segunda-feira, 26 de novembro de 2018

Os CBERS 5 e 6 na Festa do Interior da AEB na China ao Apagar das Luzes

Olá leitor!

Pois bem, após ler a nota que a AEB publicou em seu site oficial no dia (23/11) sobre a visita do diretor internacional do grupo francês Safran do Brasil, Michel Provost, e do professor da Faculdade de Tecnologia da Universidade de Brasília (UnB), Antônio Brasil, a sede da agência, notei que ambos estranhamente foram recebidos pelo diretor Dr. Carlos Alberto Gurgel Veras (Diretoria de Satélites, Aplicações e Desenvolvimento - DSAD) que atuou com presidente substituto.

Pois então leitor, diante deste suposto desaparecimento do Sr. Braga Coelho, matutei comigo onde ‘diabos’ poderia estar o presidente desta Agência de Brinquedo neste momento de reta final do desgoverno PT/PMDB? Estaria ele circulando pelos bastidores políticos de Brasília resolvendo questões ligadas a agência? Estaria ele resolvendo alguma questão de ordem pessoal, ou uma vez mais esse desorientado de carreira estaria passeando pelo mundo as nossas custas?

Pois é amigo leitor, após pesquisar junto aos meus contatos e sem surpresa nenhuma de minha parte, mais uma vez para o uso mal fadado dos recursos do povo brasileiro, o presidente da AEB em comitiva estava na China (deve está retornando hoje para o Brasil), após ter recebido convite (veja abaixo em Chinês e Inglês) do “China National Space Administration (CNSA)” tendo como objetivo comemorar os 30 anos da Cooperação Espacial Brasil/China, bem como tratar diversos assuntos relacionados com esta cooperação internacional.

Convite enviado pela CNSA chinesa em
duas línguas, datado de 16/10/2018

O leitor pode estar agora meio confuso e se perguntando qual o problema com isso, afinal o caminho não seria este mesmo Duda?

Bom amigo leitor, acontece que como você mesmo pode notar acima, o tal convite não cobre nenhum custo (eles deixam bem claro isso) e neste momento de reta final deste desgoverno era inapropriado qualquer viajem nesse sentido, afinal o Sr. Braga Coelho e toda sua trupe de colaboradores deveriam sim estar empenhados em prestar contas a Comissão de Transição do Governo Bolsonaro. Porém sabendo que em breve uma profunda limpeza será feita neste órgão ineficiente e vendedor de fantasias, eles não penderam a oportunidade e ao que parece se aproveitaram do convite chinês para fazer mais uma FESTA DO INTERIOR (boquinha no resto do país) as custas do erário publico brasileiro. E tem mais. Observe com bastante atenção o documento abaixo “Justificativa de Afastamento do País” de 19/10/28, este assinado emitido e creio eu enviado ao MCTIC pelo Sr. Braga Coelho (diga-se de passagem, enviado fora do prazo legal, o que seria mais uma razão para declinar o convite chinês), quem iria compor esta trupe do Trem da Alegria.

Justificativa para viagem segundo o Sr. Braga Coelho

Pois é, o leitor mais atento deve ter percebido que o Dr. Carlos Alberto Gurgel Veras (que decepção) o mesmo Diretor da AEB que recepcionou os representantes do Grupo Safran e da UnB na sede da agencia citado por mim no inicio deste artigo, iria participar desta farra na China. O leitor pode esta dizendo para si mesmo, mas como, como ele pode estar em dois lugares ao mesmo tempo? Hummmmmm.

Caro leitor, é ai que está à outra questão e a mais grave de todas, pois o Dr. Gurgel (triste e revoltante) segundo minhas fontes (e pode-se notar isso no Documento de justificativa acima publicado), tinha uma objetivo definido ao apagar da luzes de 16 anos desastrosos dos desgovernos desses esquerdopatas e populistas de merda, ou seja, assinar um novo acordo com os chineses para os Satélites CBERS 5 e 6, comprometendo assim o futuro governo com orçamentos altos em projetos que já cumpriram sua missão e hoje são verdadeiramente trambolhos tecnologicamente defasados e que já deveriam estar mortos e enterrados. Mas porque o Sr. Braga Coelho faria algo assim Duda? Bom eu diria a você leitor que nesse momento seria difícil de afirmar algo com certeza, mas como ele é apadrinhado do Dr. Marco Antônio Raupp (outra grande decepção), este hoje Diretor-Geral do “Parque Tecnológico de São José dos Campos” (para onde o Sr. Braga Coelho deve correr logo que deixar a AEB, provavelmente junto com alguns de seus apadrinhados) possa ser que seja por interesses cruzados, afinal algumas das empresas que participam do Programa CBERS tem as suas sedes neste Parque, ou mesmo só para colocar o Governo Bolsonaro num buraco tecnológico e orçamentário difícil, ou até mesmo por ambas as situações. Pois é, sabe-se lá o que se passa na cabeça dessa gente? Sinceramente caro leitor transito por uma outra estação, onde militam pessoas que só fazem o bem ao próximo, verdadeiros cidadãos preocupados com a total degradação moral e de costumes que hoje atinge fortemente a nossa sociedade.

