Operação Potiguar – Fase 2: Segundo Voo da PSM Reacende Esperança, Mas Versão Reduzida da Plataforma Gera Frustração
Caros entusiastas das atividades espaciais!
Conforme informado pelo website da Força Aérea Brasileira (FAB) em 20/08 e apresentado aqui pelo BS no dia seguinte (21/08 - veja aqui), deve ter sido iniciada ontem (31/08), nas instalações do Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), a tão aguardada Operação Potiguar – Fase 2. A operação deverá realizar o segundo voo de qualificação da Plataforma Suborbital de Microgravidade (PSM), equipamento que vem sendo desenvolvido há quase duas décadas pela empresa brasileira Orbital Engenharia.
A campanha de lançamento, que deverá se estender até o dia 19/09, terá como objetivo principal qualificar o “Sistema de Recuperação da Plataforma”, que apresentou falha durante o primeiro voo de qualificação. Entretanto, conforme anunciado anteriormente, a missão também deverá levar a bordo um experimento da EMBRAPA com microorganismos promotores de crescimento vegetal – Biosensores Dosímetros – e, quem sabe, algo mais.
É claro que, se a missão for bem-sucedida, e diante de sua importância, como já deixamos claro aqui no BS em notas anteriores, ela poderá trazer uma nova esperança para este projeto, que já se arrasta há quase duas décadas, justamente por estar à mercê desses “Cabeças de Ovo” oportunistas e propagadores de narrativas para ludibriar a Sociedade Brasileira.
Porém, depois de ser informado de que a plataforma que será lançada será uma versão reduzida da originalmente projetada, não há como não ficar frustrado, mas não surpreso. Afinal, como já dissemos, a agenda dessa gente é outra e não tem nada a ver com o compromisso de construir um verdadeiro programa espacial de Estado.
Vale dizer, para os menos informados, que, como essa versão da plataforma não terá o mesmo tamanho da original, que apresentou falha no sistema de recuperação durante a Operação Santa Branca, em outubro de 2022, muito provavelmente será necessário realizar mais um voo de qualificação com a versão original. E diante de como as coisas são feitas por esses "Cabeças de Ovo", isso poderá levar anos e diminuir ainda mais as chances de essa plataforma vir a se tornar um produto espacial de fato, tanto para o mercado espacial quanto para o pífio PEB governamental. Lamentável, mas vamos continuar acompanhando, pois é o que resta fazer.
Brazilian Space
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