Projeto do Motor-Foguete Híbrido da UnB Desperta Interesse do Ministerio da Defesa (MD) Que Enviou Representantes Para Conhecer de Perto a Iniciativa

Caros amantes das atividades espaciais!
 
Vocês se lembram da notícia sobre o motor-foguete híbrido da UnB, publicada aqui no BS pela primeira vez em setembro do ano passado (reveja aqui) e, posteriormente, em nota no último dia 31/01 (reveja aqui)? Pois bem, segundo matéria publicada em 11/02 pelo portal do Jornal Opção, o projeto passou a despertar o interesse do Ministério da Defesa, que inclusive enviou representantes para conhecer de perto a iniciativa.
 
Foto: Reprodução UnBTV
Na UnB Gama, o professor Oleksyi Shynkarenko expôs aos representantes do Ministério da Defesa os detalhes de seu projeto de motor durante uma reunião oficial
 
De acordo com a nota do portal, a Universidade de Brasília (UnB) anunciou o desenvolvimento de um motor de foguete híbrido produzido com impressão 3D metálica, considerado o mais avançado já feito no país. O projeto é resultado de mais de dez anos de pesquisas conduzidas pelo Laboratório de Propulsão Química (LPQ), da Faculdade de Ciências e Tecnologias em Engenharia (FCTE), no campus Gama, e foi divulgado pela própria instituição.
 
O protótipo, que pesa cerca de três quilos, foi concebido para suportar condições extremas de pressão e temperatura. A iniciativa nasceu de um programa da Agência Espacial Brasileira (AEB) voltado ao fortalecimento da indústria de satélites. Sem referências nacionais consolidadas, os pesquisadores da UnB precisaram criar metodologias próprias de cálculo e validação estrutural, capazes de avaliar forças, pressões e aspectos térmicos de forma inédita.
 
A fabricação contou com a colaboração do Instituto Senai de Inovação em Sistemas de Manufatura e Processamento a Laser, em Joinville (SC), referência nacional em impressão 3D metálica. O motor foi produzido com ligas especiais, como o Inconel, que suportam temperaturas próximas de 3.000 graus e forças equivalentes a 45 toneladas. A manufatura aditiva possibilitou soluções inovadoras, como canais internos de refrigeração e geometrias otimizadas, impossíveis de serem obtidas por métodos convencionais.
 
Projetado para gerar um empuxo de um quilonewton, considerado elevado para aplicações em satélites, o motor alia leveza e resistência. O processo incluiu etapas de pós-tratamento, usinagem e ajustes térmicos para garantir a robustez da peça.
 
O LPQ reúne atualmente cerca de 60 integrantes, entre estudantes e pesquisadores, e mantém parcerias com instituições nacionais como a AEB, a Força Aérea Brasileira e empresas do setor aeroespacial. Também há colaborações internacionais, como a da Universidade Nacional de Kyungpook, na Coreia do Sul, que reforçam a troca de conhecimento e a competitividade global.
 
O projeto despertou interesse do Ministério da Defesa, que enviou representantes para conhecer a iniciativa. Para os envolvidos, o avanço em propulsão é estratégico para o Brasil, que ainda depende de outros países para colocar satélites em órbita. A expectativa é que os resultados abram caminho para novas aplicações e colaborações, consolidando o papel da UnB na inovação tecnológica espacial.
 
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