terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Reunião de Esclarecimento Sobre Chamada PIPE/PAPPE Subvenção Reúne 80 Empresários

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada ontem (15/02) no site da “Agência FAPESP” tendo como destaque a Reunião de esclarecimento sobre a chamada PIPE/PAPPE Subvenção para o Desenvolvimento de Tecnologias e Produtos para Aplicações Espaciais, já citada aqui no Blog.

Duda Falcão

Notícias

Reunião de Esclarecimento Sobre Chamada
PIPE/PAPPE Subvenção Reúne 80 Empresários

Agência FAPESP
15 de fevereiro de 2016

(Foto: Funcate)
Prazo de submissão de projetos de desenvolvimento de tecnologias
e produtos para aplicações espaciais encerra em 4 de abril.

Os conceitos, propósitos, metodologia e processos de avaliação dos projetos submetidos à chamada PIPE/PAPPE Subvenção para o Desenvolvimento de Tecnologias e Produtos para Aplicações Espaciais foram apresentados a 80 empresários e profissionais do setor, em reunião realizada no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos, em 3 de fevereiro, de acordo com a Assessoria de Comunicação da Fundação de Ciência, Aplicações e Tecnologia Espaciais (FUNCATE).

As regras do edital foram detalhadas por Lúcio Angnes, que integra a coordenação adjunta de Pesquisa para a Inovação da FAPESP. A programação incluiu também apresentação de Renato Cislaghi, da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) sobre o programa Inovacred, e de Milton Chagas, do INPE, sobre os desafios tecnológicos e o método de trabalho da chamada PIPE/PAPPE.

Os principais temas da chamada são: instrumentos embarcados da missão EQUARS; eletrônica e óptica espacial; propulsão; transponder digital e antena; suprimento de energia; integração de sistemas; controle de atitude e órbita.

Os recursos alocados para financiamento de projetos são da ordem de R$ 25 milhões, sendo 50% com recursos da FINEP e 50% com recursos da FAPESP. Essa Fase 3 do Programa PIPE visa o desenvolvimento industrial e a comercialização pioneira. O apoio tem duração de 24 meses e o valor máximo previsto por projeto é de até R$ 1,5 milhão. O investimento não é reembolsável.

As empresas deverão demonstrar contrapartida economicamente mensurável em itens de despesa relacionados com a execução de atividades de pesquisa e desenvolvimento, os quais devem ser descritos no projeto. As propostas submetidas serão enquadradas e deverão seguir as normas do Programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE) http://www.fapesp.br/pipe/da FAPESP.

O Programa PIPE/PAPPE Subvenção tem como objetivo apoiar, por meio da concessão de recursos de subvenção econômica do MCTI/Finep/FNDCT e de recursos orçamentários da FAPESP, o desenvolvimento por empresas paulistas de produtos, processos e serviços inovadores, visando o fortalecimento, a qualificação e a manufatura avançada das cadeias produtivas da indústria aeroespacial e de defesa do Estado de São Paulo.

Como resultado da chamada para o desenvolvimento de tecnologias e produtos para aplicações espaciais, a FAPESP e a FINEP esperam proporcionar às empresas participantes a criação de novas tecnologias e novos conhecimentos com aplicações e objetivos práticos; contribuição para formar recursos humanos qualificados na área do projeto; possibilidade de assegurar ao produto viabilidade técnica para produção em escala; melhorias na qualidade do produto; garantia de adequação do produto a normas, certificações técnicas e comprovações de desempenho.

O prazo para entrega de propostas encerra em 4 de abril de 2016. A seleção pública está disponível em: www.fapesp.br/9961.


Fonte: Site da Agência FAPESP

Comentário: Bom leitor após essa nota eu gostaria de tecer alguns comentários sobre este edital/chamada. Bem leitor este edital é sério? Eu diria que em parte sim, pelo lado da FAPESP, deverá ser conduzido com a seriedade possível, já pelo lado da FINEP, hummmmm, difícil de acreditar (este órgão é diretamente atrelado ao MCTI, que por sua vez esta atrelado ao MPOG e as decisões políticas da debiloide). R$ 25 milhões é um valor significativo? Não, é um valor irrisório e mais parece um cala boca. Há algo mais preocupante quanto ao edital? Sim, a possível participação de empresas que tiram onda de brasileiras quando não são (AEL Sistemas, Equatorial, Optovac, etc) entre estas oitenta empresas citadas na nota acima, o que consiste um crime não só contra o erário publico, bem como contra o patrimônio tecnológico brasileiro. Este setor é estratégico e de segurança nacional, e assim deveria ser tratado e conduzido com responsabilidade e não como esses vermes sangue-sugas estão fazendo, vendendo a alma e permitindo a tomada do mercado interno por grupos estrangeiros. Isto é um absurdo. Porém por outro lado este edital/chamada (SE FUNCIONAR COMO PREVISTO LIBERANDO OS RECURSOS NOS PRAZOS PRE-ESTABELECIDOS COM AS EMPRESAS) permitirá que algumas empresas realmente brasileiras permaneçam em atividade, apesar do crime que poderá ocorrer, caso empresas estrangeiras como as já citadas participem desta chamada. A situação é muito grave leitor, e essas empresas genuinamente brasileiras estão matando moscas a tapa. Assim sendo, qualquer esmola serve para mantê-las ativas.

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