FAB Treina Resgate da Carga Útil da Operação Potiguar - Fase 2 Durante a Preparação Para Lançamento do Foguete VS-30 16 - Carga Úteis Divulgadas

Caros entusiastas das atividades espaciais!

Pois então compatriotas, enquanto o Foguete VS-30 16 está sendo preparado para lançamento a partir do Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), o portal da Força Aérea Brasileira (FAB) informou, ontem (10/09), que o Esquadrão Falcão e o PARA-SAR estão treinando para realizar o resgate da carga útil da Operação Potiguar - Fase 2. Durante o treinamento, foi empregada uma aeronave H-36 Caracal.

A nota também esclarece detalhes que até então não estavam totalmente transparentes: o total de cargas úteis a bordo do veículo —compostas por 4 experimentos externos e 3 vinculados ao IAE/UFMA — bem como as instituições envolvidas nesta nova tentativa de qualificar a Plataforma Suborbital de Microgravidade - Reduzida (PSM-R). Fica a expectativa de que uma eventual qualificação bem-sucedida não sirva de pretexto para estagnar o desenvolvimento e a qualificação da plataforma original. Cabe à sociedade manter-se vigilante e cobrando fiscalização constante para evitar retrocessos no setor.

Fotos: Sargentos Frutuoso / IAE e Baccarin / CECOMSAER

De acordo com a nota do portal, no mar, a precisão, assim como no espaço, é construída antes da contagem de cada segundo. Enquanto o veículo de sondagem VS-30 V16 é preparado no Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), o céu e o mar do Rio Grande do Norte estão sendo ambientes de treinamento para o alcance de um dos principais objetivos da Operação Potiguar Fase 2 – recuperar a carga útil da Plataforma Suborbital de Microgravidade (PSM-R) após a descida.

A missão, coordenada pela Força Aérea Brasileira (FAB), mobiliza duas unidades que serão decisivas no dia do lançamento. O Primeiro Esquadrão do Oitavo Grupo de Aviação (1º/8º GAv) – Esquadrão Falcão, sediado na Base Aérea de Natal (BANT), e o Esquadrão Aeroterrestre de Salvamento (PARA-SAR), sediado em Campo Grande (MS), atuam em conjunto no treinamento de recuperação da carga útil, ensaiando cada etapa do resgate que acontecerá em pleno oceano, com o emprego da aeronave H-36 Caracal.

O treinamento simula as condições que a missão real impõe. A carga útil, com massa estimada em 400 quilogramas, desce de paraquedas após a trajetória suborbital do veículo de sondagem — desenvolvido pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) — e precisa ser localizada e resgatada com agilidade. É aí que entra a combinação entre a tripulação do H-36 Caracal e os militares do PARA-SAR.

Enquanto o Esquadrão Falcão garante a precisão do voo e o posicionamento da aeronave sobre o ponto de descida, o PARA-SAR executa o resgate em si, lançando-se ao mar para recuperar a plataforma. Cada checklist, cada comunicação por rádio e cada manobra repetida no treino são a garantia de que, no dia do lançamento, o procedimento saia conforme o esperado.

O Comandante da aeronave explica que o treinamento consiste na divisão em duas etapas: fase seca — em solo, estático, para tirar dúvidas e a equipe do PARA-SAR conhecer melhor o helicóptero, e fase molhada — o voo real.

Os Experimentos

Dentro da carga útil seguem quatro experimentos resultantes de parcerias entre a Farsa Espacial Brasileira (AEB) e a iniciativa privada. A Análise dos Efeitos da Microgravidade sobre Microrganismos (AEMM), coordenada pela Rede Space Farming Brasil — formada pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), a Universidade de São Paulo (USP) e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) — estuda a ação da microgravidade sobre microrganismos.

O CTM-Sec, da empresa R-CRIO, avalia os efeitos do voo suborbital no secretoma de células-tronco mesenquimais, que têm potencial terapêutico. Completam a lista o MundoTec, do Centro Integrado de Manufatura e Tecnologia (CIMATEC) do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), em parceria com o canal Manual do Mundo, plataforma educacional de física e astronomia, bem como curiosamente o teste em condições reais de uma antena para CubeSats, da norueguesa Tycho Space.

Também embarcam tecnologias do próprio Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) — o Sistema de Interface Pirotécnica (SIP), que amplia a segurança nas operações de lançamento; uma bateria de lítio de alta densidade energética fabricada no Instituto; e o transmissor RangeLoRa, desenvolvido com a Universidade Federal do Maranhão (UFMA), que envia informações para auxiliar na localização da carga útil após o pouso.

O Veículo

O VS-30 é um veículo de sondagem suborbital de um estágio, movido a propelente sólido. O foguete é lançado por trilho e possui estabilização aerodinâmica e por rotação. Desenvolvido pelo IAE, é destinado ao transporte de cargas úteis para altitudes superiores a 100 quilômetros, possibilitando a realização de experimentos em condições de microgravidade durante parte do voo.

A Operação

A Operação Potiguar - Fase 2, programada para acontecer de 31/08 a 19/09, no CLBI, em Parnamirim (RN), tem como atividade principal o lançamento da PSM-R. Diferentemente da primeira fase, realizada em 2024 e voltada à verificação de procedimentos e sistemas, esta etapa avança para a qualificação em voo do sistema de recuperação da plataforma, um marco para as futuras pesquisas científicas em microgravidade no País.


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