Pois bem leitor, continuando, quando a Comissão de Transição do Governo Bolsonaro ficou sabendo que o Sr. Braga Coelho, o Dr. Petrônio Noronha de Souza e o Dr. Gurgel iriam para China não só para as comemorações dos 30 anos do Programa CBERS, mas também para assinar “no apagar das luzes” um novo acordo para estes trambolhos tecnológicos, cientes da gravidade de tal comprometimento para o futuro governo e para os orçamentos futuros, o atual Ministro do C&T, Gilberto Kassab, foi imediatamente contatado para impedir a viajem desse Trem da Alegria que, como dissemos anteriormente no artigo, deveria sim era estar prestando contas do PEB e não viajando para firmar acordo na surdina.

Entretanto leitor, o Ministro Kassab alegou para Comissão de Transição do Governo Bolsonaro que, como o Despacho da viajem (veja abaixo) já havia sido publicado no Diário Oficial da União (DOU), seria inconveniente suspender a ida da comitiva. Porém desautorizou o Sr. Braga Coelho de firmar qualquer compromisso com chineses. Ufa, escaparmos por muito pouco. O resultado disso leitor é que o Dr. Gurgel não fez parte da comitiva que foi a China, já que a sua função era negociar o acordo, e por causa disso foi ele quem recebeu os representantes da Safran/UnB na sede da Agencia como dito no inicio deste artigo.


Despacho da viajem publicado no DOU em 26/10/2018

Pois então, enquanto isso internamente dentro da Agencia, os servidores sem saberem e surpresos com que havia acontecido para o Dr. Gurgel não ter viajado com o Trem da Alegria, foram esclarecidos pelo mesmo com a estoria de que a sua permanência no Brasil teria sido devido ao lançamento do ITASAT-1. Ora leitor, se o satélite vai ser lançado dos EUA e ele não irá acompanhar 'in loco', qual a diferença dele estar no Brasil ou em outra parte do mundo?

Mas ainda tem mais leitor. Não contente com a festa que só seria confirmada pelo Ministro Gilberto Kassab pelo Despacho acima publicado do DOU no dia 26/10, no dia 24/10, ou seja, dois dias antes, o Sr. Braga Coelho emitiu um memorando interno, solicitando (creio eu a uma de suas diretorias) a aquisição de 15 pedras semi-preciosas, afim de assim presentear aos chineses. Pois bem, muito creio eu que a contrapartida chinesa deva existir e neste caso, seja ela qual for Sr. Braga Coelho, é desnecessário dizer (espero) que a mesma é patrimônio público e assim deve ser entregue ao departamento governamental responsável. Que fique bem claro, tá bom? Veja leitor o memorando citado abaixo.


O memorando das pedrinhas

E para completar leitor, a outra questão a ser abordada é a presença na comitiva da Sra. Leila de Morais (Chefe de Gabinete do Sr. Braga Coelho), com a justificativa de ajudar a organizar o evento, o que é estapafúrdio, pois normalmente eventos dessa natureza são realizados pelo anfitrião do evento (coisas que os chineses fazem muito bem, não precisando de ajuda nenhuma) e seria até uma afronta o convidado se envolver nesse tipo de atividade, inclusive também pelo fato da Assessora de Cooperação Internacional da Agencia, a Sra. Renata Corrêa Ribeiro, já fazer parte da comitiva brasileira.

Segundo as minhas fontes, a Sra. Leila de Morais na verdade não tem qualquer formação na área espacial, nem tampouco na área de relações internacionais, sendo uma das "viúvas" do desgoverno da Debi Dilma, colocada na AEB pelo próprio Sr. Braga Coelho, para assim encobrir malfeitos e perseguir servidores que denunciaram irregularidades dentro da Agencia. Segundo outra fonte, o presidente da Agencia a chama publicamente de "Minha Advogada", o que o leva a crer que esta foi a forma que o Sr. Braga Coelho encontrou para pagar os seus honorários, complementa dizendo.

