Comando Espacial da FAB Deverá Integrar Operações de Defesa em Até 180 Dias
Caros compatriotas entusiastas das atividades espaciais!
Fonte: Portal Revista Sociedade Militar
O portal Revista Sociedade Militar publicou ontem (24/09), uma matéria com informações que serão tema de debate na próxima edição da coluna Espaço Semanal, marcada para quinta-feira, 1º de outubro.
Segundo a publicação, a Força Aérea Brasileira (FAB) considera o domínio espacial um componente essencial para a Defesa Nacional. Nesse contexto, um novo comando deverá ser estruturado para integrar operações multidomínio no prazo de até 180 dias.
De acordo com o planejamento do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), o Comando de Operações Espaciais (COES) deverá atuar como órgão central do Sistema de Atividades Espaciais. A nova estrutura também deverá preparar a transferência de atribuições atualmente distribuídas entre diferentes organizações da Aeronáutica.
Entre as atividades que poderão passar por esse processo estão funções relacionadas aos Centros de Lançamento de Alcântara, no Maranhão, e da Barreira do Inferno, no Rio Grande do Norte.
O tema será aprofundado na próxima quinta-feira (01/10), durante o Espaço Semanal. Fiquem atentos!
Bom compatriotas, segundo a matéria do portal, a Força Aérea Brasileira (FAB) iniciou uma reorganização para concentrar no Comando de Atividades Espaciais (COES) a coordenação das capacidades militares ligadas ao espaço. O novo comando deverá consolidar suas atividades em até 180 dias.
O cronograma está detalhado na Portaria DCTA nº 583/SECDIR, que aprovou o plano do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) para transferir estruturas e atribuições ao COES. O documento classifica o domínio espacial como ambiente operacional estratégico e essencial à soberania e à Defesa Nacional.
A portaria relaciona essa importância a capacidades de comando e controle, comunicações, inteligência, vigilância e reconhecimento, além de posicionamento, navegação e sincronização temporal. Essas funções foram desenvolvidas dentro do Comando da Aeronáutica, mas permaneceram distribuídas entre diferentes organizações.
A dispersão institucional e a crescente dependência de serviços espaciais são apontadas pelo documento como desafios para a coordenação estratégica, a eficiência operacional e a autonomia nacional. O COES foi estruturado para reunir essas atividades sob uma direção única e integrar planejamento, desenvolvimento tecnológico e emprego operacional.
COES Centraliza o Sistema de Atividades Espaciais
Diretamente subordinado ao Comandante da Aeronáutica, o COES tem status de Grande-Comando e Órgão de Direção Setorial. A estrutura também deverá atuar como órgão central do Sistema de Atividades Espaciais (SISAE), responsável por integrar o domínio espacial às operações aeroespaciais e multidomínio.
O arranjo abrange capacidades relacionadas a comunicação por satélite, navegação, vigilância e inteligência, além de sincronização. São recursos utilizados em atividades militares distintas e que, pelo desenho estabelecido no plano, passarão a ser coordenados por uma estrutura própria dentro do Comando da Aeronáutica.
A reorganização está ligada ainda às atribuições formais recebidas pelo Comando da Aeronáutica na estrutura espacial brasileira. A Lei nº 14.946, de 31 de julho de 2024 definiu o Comando da Aeronáutica como Autoridade Espacial de Defesa, com competências sobre atividades espaciais de interesse da Defesa Nacional.
A legislação também atribui à Aeronáutica funções relacionadas à consciência situacional espacial, incluindo a coordenação de meios destinados ao acompanhamento de artefatos e detritos no espaço. O COES passa a concentrar, no âmbito militar, parte das funções associadas à gestão integrada desse domínio.
Alcântara e Barreira do Inferno Entram na Transição
A implantação alcança diretamente o Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, e o Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), no Rio Grande do Norte. O plano estabelece uma sequência de providências para preparar a transferência da subordinação das duas organizações ao COES.
A mudança envolve responsabilidades administrativas e operacionais. Entre as competências previstas para transferência estão a orientação, regulamentação, coordenação e supervisão das operações de lançamento espacial realizadas nos dois centros, além da elaboração e da gestão do calendário dessas operações no Comando da Aeronáutica.
Representantes do COES também deverão participar das operações de lançamento previstas para o segundo semestre de 2026. A transição inclui o repasse de informações sobre operações futuras, infraestrutura, efetivos, capacitação técnica, tecnologia da informação, segurança de voo e documentos produzidos em inspeções e visitas técnicas.
Contratos, convênios, patrimônio, créditos orçamentários, importações e instrumentos ligados à gestão de riscos também integram o processo. O planejamento distribui essas tarefas entre setores da Aeronáutica para que a alteração administrativa e operacional não interrompa atividades já programadas durante a mudança de subordinação.
O plano também prevê a transferência de dados relacionados a inteligência e segurança das atividades espaciais, além de informações sobre pessoal militar e civil e relações institucionais dos centros. Esses elementos deverão compor a estrutura necessária para o COES assumir as responsabilidades previstas para o novo arranjo.
Para as providências sob responsabilidade do DCTA e de suas organizações subordinadas, a portaria estabelece 13 de novembro de 2026 como data para consolidação das tarefas previstas, salvo orientação diferente das autoridades competentes. O cronograma inclui medidas destinadas a preparar a passagem de competências administrativas e operacionais ao novo comando.
A integração do domínio espacial às operações aeroespaciais e multidomínio deverá ocorrer por meio do SISAE dentro do período de implantação previsto para o COES. A estrutura reúne em um mesmo sistema atividades antes distribuídas entre diferentes setores, mantendo o novo comando como órgão central de coordenação.
A data de novembro, porém, não representa automaticamente a mudança formal de subordinação dos dois centros. A portaria determina que o CLA e o CLBI permaneçam subordinados ao DCTA até que a transferência seja determinada pelo Estado-Maior da Aeronáutica ou pelo Gabinete do Comandante da Aeronáutica.
Brazilian Space
Corte da edição 240ª da coluna “Espaço Semanal”, exibida em 1º de outubro de 2026.
Brazilian Space
Espaço que inspira, informação que conecta!
.jpg)
Comentários
Postar um comentário