segunda-feira, 14 de março de 2016

Reestruturação é Prioridade do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota publicada dia (11/03) no site da Força Aérea Brasileira (FAB), destacando que segundo o novo diretor interino do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), o Major-Brigadeiro do Ar Antônio Carlos Egito do Amaral, a prioridade de sua gestão será a Reestruturação do Departamento.

Duda Falcão

COMANDO

Reestruturação é Prioridade do Departamento
de Ciência e Tecnologia Aeroespacial

Unidade é responsável por desenvolver ciência, tecnologia e inovação voltadas para o emprego aeroespacial

Por Ten Jussara Peccini
Agência Força Aérea
Publicado: 11/03/2016 - 15:20h


O Major-Brigadeiro do Ar Antonio Carlos Egito do Amaral assumiu nesta sexta-feira (11/03), interinamente, a direção-geral do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), em São José dos Campos (SP). O oficial-general foi indicado à promoção para o posto de Tenente-Brigadeiro em dezembro do ano passado. Ele recebeu o cargo do Tenente-Brigadeiro do Ar Alvani Adão da Silva que assumiu, na quinta-feira (10/03), a Chefia de Assuntos Estratégicos do Ministério da Defesa. A solenidade foi presidida pelo Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Nivaldo Luiz Rossato.

“O DCTA tem a missão de desenvolver ciência, tecnologia e inovação com o foco no poder aeroespacial, ou seja, aumentar a capacidade operacional da Força Aérea. Tudo o que é desenvolvido aqui tem esse objetivo”, afirmou o novo diretor-geral.

Uma das prioridades da nova gestão é a reestruturação organizacional. “A reestruturação de processos e das Organizações vai permitir uma melhor eficácia administrativa e fazer com que os institutos, que realizam as pesquisas de campo, possam estar focados na sua missão”, detalhou.

Em seu discurso, o Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Nivaldo Luiz Rossato, afirmou que o cenário atual é de superação de obstáculos e de mudanças profundas na estrutura de nossa Força, as quais objetivam a otimização do uso dos recursos disponíveis, aliada ao aumento de nossa capacidade operacional.

"O legado deixado por personalidades como Alberto Santos Dumont e Casimiro Montenegro Filho nos impulsiona a perseverarmos na busca do contínuo aprimoramento do conhecimento científico tecnológico, para que possamos fortalecer nosso poder aeroespacial com vistas à manutenção da soberania dos interesses nacionais", destacou.


Balanço - Desde abril de 2014 à frente da unidade de tecnologia da Aeronáutica, o Tenente-Brigadeiro Alvani acompanhou o início das obras de infraestrutura para a ampliação do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), com a construção do prédio de ciências fundamentais. “O DCTA é a organização que está pensando o futuro da Força Aérea, antecipando demandas. Acredito que o avanço mais importante da instituição é a modernização do ensino de engenharia e a expansão do Instituto Tecnológico de Aeronáutica”, avaliou. 

O oficial-general também acompanhou a ampliação da infraestrutura do Centro de Lançamento de Alcântara, com a construção do prédio para abrigar propulsores, do prédio de segurança do setor de preparação e lançamento, além do novo posto médico. Sob sua gestão, iniciou a execução do contrato de desenvolvimento do Gripen NG e foi realizada a Operação Raposa, que contou com o lançamento do primeiro foguete nacional com motor movido a etanol e oxigênio líquido.

DCTA – O Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) foi criado na década de 50 e engloba cinco institutos de pesquisa - Instituto de Tecnologia Aeroespacial (ITA), Instituto de Estudos Avançados (IEAV), Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), Instituto de Fomento Industrial (IFI) e o Instituto de Pesquisa e Ensaios em Voo (IPEV). Além de dois centros de lançamento aeroespacial, um em Alcântara (CLA), no Maranhão; e outro na Barreira do Inferno (CLBI), no Rio Grande do Norte. Também está subordinada ao DCTA  a Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate (COPAC), responsável pela condução de projetos de desenvolvimento, aquisição e modernização de equipamentos militares.

