A República do Djibuti Se Torna o 72º País a Assinar os Acordos Artemis da NASA
Caros entusiastas das atividades espaciais!
Crédito: NASA/Bill Ingalls
O portal da NASA noticiou ontem (14/09), que a República do Djibuti tornou-se a 72ª nação e o oitavo país africano a assinar os Acordos Artemis durante uma cerimônia realizada no mesmo dia na sede da NASA, em Washington. Os Acordos Artemis são o primeiro conjunto de princípios práticos destinados a promover a transparência, a segurança e a coordenação entre as nações à medida que exploram a Lua, Marte e além.
“O Djibuti se junta a esta coalizão de nações com ideias semelhantes em um momento importante”, disse o vice-administrador da NASA, Matt Anderson, que foi o anfitrião da cerimônia. “O presidente Trump determinou que a NASA retorne os americanos à superfície lunar, estabeleça uma presença duradoura e lance as bases para a exploração humana de Marte. A NASA liderará, mas não faremos isso sozinhos. Estamos criando oportunidades para que as nações signatárias dos Acordos Artemis contribuam com equipamentos, cargas úteis científicas, demonstrações de tecnologia, CubeSats e outras capacidades para futuras missões.”
O embaixador do Djibuti nos Estados Unidos, Mohamed Siad Douale, assinou o acordo em nome do Djibuti. O secretário-adjunto de Estado dos EUA para Assuntos Africanos, Frank Garcia, também participou do evento.
O programa espacial nacional do Djibuti, lançado em 2020 e administrado pelo Centro de Estudos e Pesquisas do Djibuti, vinculado ao Ministério do Ensino Superior e Pesquisa, tem ampliado constantemente suas capacidades técnicas. A nação lançou com sucesso seus primeiros satélites, Djibouti 1A e Djibouti 1B, em 2023 e 2024, respectivamente. Ambos alcançaram a órbita a bordo de foguetes Falcon 9 americanos lançados da Base da Força Espacial de Vandenberg, na Califórnia, constituindo um dos primeiros exemplos de como os Estados Unidos estão apoiando as capacidades do Djibuti no espaço.
“Ao aderir aos Acordos Artemis, o Djibuti busca aprofundar sua parceria com os Estados Unidos e com a crescente comunidade de nações comprometidas com a cooperação espacial pacífica”, disse Douale. “Estamos ansiosos para construir parcerias em pesquisa científica, aplicações de satélites, educação e treinamento técnico, ao mesmo tempo em que criamos novas oportunidades para estudantes, pesquisadores, engenheiros e empreendedores do Djibuti.”
Em 2020, a NASA e o Departamento de Estado dos EUA se uniram a outras sete nações fundadoras para estabelecer os Acordos Artemis, em resposta ao crescente interesse em atividades lunares tanto por parte de governos quanto de empresas privadas, e comprometendo as nações a:
* Explorar de forma pacífica e transparente;
* Prestar assistência àqueles que necessitarem;
* Permitir o acesso a dados científicos;
* Garantir que as atividades não interfiram nas atividades de outras nações;
* Preservar locais e artefatos de importância histórica por meio do desenvolvimento de boas práticas.
Ao assinar os Acordos Artemis, as nações abrem as portas para oportunidades de futuras explorações lunares com a NASA, promovendo o retorno da humanidade à Lua e ajudando a moldar a Era de Ouro da exploração e da inovação espacial.
Brazilian Space
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