A LambdaVision Reserva Espaço na Futura Estação Espacial Comercial Starlab
Caros entusiastas do BS!
Crédito: Voyager
Space
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| Ilustração da Starlab, uma estação espacial comercial em desenvolvimento por uma joint venture liderada pela Voyager Space. |
No dia de ontem
(24/02), o portal SpaceNews noticiou que a estadunidense LambdaVision, empresa
que utilizou experimentos em microgravidade na Estação Espacial Internacional (ISS) para desenvolver uma retina artificial, reservou espaço em uma futura sucessora
comercial.
De acordo com a
nota do portal, a LambdaVision anunciou em 24 de fevereiro que reservou espaço
para carga útil na Starlab, a estação espacial comercial em desenvolvimento
pela joint venture Starlab Space. A empresa não divulgou a quantidade de espaço
reservado nem o valor do contrato.
Com sede em
Connecticut, a LambdaVision trabalha há vários anos no desenvolvimento de
retinas artificiais, testando a produção de filmes finos de proteínas em
microgravidade por meio de experimentos realizados na ISS. O ambiente de
microgravidade possibilita a criação das camadas de filmes finos necessárias
para produzir as retinas artificiais, que a empresa pretende testar em
pacientes com retinose pigmentar avançada.
“Essa parceria
com a Starlab nos permitirá continuar a ampliar o impulso significativo que
criamos rumo aos nossos objetivos de curto e longo prazo de utilizar a órbita
baixa da Terra (LEO) tanto para avançar nossa retina artificial baseada em
proteínas rumo à comercialização quanto para estabelecer as bases para outros
possíveis esforços comerciais na LEO”, afirmou Nicole Wagner,
diretora-executiva da LambdaVision, em comunicado.
A empresa
levantou uma rodada seed de US$ 7 milhões em novembro, liderada pela Seven
Seven Six e pela Aurelia Foundry Fund, com apoio adicional da Seraphim Space.
Em entrevista na época, Wagner disse que a maior parte desse financiamento
seria destinada a testes em solo e ensaios clínicos. No entanto, ela afirmou
que a empresa planejava novos experimentos na ISS e estava avaliando opções
para futuras estações comerciais ou outras plataformas.
O acordo da
LambdaVision com a Starlab “permite a transição da demonstração para uma
fabricação escalável e sustentável, desbloqueando crescimento exponencial
enquanto oferece benefícios significativos aos pacientes na Terra”, disse Luis
Zea, cientista-chefe da Starlab Space, no comunicado.
O anúncio ocorre
enquanto a Starlab Space, uma joint venture liderada pela Voyager Technologies
com participação da Airbus, Mitsubishi, MDA Space e outras empresas, refina o
design da estação e compete pela próxima rodada do programa Commercial Low
Earth Orbit Destinations (CLD), da NASA, que apoia o desenvolvimento de
sucessoras comerciais da ISS.
A Starlab Space
anunciou em 23 de fevereiro que concluiu uma revisão crítica de projeto
comercial (CCDR) da estação, um dos marcos de um Acordo da Lei Espacial (Space
Act Agreement) financiado pela NASA e concedido na primeira fase do programa
CLD. A revisão confirmou que o projeto da estação está tecnicamente maduro e
viável, permitindo que a empresa avance para a produção em escala total.
“Isso confirma
que a Starlab é executável em escala e que nosso cronograma está alinhado com
os requisitos de transição da ISS”, afirmou Marshall Smith, diretor-executivo
da Starlab Space, em comunicado. “Igualmente importante, nossa revisão do plano
de negócios no CCDR demonstra que a Starlab está sendo construída em torno de
um mercado comercial real e diversificado — um mercado que sustenta a presença
humana contínua e a pesquisa na órbita baixa da Terra.”
“Como
investidores tanto na LambdaVision quanto na Voyager, estamos entusiasmados em
ver a inovadora tecnologia de retina artificial da LambdaVision combinada com a
plataforma Starlab da Voyager”, disse Rob Desborough, sócio da Seraphim Space.
“Juntas, elas estão demonstrando como a pesquisa orbital pode acelerar novas
terapias e expandir as possibilidades da ciência comercial na órbita baixa da
Terra.”
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