“Operação de Guerra” Envia 'Carga Secreta' de Empresa de SC Para Empresa Aeroespacial dos EUA
Olá entusiastas das atividades Espaciais!
No dia 25/02, o
portal NSC Total publicou uma notícia curiosa: uma espécie de “operação de
guerra”, conduzida por uma empresa de Jaraguá do Sul, estaria transportando uma
carga secreta, desenvolvida pela própria companhia em Santa Catarina, para uma
empresa aeroespacial privada nos Estados Unidos.
(Foto:
Divulgação)
De acordo com a
nota do portal, uma verdadeira “operação de guerra” precisou ser montada para
levar maquinário de alta complexidade fabricado em Santa Catarina até uma
indústria aeroespacial privada dos Estados Unidos. Detalhes do fabricante, da
carga e do destino final são mantidos sob sigilo por causa de um acordo de
confidencialidade. O que se sabe é que os equipamentos foram feitos por uma
empresa de Jaraguá do Sul e serão usados para produção de combustível para
foguetes.
A logística de
transporte demandou um planejamento minucioso e de alta precisão, que levou
mais de um mês e meio. A carga total pesava 30 toneladas – uma única peça tinha
25 – e ocupou um quarto do espaço de um avião cargueiro que partiu do aeroporto
de Viracopos, em Campinas (SP), rumo a Miami.
A operação foi
liderada pela Allog, empresa de Itajaí especializada em serviços logísticos. Um
dos maiores desafios foi elaborar um estudo de viabilidade junto à companhia
aérea para distribuir o peso da carga de forma segura e eficiente, sem
comprometer a estrutura da aeronave, diz René Genofre, diretor do departamento
aéreo da Allog.
A empresa
exportadora também produziu uma embalagem sob medida para suportar as condições
exigidas pelo transporte aéreo, que precisou ser adaptada por conta da alta
densidade do equipamento.
A Allog
coordenou, ainda, o transporte rodoviário da carga desde Santa Catarina até o
terminal de cargas do Aeroporto de Viracopos. Todo o trajeto contou com
acompanhamento técnico e apoio de empresas de vistoria e seguro contratadas
pelo importador. Um especialista em seguro acompanhou a movimentação no
aeroporto durante o carregamento para garantir que todos os protocolos de
segurança fossem cumpridos.
O planejamento
envolveu ainda fases de alinhamento com a transportadora rodoviária, a
companhia aérea e os operadores logísticos. Tudo foi bem-sucedido e saiu como o
planejado.
— A operação
demonstra o papel estratégico da logística internacional brasileira no suporte
a projetos de alta tecnologia. Estamos falando de uma carga extremamente
sensível, de grande responsabilidade, que vai contribuir para avanços no setor
aeroespacial. É uma conquista para toda a cadeia envolvida — avalia Genofre.
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