Rússia Testa Com Sucesso Principal Componente de Motor Nuclear Espacial

Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia publicada dia (29/10) no site do Sputnik News Brasil destacando que a Rússia testou com sucesso principal componente de motor nuclear espacial.

Duda Falcão

CIÊNCIA E TECNOLOGIA

Rússia Testa Com Sucesso Principal
Componente de Motor Nuclear Espacial

Sputnik News Brasil
29/10/2018 - 06:00
Atualizado 29/10/2018 - 06:09

© Foto: NPO Energomash

A Rússia realizou testes terrestres do componente mais importante do motor de propulsão nuclear a ser utilizado nas naves espaciais – o sistema de resfriamento –, segundo relatado no site de compras públicas.

"Os trabalhos foram concluídos na íntegra. Os resultados correspondem aos requisitos das especificações técnicas", divulga o relatório.

Os testes demonstraram as características de funcionamento dos componentes e conjuntos de sistemas de arrefecimento em condições mais próximas possíveis das condições do espaço exterior. O cliente é a corporação estatal ROSCOSMOS e o principal executor é o Centro Estatal de Pesquisa Keldysh.

Questão-Chave

Os sistemas de propulsão nuclear, capazes de permitir voos espaciais a longas distâncias, produzem muito calor, por isso precisam de refrigeração eficiente. Nesse caso, o calor deve ser desviado para o espaço exterior, por meio de radiadores. Os radiadores usados até agora para resolver o problema não são eficazes e, além disso, estão expostos a meteoritos.

Os especialistas da ROSCOSMOS e de universidades russas desenvolveram uma solução, ao usar um arrefecedor de gotejamento que funciona como uma espécie de chuveiro: o líquido não circula em tubos, mas é pulverizado em forma de gotículas diretamente no espaço, liberando o calor. Depois, é capturado por um dispositivo e passa por um novo ciclo. Esse processo faz com que o líquido esfrie rapidamente devido à maior área de superfície das gotas. Além disso,  visto que o dispositivo tem uma estrutura mais leve, a sua resistência e durabilidade aumenta em relação a acidentes com meteoritos.

Resultados Obtidos

A Rússia está implementando desde 2010 um projeto para criar um módulo de transporte e energia baseado em um sistema de propulsão nuclear de classe megawatt. O objetivo do projeto é garantir a liderança russa no desenvolvimento de sistemas de propulsão altamente eficientes para fins espaciais.

As soluções técnicas incorporadas ao conceito permitirão resolver uma ampla gama de tarefas espaciais, incluindo os programas de pesquisa da Lua, missões a planetas distantes e criação de bases em suas superfícies.


Fonte: Site Sputniknews Brasil - http://br.sputniknews.com/

Comentário: Pois é leitor, quando se trabalha com dedicação, comprometimento e competência, alcança-se resultados concretos, e na Rússia, como também em diversos outros países que conduzem seus programas espaciais com seriedade, resultados com esse são bastante comuns, pois nesses países projetos estratégicos são conduzidos com a reponsabilidade esperada por suas sociedades. No Brasil, onde nossa sociedade é uma tremenda baderna movida por interesses nada nobres, na verdade infelizmente desde o ex-governo Collor de Mello se brinca de fazer programa espacial, e a grande prova disto é a existência de uma Agencia Espacial de Brinquedo (AEB) sob o desastroso comando de um incompetente de carreira que, com a eleição do novo presidente Jair Messias Bolsonaro, já está com seus dias contados (deixando um legado desastroso na Agencia) e em breve deverá muito provavelmente voltar a trabalhar ao lado do seu grande protetor, o ex-ministro Marco Antônio Raupp. Quanto a matéria acima, vale lembrar leitor que o Brasil apesar do descaso governamental também vem se aventurando no desenvolvendo de tecnologias de propulsão avançadas, como por exemplo, a PROPULSÃO A LASER em projeto denominado de “Demonstrador Tecnológico de Propulsão a Laser”, fruto de uma parceria entre o “Laboratório de Aerotermodinâmica e Hipersônica Henry T. Nagamatsu” do Instituto de Estudos Avançados-IEAV do DCTA da FAB e o Laboratório de Pesquisas da Força Aérea-AFRL dos EUA, a PROPULSÃO HIPERSÔNICA A AR ASPIRADO em projeto denominado “Veículo Hipersônico 14-X”, este também desenvolvido pelo “Laboratório de Aerotermodinâmica e Hipersônica Henry T. Nagamatsu”, a PROPULSÃO IÔNICA (elétrica), esta desenvolvida por duas equipes distintas, sendo uma locada no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais-INPE e a outra, na Universidade de Brasília-UnB, e evidentemente a PROPULSÃO NUCLEAR ESPACIAL, em projeto denominado “Projeto Terra – TEcnologia de Reatores Rápidos Avançados”, este em desenvolvimento pelo “Laboratório de Sistemas Térmicos da Divisão de Energia Nuclear” do IEAv. Entretanto leitor, a falta de uma efetiva politica espacial governamental com comprometimento e cobrança por resultados, fazem com que esses projetos passem anos dentro dos laboratórios sem qualquer garantia de se tornarem tecnologias a serem realmente empregadas. Agora com a eleição do presidente Jair Bolsonaro, a esperança é que esta cultura dentro das Forças Amadas e dos institutos de pesquisas governamentais da área civil seja definitivamente eliminada, e que assim se passe a privilegiar a competência e a cobrança por resultados.

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