"Quem na verdade deveria representar juridicamente a AEB seria a Procuradoria Jurídica do Órgão". Fora o fato de que, essa é a primeira vez na historia deste Órgão destrambelhado que um Chefe de Gabinete viaja para China. Afinal por ser uma cargo DAS-4, não tem o status de representatividade que os diretores que são DAS-5 possuem", finaliza minha fonte.

Pois é leitor, diante de tudo que aconteceu nesta desastrosa gestão do Sr. Braga Coelho junto a este órgão inócuo e vergonhoso, como cidadão brasileiro faria aqui uma sugestão (que até não é minha, e sim de um amigo meu) a Comissão de Transição do Governo Bolsonaro. Como vocês estão pensado em fazer uma auditoria no BNDES e na Petrobras, porque também não fazer uma profunda auditoria no Programa Espacial Brasileiro (PEB) e também e principalmente nessa Agencia Espacial de Brinquedo? Fica a sugestão.

Duda Falcão

3 comentários:

  1. Olá Duda, tudo bem? Não vou entrar no mérito de suas críticas aos motivos do pessoal da AEB, mas como servidor do INPE, gostaria de colocar algumas poucas considerações quanto ao CBERS. Primeiramente, o que se está discutindo para os próximos satélites da parceria é tecnologicamente muito interessante ao Brasil, e bem diferente dos satélites atuais e da divisão de responsabilidades histórica desse programa. Não tenho informações quanto à publicidade disso, então não entrarei em detalhes, mas aguarde um pouco para conferir se te parece promissor. Sobre acordos, qualquer eventual entendimento na China teria que, de qualquer forma, ser aprovado pelo congresso, como é praxe nessas missões. Abraço!

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    1. Olá Fabrício! Tá tudo bem amigo e contigo? Fabrício, quero mesmo acreditar que esses CBERS 5 e 6 seriam mesmo tecnologicamente muito interessante para Brasil como você diz, mas além de não acreditar nisto jovem amigo, existe muita coisa sobre todo este Projeto e ai, desde o seu início, que precisa ser investigada, denuncias gravíssimas Fabrício que se confirmadas forem, vai virar festa com uma uma grande distribuição de camisas listradas para os responsáveis. Porém tudo ao seu tempo.

      Forte abraço

      Duda Falcão
      (Blog Brazilian Space)

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  2. Oi Duda!
    Efetivamente, o modelo atual do CBERS4a (a ser lançado ano que vem) é defasado tecnologicamente e fora da tendência de se empregar pequenos satélites, principalmente em constelações (homogêneas ou heterogêneas), cuja atuam conjunta cumpre as missies de um grande satélite, com custos e riscos menores e confiabilidade, revisita e disponibilidade maiores.
    O CBERS com quase 2.000kg de massa só faria sentido no futuro caso fosse um Satélite Radar de Abertura Sintética (SAR - Synthetic Aperture Radar), ainda que a Surrey (SSTL) já tema apresentado um SAR de 700kg de massa, o NovaSAR (https://www.sstl.co.uk/media-hub/latest-news/2018/sstl-confirms-the-successful-launch-of-novasar-1-a).
    Para resumir sugiro a leitura da Nota Técnica nr 42/DSAD/2017 escrita sob a minha coordenação enquanto ainda Tecnologista da AEB, nota essa que serviu de base para o artigo aprovado no 1o CAB.
    Em ambos os documentos, além da adequação tecnológica do CBERS para a missão SAR, por mim denominado como NewCBERS-SAR, constatou-se, em compilação de pesquisa com 20 órgãos nacional, que a demanda nacional carece de imageamento por radar e imagens de alta e altíssima resolução, conforme atesta o trabalho mais abrangente do Relatório da AEB (http://brazilianspace.blogspot.com/2018/11/resultados-de-pesquisa-da-aeb-serao.html?m=1).
    No que diz respeito ao acordo com a China, o Plano Decenal Brasil - China, renovado ainda no governo Dilma, como um acordo guarda-chuva, delega expressamente autonomia às agências dos dois países para celebrarem acordos de cooperação técnica dentro do escopo e limites de suas competências.
    Portanto, seria teoricamente possível um comprometimento futuro (sem nenhuma transparência ou discussão com a comunidade espacial) com a continuidade do CBERS sem nenhuma atualização da missão.

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