Projeto da UFSC Reproduz em Escala o Rover Perseverance da NASA

Prezados amantes das atividades espaciais!

Compatriotas, vez ou outra, trazemos notícias aqui no BS sobre as atividades espaciais do Laboratório de Pesquisa em Sistemas Espaciais (SpaceLab), laboratório da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) que reúne vários grupos de pesquisa nessa área, não é verdade?

Pois então, trago agora para vocês outra curiosa iniciativa de pesquisadores da UFSC, porém ligados ao Laboratório de Sistemas Veiculares, enviada a nós por Simone Jordão, conselheira do IFBA Lauro de Freitas (BA), a quem aproveitamos para agradecer publicamente pela gentileza.

Ocorre amigos e amigas que, curiosamente, esse laboratório catarinense resolveu montar uma versão simplificada do Rover Perseverance, da NASA. A escala utilizada foi de 1:4, e o modelo foi impresso em 3D no Laboratório de Inovação e Desenvolvimento de Produtos (LID). Seus componentes elétricos e eletrônicos foram baseados na plataforma Arduino, com motores elétricos. O rover é controlado a distância por um controle remoto de 10 canais e conta também com uma câmera instalada em sua parte frontal.


De acordo com a informação que recebemos, o projeto faz parte das atividades de extensão financiadas pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), por meio da Chamada 36/2022 — “Do parque da ciência à exploração espacial, astronomia e astronáutica – exposições itinerantes, popularização e interiorização da ciência” — do professor Carlos Mauricio Sacchelli, a quem parabenizamos pela iniciativa. Veja o vídeo abaixo.


Pois é, caros compatriotas. Apesar desta iniciativa não se tratar de um verdadeiro projeto de rover para ser efetivamente utilizado no espaço, é um exemplo de que, se realmente tivéssemos um esforço sério e comprometido envolvendo o governo — leia-se Poder Executivo, Poder Legislativo e Poder Judiciário — ao lado da academia e da iniciativa privada (indústria), o Brasil não teria se tornado a piada que atualmente é nas atividades espaciais.

Afinal, compatriotas, o Brasil tem expertise e conhecimento mais do que necessário no país e fora dele. Ao longo de décadas, apesar dos “Cabeças de Ovo”, a comunidade veio se aprimorando, especialmente nessa área de robótica, como, aliás, o Professor Rui Botelho vem defendendo há bastante tempo, por acreditar, como este que vos fala, que o Brasil está perdendo terreno há décadas pela falta de seriedade e competência na gestão do nosso patinho feio.

Por exemplo, compatriotas, coloquem-se no lugar de um pesquisador da área espacial que não faz parte do sistema (aquele que diz não ao sistema por não ser oportunista e por formação moral sólida), mas gosta de fazer a diferença e escolheu essa profissão por acreditar que poderia colaborar para melhorar a vida de sua sociedade. Você acha que, depois de perceber que vive em um “Mundo de Nárnia”, cheio de narrativas ou falácias, ele continuaria nisso ou procuraria um local onde, além de fazer a diferença, pudesse dar uma vida melhor à sua família?

Pois é, compatriotas. Por isso o Brasil está perdendo suas melhores promessas na área para outros países — o CEI do ITA que o diga —, inclusive países com menos recursos, enquanto esses “Cabeças de Ovo” oportunistas destroem, com suas atitudes e estupidez direcionada, qualquer possibilidade de um dia nos tornarmos um verdadeiro player deste setor, e com voz ativa nas decisões planetárias. Isto vai dá merda.

Brazilian Space

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