NASA e SpaceX Crew-12 Estudarão a Adaptação à Gravidade Alterada

Caros amantes das atividades espaciais!
 
Crédito: NASA
Na imagem, da esquerda para a direita: o cosmonauta da Roscosmos Andrey Fedyaev, os astronautas da NASA Jack Hathaway e Jessica Meir, e a astronauta da ESA (Agência Espacial Europeia) Sophie Adenot. 

No dia de ontem (05/02), o portal da NASA informou que a Missão SpaceX Crew-12 da agência está se preparando para o lançamento de uma missão científica de longa duração a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS). Durante a missão, membros selecionados da tripulação participarão de estudos de saúde humana voltados a compreender como o corpo dos astronautas se adapta ao ambiente de baixa gravidade do espaço, incluindo um novo estudo que examina mudanças sutis no fluxo sanguíneo.
 
De acordo com a nota do portal, os experimentos, liderados pelo Programa de Pesquisa Humana da NASA, incluem astronautas realizando ultrassonografias de seus vasos sanguíneos para estudar alterações na circulação e completando pousos lunares simulados para avaliar a desorientação durante transições gravitacionais, entre outras tarefas. Os resultados ajudarão a NASA a planejar estadias prolongadas no espaço e futuras missões de exploração.
 
O novo estudo, chamado Venous Flow (Fluxo Venoso), irá examinar se o tempo a bordo da estação espacial aumenta a probabilidade de membros da tripulação desenvolverem coágulos sanguíneos. Em condição de ausência de peso, o sangue e outros fluidos corporais podem se deslocar em direção à cabeça, potencialmente alterando a circulação. Quaisquer coágulos resultantes podem representar sérios riscos à saúde, incluindo AVCs.
 
“Nosso objetivo é usar essas informações para entender melhor como o deslocamento de fluidos afeta o risco de coagulação, de modo que, quando os astronautas realizarem missões de longa duração à Lua e a Marte, possamos desenvolver as melhores estratégias para mantê-los seguros”, disse o Dr. Jason Lytle, fisiologista do Centro Espacial Johnson da NASA, em Houston, que lidera o estudo.
 
Para obter mais dados, os membros da tripulação neste estudo passarão por ressonâncias magnéticas antes e depois do voo, exames de ultrassom, coletas de sangue e medições de pressão arterial. Durante o voo, os astronautas também registrarão ultrassons da própria veia jugular, farão leituras de pressão arterial e coletarão amostras de sangue para análise dos cientistas após o retorno à Terra.
 
Em outro estudo, chamado Manual Piloting (Pilotagem Manual), membros selecionados da tripulação realizarão vários pousos simulados na Lua antes, durante e após a missão. Projetado para avaliar habilidades de pilotagem e tomada de decisão, os participantes tentam conduzir uma espaçonave virtual até a região do Polo Sul lunar — a mesma área que futuras tripulações do programa Artemis planejam explorar.
 
“Os astronautas podem vivenciar desorientação durante transições gravitacionais, o que pode tornar tarefas como o pouso de uma espaçonave desafiadoras”, disse o Dr. Scott Wood, neurocientista do Centro Espacial Johnson da NASA, que coordena a investigação.
 
Embora se espere que pousos de espaçonaves na Lua e em Marte sejam automatizados, as tripulações precisam estar preparadas para assumir o controle e pilotar o veículo, se necessário.
 
“Este estudo nos ajudará a examinar a capacidade dos astronautas de operar uma espaçonave após se adaptarem de um ambiente gravitacional para outro, e se o treinamento próximo ao final do voo espacial pode ajudar a preparar as tripulações para o pouso”, afirmou Wood. “Vamos monitorar a capacidade de substituir o controle automático, redirecionar e controlar um veículo manualmente, o que orientará nossa estratégia de treinamento das tripulações Artemis para futuras missões à Lua.”
 
O risco de os astronautas vivenciarem desorientação devido a transições gravitacionais aumenta quanto mais tempo permanecem no espaço. Para este estudo, que estreou durante a missão SpaceX Crew-11 da agência, os pesquisadores planejam recrutar sete astronautas para missões privadas de curta duração, com até 30 dias, e 14 astronautas para missões de longa duração, com pelo menos 106 dias. Um grupo de controle, realizando as mesmas tarefas que os astronautas, fornecerá uma base de comparação.
 
Um estudo diferente investigará possíveis tratamentos para a síndrome neuro-ocular associada ao voo espacial, conhecida como SANS, que causa alterações na visão e nos olhos. Os pesquisadores examinarão se a ingestão diária de um suplemento de vitamina do complexo B pode ajudar a aliviar os sintomas da SANS.
 
Após o retorno à Terra, membros selecionados da tripulação participarão de um estudo que documenta quaisquer lesões, como arranhões ou hematomas, que possam ocorrer durante o pouso. A transição da ausência de peso para a gravidade da Terra pode aumentar o risco de lesões sem as devidas proteções. Os dados ajudarão os pesquisadores a aprimorar o projeto das espaçonaves para proteger melhor as tripulações das forças do pouso.
 
Programa de Pesquisa Humana da NASA
 
O Programa de Pesquisa Humana da NASA desenvolve métodos e tecnologias para apoiar viagens espaciais humanas seguras e produtivas. Por meio de pesquisas conduzidas em laboratórios, análogos em solo, missões comerciais, na Estação Espacial Internacional e nas missões Artemis, o programa analisa como o voo espacial afeta o corpo e o comportamento humanos. Essas pesquisas impulsionam a busca do programa por inovações que mantenham os astronautas saudáveis e prontos para a missão, à medida que a exploração espacial humana se expande para a Lua, Marte e além.
 
Brazilian Space
 
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