O Modelo de Engenharia da Sonda de Descida DAVINCI, da NASA, Passou Por Teste Térmico em Preparação Para a Sua Futura Escaldante Descida em Vênus
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O portal da NASA informou, em 24 de setembro, que o modelo de engenharia da sonda de descida DAVINCI, da agência, passou recentemente por um teste térmico como parte dos preparativos para sua futura e escaldante descida no Planeta Vênus.
Crédito: NASA/Mike Guinto
De acordo com a nota do portal, um modelo de engenharia da sonda de descida DAVINCI (Deep Atmosphere Venus Investigation of Noble gases, Chemistry, and Imaging), da NASA, passou por um teste importante realizado de 28 de agosto a 10 de setembro, demonstrando que pode sobreviver às temperaturas extremas de Vênus.
A equipe da DAVINCI levou o modelo de engenharia a um forno na Rex Heat Treat, em Bedford, Pensilvânia, pois essa é uma das poucas instalações capazes de atingir temperaturas semelhantes às de Vênus tão rapidamente quanto a sonda experimentaria. Eles colocaram o recipiente do tamanho de uma bola de ioga em uma câmara revestida de cerâmica, com paredes castigadas pelo calor, e elevaram a temperatura até 869 °F, ou 465 °C, ao longo de cerca de uma hora — o mesmo ritmo em que a sonda aquecerá durante sua descida até a superfície de Vênus.
Eles repetiram o processo de ciclos térmicos mais cinco vezes. O modelo de engenharia passou por todos os ciclos sem sofrer danos, comprovando que a sonda pode suportar temperaturas extremas e proteger seus delicados instrumentos científicos enquanto atravessa a atmosfera de Vênus. Durante os testes, equipamentos que simulavam os instrumentos foram monitorados de perto por meio de mais de 100 sensores térmicos.
Crédito: NASA/Mike Guinto
“O experimento foi um grande sucesso, com seis ciclos até a temperatura da superfície de Vênus dentro do nosso cronograma de descida de 55 a 60 minutos, com toda a instrumentação interna”, disse Jim Garvin, investigador principal da DAVINCI no Goddard Space Flight Center da NASA, em Greenbelt, Maryland. “Não houve uma avaliação tão completa de equipamentos em escala de espaçonave sob temperaturas de Vênus nos EUA desde meados da década de 1970.”
A espaçonave DAVINCI está sendo desenvolvida para viajar até Vênus e investigar diversos mistérios ainda não solucionados, incluindo se o planeta já teve oceanos e foi habitável, como a Terra. Para explorar esses mistérios, a espaçonave liberará uma sonda que suportará temperaturas infernais por quase uma hora enquanto desce pela atmosfera tóxica de Vênus, coletando dados ao longo do caminho.
“É um enorme desafio de engenharia, considerando o quão hostil é o ambiente de Vênus”, disse Kristen Brown, gerente da sonda DAVINCI no Goddard da NASA. “Tivemos que criar um sistema que pudesse proteger os instrumentos do calor avassalador do planeta, ao mesmo tempo permitindo estrategicamente a entrada de seus gases de alta temperatura para serem estudados por meio de portas de entrada especiais.”
Crédito: NASA/Mike Guinto
Revestida por uma carcaça de titânio resistente à corrosão, forte e, ao mesmo tempo, leve, a sonda DAVINCI será equipada com um conjunto de instrumentos para coletar amostras da composição dos gases da atmosfera venusiana, determinar de quais moléculas eles são formados e aprender sobre a estrutura da atmosfera. Ela também conterá câmeras que registrarão as imagens de mais alta resolução já obtidas da superfície de Vênus, que os cientistas usarão para criar um mapa em 3D, além de um sistema de rádio para enviar dados de volta à espaçonave, que estará voando 5.600 milhas (9.000 quilômetros) acima.
Este teste térmico dá continuidade a uma campanha realizada no início deste verão para demonstrar o sistema de imageamento da sonda. Atualmente, a missão trabalha para obter aprovação para avançar para a fase final de projeto e fabricação. “A equipe da DAVINCI já cumpriu os dois principais marcos da missão neste ano, em um cronograma acelerado”, disse Garvin. Demonstrar que a sonda DAVINCI consegue suportar o calor venusiano aproxima os cientistas de descobrir por que a “gêmea” da Terra acabou sendo tão diferente do nosso lar.
Brazilian Space
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