Ponto Final: A Missão da LINK Não Conseguiu Salvar o Observatório Swift da NASA
Caros compatriotas entusiastas das atividades espaciais!
Fonte: Imagem ilustativa gerad por IA
Lançado em 2004, o Swift é dedicado ao estudo de explosões de raios gama e de outros fenômenos cósmicos. Ao longo dos anos, porém, sua órbita vem perdendo altitude, processo que foi acelerado pelo aumento da atividade solar. Com o aquecimento e a expansão da atmosfera superior, o arrasto atmosférico sobre o satélite aumenta, fazendo com que ele perca altitude gradualmente.
A missão da Katalyst, avaliada em US$ 30 milhões, tinha como objetivo capturar o Swift e conduzi-lo para uma órbita mais elevada, prolongando sua vida operacional. O desafio era particularmente complexo porque o observatório não havia sido projetado para receber serviços de manutenção ou ser capturado por outra espaçonave.
A LINK foi lançada em 3 de julho, mas enfrentou problemas no sistema de controle de orientação. De acordo com a Katalyst, uma falha elétrica deixou duas das três rodas de reação da nave indisponíveis. Com isso, a estabilização passou a depender dos propulsores, aumentando o consumo de combustível e comprometendo a capacidade de realizar a captura e a posterior elevação da órbita com segurança.
Em agosto, NASA e Katalyst decidiram abandonar a etapa de captura. A LINK, contudo, continuou realizando testes e chegou a aproximadamente 12 a 15 quilômetros do Swift, sem conseguir efetuar a aproximação final e a captura do observatório.
E o Swift?
Apesar do fim da missão da LINK, o Observatório Swift continuava em órbita. Em 25 de setembro, a NASA informou que os três instrumentos científicos do satélite haviam voltado a operar.
Naquele momento, o observatório estava a aproximadamente 325 quilômetros de altitude e continuava perdendo altitude. A expectativa era de que suas operações científicas provavelmente fossem encerradas quando a altitude chegasse a cerca de 300 quilômetros, o que poderia ocorrer entre o início e meados de outubro.
Embora a missão da LINK não tenha alcançado seu objetivo principal, a tentativa forneceu dados e experiência operacional que poderão contribuir para o desenvolvimento de futuras missões destinadas à manutenção, inspeção e extensão da vida útil de satélites em órbita.
Agradecemos também ao nosso amigo e membro do canal, Christiano Brandão, pelo envio das informações que nos permitiram preparar esta nota. Valeu, Chris!
Brazilian Space
Brazilian Space
Espaço que inspira, informação que conecta!
Comentários
Postar um comentário