Cientistas verificam integridade de amostras da Operação Potiguar 2

Olá entusiasta!

Em nota divulgada pela comunicação social da Agência Espacial Brasileira (AEB), a autarquia informou que a pesquisa espacial brasileira deu mais um passo importante rumo ao desenvolvimento de tecnologias para missões de longa duração. Na última quarta-feira (23), pesquisadores de diversas instituições nacionais se reuniram para abrir e verificar a integridade da carga útil enviada pela Rede Space Farming Brazil durante a Operação Potiguar 2.

Fonte: Comunicação Social AEB

O experimento e a preservação das amostras

A Operação Potiguar 2 foi realizada no dia 15 de setembro no Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), localizado no Rio Grande do Norte. O módulo transportou microrganismos, dosímetros e biossensores em um voo suborbital.

De acordo com a coordenadora da Rede Space Farming Brazil e pesquisadora da Embrapa, Alessandra Fávero, os tubos que armazenavam os microrganismos promotores de crescimento de plantas foram encontrados perfeitamente preservados após o retorno à Terra.

Fonte: Comunicação Social AEB

Durante o procedimento de abertura do módulo, os componentes foram rigorosamente separados para encaminhamento a diferentes frentes de análise científica:

- Dosímetros: Enviados ao Instituto de Estudos Avançados (IEAv) para avaliações específicas.

- Biossensores: Encaminhados à Universidade Federal do ABC (UFABC).

- Microrganismos promotores de crescimento: Destinados à Embrapa Soja, onde passarão por avaliações genômicas detalhadas.

O principal objetivo do experimento é investigar os impactos de um voo suborbital sobre a sobrevivência e a capacidade de recuperação desses microrganismos. Os dados coletados servirão de base para estudos voltados ao uso agrícola de microrganismos em futuras missões espaciais de longa duração.

Esforço multidisciplinar

O sucesso da operação reflete a forte integração do setor espacial brasileiro. A Rede Space Farming Brazil é coordenada pela Embrapa com o apoio direto da Agência Espacial Brasileira (AEB).

O projeto conta com uma equipe multidisciplinar formada por pesquisadores e especialistas da Embrapa, AEB, Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer (CTI Renato Archer), Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Universidade Federal do ABC (UFABC), Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP) e Instituto de Estudos Avançados (IEAv), além do apoio do Parque de Inovação Tecnológica São José dos Campos.


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