Conheça um pouco do trabalho do DCTA assistindo ao FAB em Ação sobre tecnologia aeroespacial.


Novo diretor – O Major-Brigadeiro do Ar Antonio Carlos Egito do Amaral, 57 anos, é natural do Rio de Janeiro (RJ) e iniciou a carreira militar na Escola Preparatória de Cadetes do Ar, em março de 1974. Ao longo da carreira de piloto da aviação de caça, acumulou mais de 4,5 mil horas de voo.

Nos últimos dois anos, durante os grandes eventos que o Brasil sediou, esteve à frente do Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro (COMDABRA). Entre as demais funções mais recentes, chefiou o Estado-Maior do Comando-Geral de Operações Aéreas (COMGAR); foi Adido de Defesa e Aeronáutico junto à Embaixada do Brasil nos EUA e credenciado junto ao governo do Canadá; comandou a Terceira Força Aérea (FAE III) – unidade responsável pelo gerenciamento das unidades aéreas da aviação de caça e reconhecimento; também chefiou a 3ª Subchefia do Estado-Maior da Aeronáutica (EMAER).

Veja aqui a entrevista com o Major-Brigadeiro Egito



Fonte: Site da Força Aérea Brasileira (FAB) - http://www.fab.mil.br

Comentário: Bom leitor, sinceramente? Mesmo que o Major-Brigadeiro do Ar Antônio Carlos Egito do Amaral tenha intenção de realizar em sua gestão interina uma restruturação organizacional do DCTA como um todo de forma realmente positiva e necessária (difícil de acreditar, já que ele certamente sabe como a musica toca em Brasília), dificilmente isto será possível com o governo que temos, e por uma simples razão, não é intenção dessa gente, independentemente de qual seja a legenda partidária de merda que esteja no poder, que se gaste grandes recursos ou mesmo tempo em algo que não traz nenhuma visibilidade que possa ser utilizada como propaganda populista em prol desses vermes. Isto só seria possível num universo como este se o Comando da Aeronáutica estivesse sob o comando de alguém que tivesse Bolas para cobrar desses vermes com veemência, respeito e prioridade as atividades DCTA, mas não é isto que acontece, já que o COMAER vem demonstrando ser conivente com toda esta situação nos últimos anos. Boa sorte Major-Brigadeiro do Ar Antônio Carlos Egito do Amaral, vai precisar.

Um comentário:

  1. A grande verdade é que para produzir idéias, não se precisa de dinheiro, considerando adultos formados e graduados. O fato é que as coisas podem ser simples, baratas e eficientes, com um investimento monetário mínimo. Mas a tal " criatividade" brasileira, tão defendida pelos ufanistas de plantão, na realidade não existe. Porquê, por exemplo, um simples helicóptero de ataque, que o governo pretende comprar no exterior, poderia ser desenvolvido no Brasil. No DCTA. Entre outras coisas. Mas a burocracia é tanta, o o orgulho egoístico é tão exalante que não se produz nada de útil. Eu não sou petista, mas eu não posso culpar apenas este governo. Como você mesmo sabe, Duda, isto vem desde sempre. A improdutividade do engenheiro aeroespacial brasileiro, ainda que tenha enorme conhecimento, é risível. A produção científica destes organismos da administração pública são quase nada. Apenas manutenção ensimesmada. Então eu desejo boa sorte para o Major Brigadeiro, mas aconselho que ele não reformule apenas as questões administrativas, mas de procedimentos de pesquisa (será possível inovar?)para que o DCTA produza. Se o DCTA produzir, ele ganhará prestígio e poderá tornar-se interessante, muito interessante para o povo, ao ponto de influenciar politicamente. Fora isto, uma cabide de empregos para gente presunçosa.

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