário: Pois é leitor, não há outra solução, ou fazemos esse acordo ou é melhor esquecer esta história de lançar satélites comercialmente, pois sem ele jamais seremos competitivos no mercado internacional de lançamentos de satélite comerciais e de cargas de qualquer espécie. Um bom exemplo disso é o caso recente do lançamento na Nova Zelândia do foguete “Electron” da “Rocket Lab” (veja aqui), numa missão intitulada de “Valendo", que levou ao espaço dois satélites de rastreamento naval para a Spire Global, um pequeno satélite de monitoramento ambiental para a GeoOptics, e uma pequena sonda construída por estudantes do ensino médio da Califórnia (olha ai Eng. Lucas). Pois então, sem esse acordo jamais poderíamos lançar essas cargas do Brasil, seja através de um foguete brasileiro, seja através de um foguete estrangeiro. Isso é um fato e não podemos lutar contra as regras do jogo, os caras mandam no mercado, ponto. Agora leitor, isto não significa que precisamos fazer um mal acordo e nem que faremos, é necessário que tenhamos bons negociadores nesta negociação, para assim não correr riscos de sermos engambelados pelo americanos que, como de costumes farão de tudo para colher vantagens para sua sociedade, da mesma forma que qualquer nação séria faria para a sua, ponto. São as regras do jogo, se não sabes jogar, não jogue, o resto é choro. Fique atento, pois mais tarde ou no mais tardar amanha vou postar aqui uma matéria sobre um tema extremamente importante que tem haver com o sucesso ou o insucesso da eficiência no Programa Espacial Brasileiro, bem como na ciência e na alta tecnologia como um todo desenvolvida no Brasil. Bem vindo leitor ao mundo de verdade. Antes de ir, alguém viu o Sr. Braga Coelho por ai? Aproveitamos para agradecer publicamente ao nosso leitor Rui Botelho pelo envio desta notícia.

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