O Objeto Interestelar 3I/ATLAS Tem 'Moléculas Orgânicas' e 'Aumento do Brilho' Observados

Caros amantes das atividades espaciais!
 
No dia de ontem (05/02), o portal CNN Brasil noticiou que o Objeto Interestelar 3I/ATLAS teve Moléculas Orgânicas e Aumento do Brilho observados. De acordo com o portal, uma nova nota de pesquisa revelou a detecção de metanol, cianeto e metano no corpo celeste, que é o terceiro objeto deste tipo a ser descoberto no nosso sistema solar.
 
Credito: NASA/JPL-Caltech
Cientistas observam moléculas orgânicas e aumento de brilho no cometa.
 
Uma nova nota de pesquisa indica que o cometa "visitante" 3I/ATLAS apresenta moléculas orgânicas como metanol, cianeto e metano em sua composição. Os cientistas também observaram um aumento drástico no brilho dois meses após o corpo gelado ter passado pelo ponto mais próximo do Sol.
 
Na Terra, as moléculas orgânicas, como as que foram observadas no 3I/ATLAS, são a base dos processos biológicos, mas também podem ser criadas por processos não biológicos.
 
Além das moléculas, os pesquisadores também observaram um aumento drástico no brilho dois meses após o corpo gelado ter passado pelo ponto mais próximo do Sol, um fenômeno associado aos cometas, que liberam água, dióxido de carbono e monóxido de carbono no espaço.
 
"O cometa 3I/ATLAS entrou em erupção no espaço em dezembro de 2025, após sua passagem próxima pelo Sol, o que causou um aumento significativo em seu brilho. Até mesmo o gelo de água estava sublimando rapidamente em gás no espaço interplanetário”, disse Carey Lisse, líder do estudo e pesquisador do Laboratório de Física Aplicada Johns Hopkins em Laurel, Maryland.
 
Como ele explica, os cometas são compostos por cerca de um terço de gelo de água, e de acordo com o que foi observado, o 3I/ATLAS estava liberando uma grande quantidade de material novo e rico em carbono que havia permanecido aprisionado no gelo em grandes profundidades.
 
Quando o cometa está mais próximo do Sol em sua órbita, ele experimenta o pico de aquecimento, mas isso não significa necessariamente que ocorra o pico de sublimação. Como o calor do Sol leva tempo para atravessar as camadas externas do cometa, o gelo em grandes profundidades pode não começar a sublimar até muito tempo depois de o cometa ter estado mais próximo do Sol. Este parece ser o caso do cometa 3I/ATLAS.
 
Credito: Observatório Internacional Gemini/NOIRLab/NSF/AURA/K. Meech (IfA/U. Hawaii)/Jen Miller e Mahdi Zamani (NSF NOIRLab)
Cometa 3I/ATLAS capturado pelo telescópio Gemini Norte; a imagem revela a cabeleira compacta do cometa — uma nuvem de gás e poeira ao redor de seu núcleo gelado.
 
O Que é o 3I/ATLAS?
 
O 3I/ATLAS foi detectado em 1º de julho de 2025 pelo telescópio Atlas (Asteroid Terrestrial-impact Last Alert Survey System), localizado em Río Hurtado, no Chile.
 
Posteriormente, um estudo baseado em observações do Telescópio Espacial James Webb (JWST) revelou alguns detalhes incomuns sobre o 3I/ATLAS, como uma coma (a nuvem de gás e poeira ao redor do núcleo do cometa) dominada por dióxido de carbono (CO₂). Esta é uma concentração jamais vista em cometas.
 
Terceiro objeto espacial localizado fora do Sistema Solar, o cometa foi categorizado como interestelar devido à sua trajetória hiperbólica — o que significa que ele não está preso à gravidade do Sol e não segue uma órbita fechada.
 
Estudos preliminares levantados pela (IAWN) Rede Internacional de Alerta de Asteroides revelam que o 3I/Atlas indicam se formou em outro Sistema Solar e foi ejetado para o espaço interestelar onde vagou por cerca de milhões de anos até chegar ao nosso sistema.
 
Identificado próximo à constelação de Sagitário, ao centro da Via Láctea, o cometa estava a cerca de 670 milhões de quilômetros do Sol, dentro da órbita de Júpiter.
 
Ainda de acordo com as análises astronômicas, o 3I/ATLAS apresenta movimentação a uma velocidade de 221.000 quilômetros por hora (ou 61 km/s) — que o impede de ser contido pela gravidade solar.
 
O 3I/ATLAS pode ser o cometa mais antigo já observado até hoje. Segundo um modelo computacional desenvolvido pela equipe que o descobriu, o visitante espacial teria mais de sete bilhões de anos, ou seja, mais velho que o Sistema Solar.
 
Brazilian Space
 
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